"A presença de mulheres no Sínodo foi muito negativa." Entrevista com Lucetta Scaraffia

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30 Outubro 2015

Multiplicar a presença das mulheres entre os professores dos seminários, valorizar a sua contribuição cultural nos campos teológico e bíblico, fazer um Sínodo sobre a mulher, inserir mulheres no "Grupo dos Nove" que ajudam o papa no governo da Igreja (são apenas cardeais), nas Conferências Episcopais, nos altos níveis das Congregações romanas e sempre com direito a voto: essas são as propostas que Lucetta Scaraffia – professora de História Contemporânea na Universidade La Sapienza, de Roma, e colunista do jornal L'Osservatore Romano – faria ao papa para ajudar a Igreja a vencer o seu "irreal e surreal desconhecimento do mundo feminino".

A reportagem é de Luigi Accattoli, publicada no jornal Corriere della Sera, 29-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Mas você foi convidada para o Sínodo dos bispos como auditora, e, com você, havia outras mulheres. Portanto, não há só desconhecimento...

Eu fui convidada e sou grata por isso, mas não tinha o direito a voto. Só podia escutar e falar uma vez como convidada. Nos grupos de estudo, eu também só podia falar se fosse convidada a fazê-lo, mas, depois de um tempo, não me segurei e comecei a levantar a mão, e a palavra me foi dada. Eu também propus um "modo", isto é, uma emenda ao documento de trabalho, e isso também era contra o regulamento.

Portanto, a sua opinião sobre a presença das mulheres no Sínodo é negativa?

Muito negativa. Nós, mulheres, somos a grande maioria entre os componentes ativos da Igreja. Pense nas freiras são muitas mais do que os padres e os freis, pense nas catequistas, pense no papel que temos na caridade. É surreal que não devamos estar presentes no momento das decisões.

O papa disse que quer essa presença.

É um grande propósito, e eu tenho confiança no papa, que me parece determinado, corajoso, hábil ao buscar os objetivos que ele se propõe. Mas, para essa presença nas decisões, estamos extraordinariamente atrasados, totalmente fora do campo. Um Sínodo sobre a família em que nenhuma mulher tinha direito a voto: quem sabe mais de família do que nós?

Na sua opinião, que espaço vocês deveriam ter tido nesse Sínodo ou em um Sínodo futuro, digamos, sobre a mulher da Igreja?

Um papel encorpado, substancialmente paritário, com direito de proposta e de voto, com funções de relatoras gerais, de modo a poder incidir desde o início dos trabalhos. Caso contrário, acabamos falando de uma família ideal, da ideia de família, mas não se agarra a realidade. Nesse Sínodo, houve muita disputa doutrinal e canônica, mas ficaram longe da família real e da sua história.

No entanto, os documentos falam muito das famílias feridas...

É verdade, mas, quando devem ir para o positivo, refugiam-se ou fogem para a poesia, fala-se de "canto nupcial" e de "Igreja doméstica", fazem mística sobre a vida de casal. O que você faz com a poesia diante da realidade de tantas mulheres sozinhas com filhos?

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