Arcebispo de Canterbury: “A minha fé? Graças à África”

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18 Janeiro 2016

Durante a assembleia dos primazes – em curso em CanterburyJustin Welby contou: «A os 18 anos foi o vigor na relação com Cristo que vi no Kenya que deu uma virada na minha vida». Palavras pronunciadas precisamente enquanto a Comunhão anglicana corre o risco de uma nova acentuação da fratura entre o Ocidente e igrejas do Sul Global. 

A reportagem é de Giorgio Bernardelli, publicada por Mondo e Missione, 13-01-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

“É verdade, a África Oriental foi evangelizada por missionários, mas foi o East African Revival [Reavivamento da África Oriental] que traçou o caminho para a santidade, para um estilo de vida vigoroso na relação com Cristo, que assim impressionaram tanto um jovem de dezoito anos que na época prestava serviço na Kiburu Secondary School [no Quênia, ndr].

E aquele mesmo jovem de dezoito anos de então fez depois cair a semente do Evangelho num terreno bem preparado, quando três bispos ugandeses, guiados por Festo Kivengere, vieram à Inglaterra em 1975. E foi poucas semanas após que decidi doar a minha vida a Cristo. Assim, na minha vida foi a fé do Kenya e do Uganda, através da experiência do Revival, que me conduziu na estrada da salvação. E não o esqueço”.

Com estas palavras – na segunda–feira – o arcebispo de Canterbury, Justin Welby – há dezoito anos num período delicado de sua vida, após a separação dos progenitores – viveu um ano sabático numa missão da Igreja anglicana no Kenya, entre o fim dos estudos superiores e o início da universidade. Mas, a história pessoal de Welby é também um dado de fato mais geral numa realidade como a Comunhão anglicana de hoje, onde a maior parte dos 85 milhões de fiéis vive hoje na África (com as Igrejas da Nigéria, do Kenya e da Uganda que sozinhas contam com quase a metade da população anglicana).

E não é por acaso que esta homenagem pública Welby tenha decidido realiza-la precisamente no discurso de abertura da Assembleia dos primazes, em curso até sábado em Canterbury. Nestas horas se está de fato consumando um novo capítulo do áspero confronto no interior da Comunhão anglicana, em curso atualmente desde quando, em 2003, a Igreja episcopal dos Estados Unidos decidiu proceder à ordenação de um bispo declaradamente homossexual e – junto à Igreja anglicana do Canadá – também à benção das uniões gay.

Desde então, uma vasta fileira de Igrejas anglicanas do Sul do mundo (sobretudo da África e da América Latina) se reuniram num organismo – a Gafcon (Global Anglican Conference) – que não se reconhece mais em comunhão com as duas Igrejas anglicanas oficiais da América do Norte. A questão da relação com a homossexualidade se tornou a ocasião para uma forte crítica à decidida a pactos com a secularização, que a seu ver teria levado as Igrejas do Ocidente para longe da “ordem divina”. E também na América do Norte há diversas comunidades anglicanas que saíram das Igrejas oficiais e deram vida a um novo organismo, a Anglican Church of North America (Igreja Anglicana Norte-Americana, em tradução livre), que faz parte do Gafcon, mas não é reconhecida pelas outras Igrejas.

Permanecendo irresolvido sob o mandato de Rowan Williams, o arcebispo precedente de Canterbury, agora Justin Welby – no cargo desde 2013 – está procurando mediar para chegar a encontrar uma forma que permita manter unida a Comunhão anglicana. Já o fato de ter conseguido reunir, para a Assembleia, todos os 38 primados anglicanos foi um resultado importante. Mas, o clima em Canterbury é em todo caso tenso e existe o risco de que os primados que se reconhecem no Gafcon deixem a Assembleia, como o primaz de Uganda disse abertamente na véspera dos trabalhos.

De sua parte, Welby, em sua intervenção introdutória dirigiu um novo e acurado apelo à unidade: “Consideramos as divisões entre nós como um fato normal – disse ele ainda – mas de fato são uma obscenidade, uma negação do chamado de Cristo e do mandato de Cristo à sua Igreja”.

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