Arcebispo anglicano nas Vésperas com o papa: uma bênção inesperada

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28 Janeiro 2016

Um "sinal muito tocando" e "incrivelmente comovente". Foi assim que o arcebispo David Moxon, representante pessoal em Roma do arcebispo de Canterbury e diretor do Centro Anglicano, definiu aquela "bênção inesperada" dada junto com o Papa Francisco e o metropolita ortodoxo Gennadios, arcebispo da Itália e de Malta e exarca para a Europa meridional do Patriarcado Ecumênico.

A reportagem é do jornal L'Osservatore Romano, 28-01-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Um gesto conclusivo e, portanto, talvez ainda mais eloquente da celebração das Vésperas que, na tarde de segunda-feira, 25, solenidade da Conversão de São Paulo, tradicionalmente sela na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, os oito dias de oração pela unidade dos cristãos.

No fim da celebração, o Papa Francisco chamou ao seu lado, para dar juntos a bênção, os dois representantes ecumênicos com os quais, antes, já tinha atravessado a Porta Santa da basílica.

"Foi incrivelmente comovente fazer parte disso que – eu acho – foi um convite sem precedentes, que disse muito mais até do que as palavras que foram realmente proferidas", escreveu Moxon em uma reflexão publicada pela Anglican News Service.

Para o prelado anglicano, "esse convite sugeriu que, neste momento de unidade, a bênção de Deus e a graça de Deus passam pela nossa diversidade". Talvez, acrescenta, "seria equivocado ler mais coisas naquilo que aconteceu", mas "parece-me um sinal muito tocante, inesquecível e sugestivo da nossa unidade essencial no batismo e do nosso desejo de compartilhar as bênçãos de Deus cada vez que há a possibilidade".

Por parte de Moxon, o destaque da homilia do Papa Francisco, "uma homilia que veio do coração", em que o pontífice quis "invocar misericórdia e perdão pelos comportamentos não evangélicos realizados pelos católicos contra cristãos de outras Igrejas" e, ao mesmo tempo, convidou os católicos "a perdoar se, hoje ou no passado, sofreram ofensas de outros cristãos".

Palavras, comentou o representante anglicano, que representam um "desafio, também para quem não é católico romano, a responder da mesma forma" e, portanto, "pedindo perdão pelos erros que cometemos e pelas feridas que infligimos no corpo de Cristo".

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