Empresas privadas “estão usando imigrantes detidos como mão de obra barata”

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26 Agosto 2014

Ativistas criticaram algumas empresas privadas por usarem imigrantes detidos como mão de obra barata dentro dos centros de detenção depois que uma pesquisa insinuou que esta prática economiza milhares dólares. Alguns detentos disseram que estavam recebendo pouco mais de 1 dólar e 65 centavos (1 libra esterlina em moeda local) por hora para cozinhar e limpar.

A reportagem é de Kevin Rawlinson, publicada pelo jornal The Guardian, 22-08-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Os números do Ministério do Interior inglês mostraram que, em maio deste ano, os detentos em centros administrados pelas empresas Serco, G4S e outras fizeram cerca de 45 mil horas de trabalho para um total de aproximadamente 75 mil dólares (45.500 libras esterlinas). Durante 12 meses, as cifras sugerem que as empresas – que também inclui a Mitie e a GEO – teriam economizado mais de 4.600 milhões de dólares, segundo o grupo de pesquisa Corporate Watch, que teve acesso aos dados e que disse que as empresas estavam “explorando a força de trabalho dos migrantes presos”.

O Ministério do Interior, no entanto, insistiu que os detentos tiveram a escolha de trabalhar ou não e que os inspetores louvaram a prática de permitir a estas pessoas trabalharem enquanto esperam pela remoção.

Uma detenta, que passou meses no centro Yarl’s Wood, em Bedfordshire, onde se empregou como limpadora, disse achar os detentos estão sendo usados para fazer o trabalho essencial no lugar dos funcionários que recebem um salário mínimo.

Outro detento, Ralph Ojotu, que trabalha como limpador no centro de detenção Harmondsworth, disse que o governo tem sido hipócrita ao proibi-lo de trabalhar do lado de fora do presídio, mas permitir-lhe empregar-se por cerca de U$ 1,65 dólar por hora num centro de detenção administrado pelo empregador GEO.

“Não temos permissão de trabalhar do lado de fora, mas aqui dentro estão distribuindo empregos aos montes”.

Os dados dizem respeito a sete presídios: Yarl’s Wood e Colnbrook, administardos pela Serco; Brook House e Tinsley House, administrados pela G4S; e Harmondsworth e Dungavel, administrados pela empresa americana GEO. A sétima unidade, Campsfield, é administrada pela Mitie.

Dois centros de detenção administrados pelo governo – Dover e Morton Hall – também empregam detentos ao valor de 1,65 dólar por hora de trabalho, em tese economizando mais de 1.4 milhão de dólar por ano.

Phil Miller, pesquisador do Corporate Watch, disse que “estas empresas estão, possivelmente, economizando milhões de dólares ao explorar a força de trabalho dos migrantes presos em grande escala. A nossa pesquisa mostrou que os centros de detenção iriam ter sérios problemas sem a quantidade de trabalho essencial feito pelos detentos diariamente – cozinhar e limpar.

O status dos imigrantes detidos nestes centros enquanto se decide sobre seus casos é diferente daquele de prisioneiros condenados. No entanto, diferentemente de seus colegas de prisão, eles não se qualificam para receber o salário mínimo nacional. Também são proibidos de trabalhar em qualquer outro lugar, ainda que devam pagar por produtos essenciais de higiene pessoal. As cifras mais recentes da G4S na Inglaterra e na Irlanda mostram que a empresa lucrou 203 milhões de dólares em 2013 antes dos impostos, enquanto que a Serco lucrou 175 milhões no mesmo período. As contas da Mitie mostram que ela lucrou 210 milhões de dólares nos doze meses até junho de 2014, enquanto que a GEO, com sede nos EUA, informou que lucrou 304 milhões de dólares antes dos impostos.

Em nome das empresas, um porta-voz do Ministério do Interior disse: “Esta antiga prática de oferecer trabalho pago a detentos tem sido louvada pelo serviço de inspeção das prisões de Sua Majestade na medida em que ajuda a mantê-los ocupados enquanto que a sua remoção, ou não, é tratada. A decisão de trabalhar ou não é de inteira responsabilidade deles. Ele quem decidem. Esta prática não pretende substituir o trabalho dos funcionários treinados.

Wyn Jones, da Serco, disse que o trabalho pago era voluntário e que estava em conformidade com as regras do Ministério do Interior inglês. E acrescentou: “Este trabalho é oferecido a residentes junto de outras atividades construtivas para ajudar a reduzir o tédio e melhorar a saúde mental e que, se não fosse feito, não iria ter efeito algum no andamento dos centros. A empresa Serco nega qualquer afirmação de que os residentes são usados para realizar o trabalho no lugar dos oficiais ou profissionais pagos em qualquer uma das unidades que a empresa administra e que, com isso, estaria aumentando os lucros”.

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