Longe das ruas, Psol busca rumo para 2016

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06 Abril 2015

A polarização e a radicalização no discurso colocaram o Psol em situação delicada. Depois do destaque que o partido teve nas manifestações de 2013, a sigla não apoiou os movimentos recentes e, confrontado com a proposta de impeachment, saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff, como alguns de seus principais quadros já haviam feito no segundo turno.

A reportagem é de Renata Batista, publicada pelo jornal Valor, 06-04-2015.

Nas articulações políticas para 2016, falta clareza sobre o rumo que pretende tomar. Ora alinhando-se à esquerda ora na chamada "nova política", o partido se depara com uma estrutura atomizada, representatividade nacional limitada; uma agenda que pode ser esvaziada pela Rede Sustentabilidade, para quem deve perder muitos militantes; e fragilidades na seleção de candidatos, como a que levou um de seus deputados federais eleitos a propor uma emenda constitucional para alterar o entendimento do Brasil como um Estado laico. O deputado, Cabo Dacíolo, deve ser expulso da sigla.

Uma das principais expressões eleitorais do partido, o deputado estadual Marcelo Freixo (RJ) diz que a conjuntura de 2013 era completamente diferente da atual e acusa de "estelionato eleitoral" a presidente Dilma, a quem declarou apoio no segundo turno, depois de ter sido o deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro. "Saímos de uma pauta progressista para uma pauta conservadora. Mas Dilma não teria sido eleita com essa agenda, com o Levy no ministério", explica, citando as ações próprias nas ruas do Rio e iniciativas como um debate - via internet - sobre a Reforma Política, que reuniu 6 mil pessoas em uma noite de domingo, como exemplos da mobilização atual.

Freixo procura se alinhar à chamada "nova política', mas rejeita uma pauta vinculada exclusivamente ao combate a corrupção, que considera "pouco palpável". "O debate da corrupção não pode ser um debate reacionário. Não pode ser um debate moralista e udenista", defende.

Freixo articula sua candidatura à prefeito do Rio de Janeiro em 2016, mas relativiza apoios que, segundo analistas, poderiam ser determinantes para sua eleição, como o da ex-candidata presidencial Marina Silva, que tem no Rio um de seus maiores eleitorados, ou do PT, que depois de acenar para uma aliança de esquerda, voltou a se aproximar do PMDB.

O pré-candidato diz que é mais importante buscar uma aliança com a sociedade do que com partidos. "Tem uma política que está morrendo. Podemos ser os últimos representantes dessa política ou os primeiros da nova", diz.

Segundo o cientista político Paulo Baía, da UFRJ, "O Psol tenta ter uma organização nova, mas é um partido de fortes lideranças, que pode se enfraquecer se permanecer na atual direção". Baía diz que o partido nasceu fazendo oposição ao PT, mas adotou desde o ano passado uma posição de "linha auxiliar do partido governista".

c "O desafio do Psol é entender que defender a democracia não é estar alinhado com a Dilma", diz, ressaltando também a necessidade de mudanças internas no partido. O Psol rachou na opção por uma candidatura presidencial própria e depois no apoio à Dilma. "A democracia partidária é um grande desafio para o PT e também para o Psol", completa.

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