Grama de R$ 2 milhões da Arena da Amazônia não se adaptou e deverá ser substituída

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06 Março 2015

Presidente da FVO comparou a grama do estádio a um “cachorrinho de madame” e explicou que o gramado deverá ser trocado pelo usado na Colina e no Carlos Zamith.  Entidade gasta cerca de R$ 60 mil mensais com manutenção.

A reportagem é de Denir Simplício, publicada pelo sítio A Crítica, 04-03-2015.

O diretor presidente da Fundação Vila Olímpica (FVO), Aly Almeida, explicou durante coletiva nesta quarta feira (4), na Arena da Amazônia, na Zona Centro-Oeste de Manaus, que o gramado da Arena deverá ser trocado. O tipo de grama utilizado na praça esportiva, que custou R$ 2 milhões, não se adequou ao clima da região e será totalmente substituído pelo que é utilizado nos estádios da Colina e Carlos Zamith, que custou R$ 200 mil.

Aly Almeida explicou que caso tivesse que utilizar a mesma grama que atualmente está no estádio, os custos para a substituição seriam em torno de R$ 2 milhões. No entanto, o gramado deverá ser o mesmo usado nos estádios da Colina e Carlos Zamith, nas Zonas Leste e Oeste, respectivamente, e custarão cerca de R$ 200 mil. Ambas as praças esportivas foram construídas para servir de Centros Oficiais de Treinamento (COTs).

Motivos de muitas críticas desde o período da Copa do Mundo, o gramado da Arena não se adaptou ao clima amazônico. A grama usada no estádio foi aprovada pela Fifa e tem o selo de qualidade internacional. Já a grama que foi colocada nos chamados COTs tem a aprovação de qualidade nacional, e provou ser mais resistente.

Grama Padrão Fifa não vingou

Fora os custos astronômicos da grama Padrão Fifa, os gastos com a manutenção são maiores. A FVO gasta mensalmente somente com o cuidado com o gramado do estádio, que recebeu quatro jogos do Mundial, aproximadamente R$ 60 mil.

“Esse gramado perece cachorrinho de madame, qualquer coisinha adoece”, disse Aly Almeida fazendo uma comparação sobre a grama usada no estádio multiuso. A entidade também divulgou que deixou de aceitar pedidos para a realização de outros eventos, como shows, por conta da fragilidade da grama.

No ano passado, o local chegou a receber alguns espetáculos no gramado, como o show da cantora baiana Ivete Sangalo. Na ocasião, a parte onde foi montado o palco chegou a deteriorar o campo. O que causou mais críticas, principalmente entres as pessoas que foram contra a construção da praça esportiva.

FVO quer esperar a privatização

A FVO se isenta de qualquer gasto com a mudança do gramado e quer repassar a conta para a empresa que vencer a licitação para administrar a Arena da Amazônia. “Não é intenção nossa arcar com mais esses gastos. Por isso vamos esperar a empresa que ganhar a licitação de privatização da Arena. Ela é que vai decidir se vai fazer a substituição ou não”, explicou Aly Almeida.

O processo licitatório está em trâmite e deve ser divulgado até o final do semestre para empresas de todo o mundo. Questionado sobre se haveria a posibilidade da troca do gramado antes mesmo da licitação sair, Aly Almeida foi taxativo. “De forma alguma. Tenho uma reunião com o governador (José Melo) agora e vamos discutir entre outras coisas, esses gastos com a Arena”, finalizou.

A Arena da Amazônia, que já recebeu cinco partidas este ano, será palco do jogo do Nacional-AM, contra o Paysandu-PA, no próximo dia 22, pela partida de volta da Copa Verde. O duelo de ida será neste sábado (7), no estádio da Curuzu, em Belém.

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