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Por: André | 26 Janeiro 2012

Número de idosos empregados aumenta 70% em 10 anos no PR. Em dez anos, número de trabalhadores com mais de 60 anos no estado passou de 195 mil para 336 mil; hoje, a faixa etária representa 5% da população ocupada.

A reportagem é de Breno Baldrati e publicada pelo jornal Gazeta do Povo, 25-01-2012.

O número de idosos no mercado de trabalho no Paraná está aumentando em ritmo superior ao do envelhecimento da população. O total de trabalhadores com mais de 60 anos cresceu 70% no estado entre 2000 e 2010, enquanto o número de indivíduos que compõem essa faixa etária avançou 45%.

Ao todo, 336 mil idosos estavam trabalhando no ano passado, o equivalente a quase 5% do total de empregados no estado. Há dez anos, o número era de 195 mil, segundo dados do Censo 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pelo lado da oferta, a necessidade de complementar a renda, a busca por satisfação pessoal e a melhora na qualidade de vida dos idosos contribuem para o fenômeno. Chegando à velhice mais saudáveis, eles têm mais capacidade e disposição para continuar na ativa.

Do lado da demanda, as empresas citam a dificuldade em reter jovens, mais sujeitos a mudanças; a escassez generalizada de mão de obra; e o maior engajamento dos mais velhos no trabalho como fatores que influenciam a busca por esses profissionais.

Na rede de supermercados Big, do grupo Walmart, o número de idosos é de 9% do total de empregados e a tendência é que ele aumente, segundo a gerente de capital humano, Cris Miiller. “A pessoa da ‘melhor idade’ é mais madura e menos imediatista, ao contrário dos mais novos, que são mais instáveis. O mais velho quer estabilidade e pensa muito nos benefícios. Para a empresa, muitas vezes é um trabalhador mais atrativo”, explica. Na rede, os idosos ocupam principalmente os cargos de atendimento, operador de caixa e fiscal de caixa.

A Pizza Hut tem um projeto desde 2005 de empregar pelo menos duas pessoas da terceira idade em cada unidade. Hoje, 11 dos 260 funcionários das cinco lojas da rede em Curitiba são idosos. Eles atuam como auxiliar de cozinha, apoio de garçom, orientador de público e host.

“A experiência deles, tanto pessoal como profissional, enriquece muito o conhecimento da equipe. Além disso, segundo o que eles próprios relatam, há uma melhora impressionante na autoestima desses trabalhadores”, diz Rodolfo Machado, gerente de Recursos Humanos da Pizza Hut no Paraná e em Santa Catarina.

Na agência do trabalhador de Curitiba, órgão público que faz a intermediação entre empresas e trabalhadores, cerca de 15 das 800 pessoas atendidas todos os dias têm mais de 60 anos, de acordo com o gerente, Rafael dos Santos.

As empresas que mais contratam esses profissionais são os supermercados e escritórios, onde os idosos atuam como auxiliares, na realização de serviços bancários e administrativos. “Não há limite de idade para as vagas, mas naturalmente os mais velhos raramente são encaminhados para funções que exigem muito esforço físico”, diz.

Perfil

De acordo com estudos de Ana Amelia Camarano, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e doutora em Estudos Populacionais pela London School of Economics, as mulheres, em geral, estão assumindo o papel de chefes de família à medida que envelhecem. O fenômeno ocorre principalmente porque elas vivem mais do que os homens – 57% da população idosa é composta por mulheres – e buscam novas fontes de renda, como a realização de trabalho temporário.

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