O papa em Budapeste, esperanças e problemas

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09 Setembro 2021

 

A viagem anunciada do Papa, dentro de uma semana, a Budapeste e à Eslováquia, promete ser cheia de esperança, mas também carregada de inquietação, tanto para a evidente discórdia entre Francisco e o premier húngaro Viktor Orbán sobre a questão dos migrantes, como por alguns conflitos muito sérios na Ortodoxia que acabarão pesando em um evento, em si, romano-católico.

A reportagem é de Luigi Sandri, publicada por L'Adige, 06-09-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

O motivo oficial da peregrinação de Bergoglio é sua participação na conclusão do Congresso Eucarístico Internacional que se realiza na cidade do Danúbio. “Serão dias - disse ontem o pontífice no Angelus - marcados pela adoração e pela oração no coração da Europa. Confio as visitas que farei à intercessão de tantos heroicos confessores da fé, que testemunharam o Evangelho naqueles lugares entre hostilidades e perseguições. Eles ajudem a Europa a testemunhar ainda hoje, não tanto com palavras, mas sobretudo com fatos, com obras de misericórdia e acolhimento, do bom anúncio do Senhor que nos ama e nos salva”.

Mapa de Budapeste, na Hungria (Foto: Reprodução | Google Maps)

Portanto, o papa se lembrará dos sofrimentos que os católicos - mas também outros cristãos - sofreram sob o regime comunista, que ruiu em 1989. Quase um símbolo dessa luta foi o cardeal József Mindszenty, arcebispo de Esztergom, que, para escapar da prisão (no outono de 1956 havia apoiado a insurreição contra um governo ligado a Moscou; revolta depois esmagada pelos tanques soviéticos) refugiou-se na embaixada dos Estados Unidos: viveu ali quinze anos, antes de poder refugiar-se em Viena, onde morreu em exílio em 1975.

Depois de 1989, as relações diplomáticas entre a Hungria e o Vaticano foram totalmente regularizadas; agora, porém, estão tensas, porque o papa não compartilha a política "soberanista" de Orbán e de sua decisão de construir um muro para impedir a entrada de migrantes no país.

Prova da tensão permanente é que, há poucos dias, Francisco disse não saber se, exceto o encontro protocolar no aeroporto, se encontraria com o primeiro-ministro.

Mapa de Bratislava, na Eslováquia (Foto: Reprodução | Google Maps)

Outro problema, pelo qual o Vaticano não tem responsabilidade, no entanto, é o permanente desacordo entre os patriarcas ortodoxos de Constantinopla, Bartolomeu, e de Moscou, Kirill, radicalmente divididos pela questão da "autocefalia" (independência canônica) da Igreja ortodoxa ucraniana. Para confirmar seu "sim", no final de agosto o primeiro patriarca esteve em Kiev, bem recebido pelos ucranianos antirussos e contestado pelos pró-russos. E, o segundo, firme no “não”, há uma semana definiu tal iniciativa como “pecaminosa”.

Mas durante o Congresso Eucarístico - anunciou o atual arcebispo de Esztergom, cardeal Péter Erdö - o patriarca de Constantinopla estará presente em várias cerimônias; motivo pelo qual nenhum membro da Igreja Russa participará. O cisma intraortodoxo, portanto, pesa também sobre a Igreja romana: embora Bergoglio tenha tido muito cuidadoso para não se envolver na disputa intraortodoxa, suas consequências dilacerantes devastam, de fato, o caminho ecumênico.

 

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