Encontro entre Francisco e o Primaz Anglicano. Manter o caminho para a unidade dos cristãos

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Por: Jonas | 15 Junho 2013

O papa Francisco disse, hoje, diante do arcebispo de Canterbury, Justin Welby (na foto, à esquerda do Papa), que as duas Igrejas, católica e anglicana, caminham juntas mediante o diálogo teológico e no compromisso pela busca da unidade entre os cristãos, que procede da própria vontade de Jesus Cristo.

 
Fonte: http://goo.gl/vqH7B  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 14-06-2013. A tradução é do Cepat.

O Papa argentino dirigiu estas palavras ao arcebispo de Canterbury e Primaz da Comunhão Anglicana, durante uma audiência particular na Biblioteca dos Apartamentos Apostólicos vaticanos, para depois rezar juntos na capela “Redemptoris Mater”.

Trata-se do primeiro encontro entre o papa Francisco e o Arcebispo de Canterbury, que foi entronizado numa solene cerimônia como novo arcebispo, no último dia 21 de março.

“A solidez desta união – sublinhou o Pontífice – permitiu manter a rota, mesmo quando no diálogo teológico emergiram dificuldades maiores do que aquelas que pudessem ser imaginadas no início do caminho”. Por isso – continuou –, “a oração que elevamos juntos é de fundamental importância”.

Por outro lado, o Arcebispo anglicano comentou da sociedade colocar em discussão algumas bases da própria convivência, “como o respeito com o sagrado da vida humana e a solidez da família fundada sobre o matrimônio”.

O papa Francisco insistiu “na necessidade de uma maior justiça social”, que permita conquistar um sistema econômico em que prevaleça o serviço do homem e o benefício do bem comum.

“Entre nossos deveres – sustentou – encontra-se o de dar testemunho do amor de Cristo, dar voz ao pranto dos pobres para que não sejam abandonados à lei de uma economia que parece considerar o homem apenas como um consumidor”.

Além disso, o Papa agradeceu o esforço que a Igreja da Inglaterra demonstrou em compreender as razões que levaram seu predecessor, Bento XVI, “a oferecer uma estrutura canônica capaz de responder às perguntas daqueles grupos de anglicanos que pediram para ser recebidos no seio da Igreja católica”.

O papa Ratzinger deu um passo de grande envergadura e repercussão ao abrir, em 2009, as portas da Igreja católica aos tradicionalistas anglicanos contrários às medidas “aberturistas” da Comunhão Anglicana, como a ordenação de mulheres e de homossexuais como bispos.

“Estou seguro de que esta união permitirá ao mundo católico conhecer melhor e apreciar as tradições espirituais, litúrgicas e pastorais do patrimônio anglicano”, afirmou Jorge Mario Bergoglio. E apontou a que “a história das relações entre a Igreja da Inglaterra e a Igreja de Roma é longa e complexa, não isenta de momentos dolorosos”. Não obstante, nas últimas décadas - prosseguiu o Papa -, estiveram caracterizadas por um caminho de proximidade, de aproximação e de fraternidade, pelo qual devemos dar, sinceramente, graças a Deus.

O papa Francisco mencionou, também, o conflito da Síria e solicitou “uma solução pacífica”, que garanta a segurança de toda a população, “incluindo as minorias, entre as quais estão antigas comunidades cristãs locais”.

De sua parte, Welby afirmou que apenas se o mundo enxergar os cristãos crescerem na unidade é que aceitará, por meio de nós, a mensagem divina de paz e reconciliação. “O caminho nos coloca à prova e não podemos não ser conscientes de que existem diferenças sobre a forma como conduzimos a fé cristã e como enfrentamos os desafios lançados pela sociedade moderna”, destacou. Não obstante, um fundamento sólido de amizade “nos permitirá falar um com o outro sobre estas diferenças, na maneira de conduzir as respectivas responsabilidades, e em estar abertos a compartilhar o discernimento de um caminho de fidelidade à vontade de Cristo”.

Welby foi entronizado numa solene cerimônia como novo arcebispo de Canterbury, no último dia 21 de março, dois dias depois da missa de início do pontificado de Francisco, na Basílica de São Pedro, da qual o Primaz Anglicano não participou.

Com 56 anos, antigo empresário do petróleo, casado e com cinco filhos, Welby superou assim a última etapa de sua nomeação como líder anglicano, após ser eleito como substituto de Rowan Williams, no último 9 de novembro, e depois de ter assumido oficialmente o cargo, em janeiro.

