O Papa e seus conselheiros. A reforma da Cúria será em 2015

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Por: Jonas | 30 Abril 2014

O Papa Francisco e o Conselho dos cardeais, que o ajudam no governo da Igreja universal e na reforma da Cúria Romana (o chamado “C8”), começaram a quarta reunião de trabalho ontem e permanecerão reunidos até amanhã. Estão trabalhando sobre o organograma dos Pontifícios Conselhos, depois que nas reuniões passadas enfrentaram o capítulo das Congregações e o das estruturas econômicas e administrativas (que culminou no nascimento de um novo dicastério, a Secretaria de Economia, e de um novo Conselho para a Economia). Durante as reuniões de ontem e hoje, também revisaram os resultados das sociedades de assessoria externa que foram dirigidas a Santa Sé, para estudar aspectos específicos sobre a gestão interna. O trabalho, que culminará em uma nova constituição apostólica sobre a Cúria, não ficará pronto antes de 2015. Esta semana, reunir-se-ão pela primeira vez os dois novos organismos criados por desejo de Francisco: o Conselho para a Economia e a Comissão para a Proteção dos Menores e a Prevenção da Pedofilia.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 29-04-2014. A tradução é do Cepat.

O Conselho dos cardeais, conforme se lê em uma nota informativa divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, “começou ontem pela manhã, segunda-feira, 28 de abril, as reuniões deste seu quarto encontro. O Santo Padre participa a maior parte do tempo, exceto quando possui outros compromissos de especial importância, como a audiência com os reis da Espanha, de segunda-feira pela manhã, a audiência com o presidente do Paraguai, na terça-feira pela manhã, ou a audiência geral da quarta-feira pela manhã. Além dos oito cardeais membros do Conselho, também participa regularmente das reuniões o cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin”.

Ontem à tarde, “o Conselho ouviu a exposição do presidente da Pontifícia Comissão referente de Estudo e Guia para os Assuntos Econômicos e Administrativos da Santa Sé (COSEA), o professor Joseph F. X. Zahara, sobre alguns setores de atividades por ela examinados”, aponta a nota. O porta-voz vaticano, o padre Federico Lombardi, ao responder as perguntas dos jornalistas, disse que a COSEA mencionou, em especial, “os resultados das assessorias”.

Durante os últimos meses, efetivamente, além do pedido para que o Promontory financial Group revisasse as contas correntes do IOR, a Santa Sé (e em especial a COSEA) pediu ao mesmo Promontory dois relatórios sobre as atividades econômico-financeiras da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (15 de outubro); para a Ernst & Young pediu uma “verificação e assessoria sobre as atividades econômicas e sobre os processos de gestão administrativa” do Governatorado; para a McKinsey & Company, a tarefa de oferecer assessorias para contribuir no desenvolvimento de um plano “integral para fazer com que os meios de comunicação da Santa Sé sejam mais funcionais, eficazes e modernos”; para a Kpmg, a tarefa de colaborar com a adequação dos procedimentos de contabilidade de todas as entidades da Santa Sé, com os padrões internacionais (19 de dezembro); e, finalmente, para a PricewaterhouseCoopers (Pwc) e a Deloitte, assessorias sobre o Hospital pediátrico “Bambino Gesù” e sobre a FundaçãoCasa Sollievo della Sofferenza” (31 de janeiro).

Em relação às duas comissões referentes, criadas pelo Papa Francisco no início de seu Pontificado (além da COSEA, a Comissão sobre o IOR, presidida pelo salesiano Raffaele Farina), Lombardi confirmou hoje que “estão terminando sua missão” e que, “substancialmente”, o trabalho das sociedades de assessoria “está terminando”. Não se previu, por outro lado, nenhuma decisão a breve prazo a respeito das estruturas que é objeto destas assessorias, respondeu o porta-voz vaticano aos jornalistas, e também não precisou o tempo, posto que “a detalhada documentação”, expostas ontem à tarde ao “C8”, deve ser ainda analisada e colocada em prática pelas “instâncias competentes”, a partir do “C8” e da “Secretaria para a Economia”.

“Após ter revisado nos encontros anteriores as Congregações da Cúria Romana, o Conselho agora está levando em consideração os Pontifícios Conselhos, primeiro com reflexões gerais e depois individualmente. Prevê-se que durante este encontro se possa completar uma primeira resenha de considerações sobre os Pontifícios Conselhos”, lê-se na nota vaticana. “O Conselho dos cardeais prevê uma nova reunião de quatro dias, no mês de julho (do dia um a quatro). O trabalho pela frente ainda é muito, razão pela qual não é preciso esperar que se conclua durante o ano em curso, mas, sim, no próximo ano”.

Uma nova constituição apostólica, que substitua a vigente “Pastor Bonus”, que define o organograma vaticano, não será promulgada antes de 2015, mas isto não exclui, disse Lombardi, que o Papa assuma antes “decisões” específicas. As anteriores reuniões do Conselho ocorreram nos dias 1-3 de outubro de 2013, 3-5 de dezembro de 2013, e 17-19 de fevereiro de 2014.

Por outro lado, após as sessões de trabalho do “C8” e da primeira reunião da nova Comissão cardinalícia de vigilância sobre o IOR, que foi realizada ontem, na próxima sexta-feira, dia 2 de maio, reunir-se-á pela primeira vez o novo Conselho de Economia, presidido pelo cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Mônaco da Baviera e membro do “C8”. Este grupo trabalhará lado a lado com a Secretaria de Economia, o novo super-dicastério criado pelo Papa Francisco e dirigido pelo cardeal australiano George Pell, também membro do “C8”.

Na reunião da próxima sexta-feira, o novo Conselho deverá examinar e aprovar seus estatutos. Também “nos próximos dias”, apontou Lombardi, reunir-se-á pela primeira vez a nova Comissão para a Proteção dos Menores, criada por desejo do Papa e de seus conselheiros, que tem a tarefa de enfrentar o tema da prevenção à pedofilia na Igreja e que foi anunciada, em dezembro do ano passado, pelo cardeal estadunidense Sean Patrick O`Malley, outro membro do “C8”. Além de Collins e do cardeal Sean O`Malley, a comissão conta com as presenças da francesa Catherine Bonnet, da inglesa Sheila Hollins, do advogado italiano Claudio Papale, da ex-embaixadora polaca ante a Santa Sé, Hanna Suchocka, e de dois jesuítas da Gregoriana: o argentino Humberto Miguel Yáñez, diretor do Departamento de Teologia Moral e o alemão Hans Zollner, presidente do Instituto de Psicologia.

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