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16 Fevereiro 2016

São dois os filões de reflexão que se impõem após os três primeiros dias da viagem papal à América latina: o eco do encontro, em Cuba, do encontro de Francisco com o Patriarca de Moscou Kirill, e depois as palavras-chave propostas por Bergoglio aos mexicanos. Há vinte anos o Vaticano e o patriarcado moscovita levantavam a hipótese de um encontro de cúpula: mas os russos o queriam em território “neutro” (nem na Rússia, nem na Itália). Descartadas cidades europeias ou do Oriente Médio, pensou-se em Ultramar, isto é, em terras não envolvidas pelas polêmicas que há mil anos contrapõem católicos e ortodoxos. Enfim, a escolha caiu sobre Cuba; e sexta-feira, no aeroporto de La Havana, pela primeira vez na história um chefe da Igreja russa (o patriarcado nasceu em 1589) encontrou um Papa de Roma. Uma cúpula histórica, que dissipa séculos de asperezas. A fraternidade que caracterizou o encontro não pôde, obviamente, resolver todos os problemas pendentes; colocou, porém, premissas positivas.

O comentário é de Luigi Sandri, publicado por Trentino, 15-02-2016. A tradução é de Benno Dischinger

A Declaração comum que os dois Chefes subscreveram abre com a denúncia do drama de milhões de cristãos hoje perseguidos no mundo, ou vítimas, como na Síria e no Iraque, de contrastes políticos e militares (as violências do assim chamado Califado são subentendidas, mas não explicitadas): a comunidade internacional é convidada a incumbir-se desta tragédia. O texto toca muitos outros temas, entre os quais o aborto, a eutanásia e, com respeito ao matrimônio, “outras formas de convivência” (referência às uniões civis) que são julgadas negativas. Uma tomada de posição que talvez abra contrastes com as Igrejas ligadas à Reforma, que sobre aqueles argumentos respeitam as escolhas de consciência das pessoas.

O ecumenismo, em substância, leva as Igrejas a unir-se, ou a dividir-se sobre problemas radicais postos pela modernidade. Uma vez consignado o encontro de Cuba ao futuro, na sexta feira à tarde Francisco chegou ao México, onde permanecerá até depois de amanhã. O Papa foi acolhido com um entusiasmo transbordante: ontem milhões de pessoas assistiam à sua missa. Bergoglio exaltou a riqueza das culturas – a indígena, a mestiça e a crioula – que compõem o mosaico do povo mexicano; denunciou a purulenta chaga do narcotráfico e da devastadora violência que ensanguenta o país (cem mil vítimas nos últimos dez anos); indicou, na Madonna de Guadalupe, a ancoragem à qual deveriam olhar os mexicanos para manter vivas as tradições católicas do passado. O santuário está construído na periferia da capital mexicana, lá onde um índio, em 1531, disse ter visto a Madonna de Guadalupe, que aqui é chamada laMorenita” (a moreninha), porque de tal cor é a imagem que o povo considera não pintada por mão humana. Fortíssima é, no México, a devoção a esta Madonna. No sábado, orando diante de sua imagem, Francisco, com palavras comovidas, se definira “um filho que vem encontrar a mamãe”. E, com o Papa, uma imensa multidão se comovia invocando a “Morenita”.

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