Em sua visita, o arcebispo de Canterbury estava acompanhado por sua esposa Caroline, como também pelo seu representante oficial em Roma, o arcebispo David Moxon, e pelo arcebispo de Westminster, Vincent Nichols.

Este é o resumo que nos oferece a Rádio Vaticano:

Oração e compromisso para caminhar rumo a desejada unidade em Cristo; sacralidade da vida humana e da família fundada no matrimônio; justiça social e economia a serviço do homem, dando voz ao clamor dos mais pobres, e da paz, com especial atenção ao conflito sírio, assim como para o diálogo entre as religiões e os que não são crentes, são alguns dos temas destacados pelo Bispo de Roma, Francisco, em sua cordial acolhida, hoje, ao Arcebispo de Canterbury, Justin Welby. Tudo isto, no marco da visita fraterna do Primaz da Igreja da Inglaterra e no primeiro encontro entre os dois, que começaram seus ministérios nos dias 19 e 21, respectivamente, do último mês de março.

Esta grata coincidência, será “um motivo particular para nos sustentarmos mutuamente na oração”, apontou o papa Francisco, destacando sua grande alegria por este primeiro encontro com o Arcebispo de Canterbury. E dando ênfase na importância da oração, pois “com a oração se renovará, dia após dia, o compromisso de caminhar rumo à unidade, que poderá se expressar em nossa colaboração em diversos âmbitos da vida cotidiana”. “Em especial no testemunho de Deus e na promoção dos valores cristãos diante de uma sociedade que, às vezes, parece colocar em causa algumas das bases da convivência, como o respeito à sacralidade da vida humana e a solidez da família no matrimônio”.

Neste contexto, o Bispo de Roma também colocou em relevo o compromisso social e em favor dos mais desfavorecidos:

“Também há o compromisso para incentivar uma maior justiça social e um sistema econômico que se coloque a serviço do homem e do bem comum. Entre nossas tarefas, como testemunhas do amor de Cristo, está a de dar voz ao clamor dos pobres, para que não sejam abandonados às leis de uma economia que parece considerar o homem apenas como consumidor”.

Sem esquecer a promoção da paz e do diálogo:

“Conheço sua especial sensibilidade para com estes temas, nos que compartilhamos muitas ideias, assim como seu compromisso para favorecer a reconciliação e a resolução dos conflitos entre as nações. Neste contexto, junto com o arcebispo Nichols, solicitou às autoridades uma solução pacífica ao conflito sírio, que também garanta a segurança de toda a população, incluindo as minorias, entre as quais estão as antigas comunidades cristãs locais. Como você destacou, nós cristãos carregamos a paz e a graça como tesouros que devemos doar ao mundo, mas estes dons somente dão frutos quando os cristãos vivem e trabalham juntos em harmonia. Deste modo, poderemos contribuir na construção de relações de respeito e de pacífica convivência com todos aqueles que pertencem a outras tradições religiosas, como também com os que não são crentes”.

Após colocar em relevo o caminho positivo dos últimos decênios, na história das relações entre a Igreja da Inglaterra e a Igreja de Roma, longa e complexa e não isenta de momentos dolorosos, sublinhando o diálogo fraterno e teológico, agradecendo a Comunhão Anglicana o esforço em compreender as razões que levaram Bento XVI a oferecer uma estrutura canônica, capaz de responder as solicitações daqueles grupos de anglicanos que pediram para ser acolhidos na Igreja católica, o Santo Padre Francisco concluiu seu discurso recordando a promessa de Cristo, ‘onde há dois ou três reunidos em meu Nome, eu estou presente no meio deles (Mt 18, 20) e exortou para caminharem juntos rumo a tão desejada unidade, dom que vem do alto e que se funda em nossa comunhão de amor, com o Pai, o Filho e o Espírito Santo:

“Caminhemos, querido irmão, para a unidade, fraternalmente unidos na caridade e tendo Jesus Cristo, nosso irmão maior, como constante ponto de referência. Na adoração de Jesus Cristo encontraremos a base e a razão de ser de nosso caminho. Que possa o Pai misericordioso escutar e acolher as orações que o dirigimos juntos. Coloquemos nossas esperanças Nele, ‘que é capaz de fazer infinitamente mais do que podemos pedir ou pensar, pelo poder que opera em nós’ (Ef 3, 20)”.

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