Financiamento climático segue dominando a COP18

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29 Novembro 2012

Brasil e China afirmam que viabilizar o Fundo Climático Verde é essencial para o sucesso da Conferência do Clima; UNFCCC lança uma parceria com o Fórum Econômico Mundial para incentivar investimentos em tecnologias de baixo carbono.

Depois de o Comitê de Oxford de Combate à Fome (Oxfam) e o Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED) alertarem que as promessas do financiamento climático não estão sendo cumpridas, o assunto prossegue ocupando a posição central das negociações na Conferência do Clima de Doha (COP18).

A reportagem é publicada pelo é de Fabiano Ávila e publicada por Carbono Brasil, 28-11-2012.

Os representantes do Brasil e da China confirmaram que estão alinhados com o bloco de 48 nações conhecido como Países Menos Desenvolvidos (LDCs, em inglês) e que sem um plano claro para a implementação do Fundo Climático Verde, que promete liberar US$ 100 bilhões anuais em ajuda à adaptação e mitigação, a COP 18 não será bem-sucedida.

“Um mapa de como vamos passar do atual financiamento para o que foi prometido é extremamente necessário. Os países desenvolvidos precisam alcançar a meta dos US$ 100 bilhões, como se comprometeram”, afirmou Su Wei, negociador chefe da China.

“Estamos juntos com os chineses nessa questão. Promessas de financiamento e de transferência de tecnologias devem ser cumpridas. O que acontecer aqui nesse sentido deve definir o futuro das negociações climáticas”, declarou André Corrêa do Lago, chefe da delegação brasileira.

O Brasil aproveitou os novos dados de queda do desmatamento, que segundo o Inpe significam que a contribuição para o aquecimento global brasileira caiu em 76%, para dizer que os emergentes estão fazendo sua parte.

“Os países em desenvolvimento estão fazendo tudo o que acordaram fazer voluntariamente no âmbito da convenção, ao contrário dos desenvolvidos. Se os países em desenvolvimento, que não têm recursos nem tecnologias, estão conseguindo trazer resultados, os países ricos podem fazer mais do que estão fazendo agora”, argumentou.

Parceria

Também na terça-feira, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC) divulgou que no próximo dia 6 será lançada a iniciativa “Momentum for Change: Innovative Financing for Climate-friendly Investment”, uma parceria com o Fórum Econômico Mundial.

O objetivo da iniciativa será informar governos, investidores, empresas e a sociedade sobre maneiras efetivas de garantir a transição para uma economia de baixo carbono. Assim, a intenção é identificar e promover exemplos bem-sucedidos já existentes de mecanismos público-privados que estejam promovendo o desenvolvimento sustentável.

“Está claro que o setor privado precisa ajudar a colocar o mundo no caminho de um futuro mais seguro do ponto de vista climático. Entretanto, dado o tamanho de investimentos necessários para isso, os governos devem também contribuir, fornecendo estruturas e legislações que incentivem os empresários neste sentido”, afirmou Christiana Figueres, secretária-geral da UNFCCC.

“O Fórum Econômico Mundial vai trabalhar em conjunto com a UNFCCC para documentar e promover modelos público-privados que estão cumprindo seu papel na adaptação e mitigação das mudanças climáticas, um dos principais desafios globais da humanidade”, declarou Børge Brende, diretor gerente do Fórum.

A nova iniciativa utilizará recursos e capital humano da Aliança de Ações para o Crescimento Verde, criada pelo Fórum Econômico Mundial neste ano, que reúne as maiores empresas de energia, instituições financeiras e bancos de desenvolvimento do planeta.

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