O jesuíta Hans Zollner sugere cárceres eclesiais para os abusadores

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06 Agosto 2021

 

O presidente do Centro para a Proteção de Menores respalda algumas experiências desenvolvidas com êxito nos Estados Unidos.

A reportagem é de Mateo González Alonso, publicada por Vida Nueva Digital, 05-08-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O presidente do Centro de Proteção às Crianças da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, o jesuíta Hans Zollner, defendeu, numa intervenção em Viena, a existência de “prisões eclesiásticas” para padres abusadores. Refere-se a um local onde, uma vez cumprida a pena de prisão, eles podem ser acolhidos, cuidados e também rigorosamente controlados de forma voluntária para prevenir novas agressões.

 

Enfrentando reincidência

Zollner destacou experiências positivas nos Estados Unidos de criminosos que “concordariam em ir para essa casa porque sabem que serão controlados”. Estariam em áreas remotas, seriam “algo semelhante a uma prisão”, onde há restrições claras de saída e contato, de acordo com o site katholisch.de. Lá se definiria “o que podem fazer, com quem podem se encontrar, como mantêm contatos, como utilizam a Internet”.

Além do contexto ocidental; em outras partes do mundo, onde a responsabilidade comunitária é mais proeminente, as paróquias ou comunidades espirituais podem assumir esta tarefa de controle e prevenção, acrescentou. E é que, ele apontou, “sabemos por estudos que uma grande proporção de abusadores tem um risco bastante elevado de reincidência, ou seja, de abusar novamente, mesmo que tenham estado na prisão, tenham feito terapia e tenham outras condições impostas a eles”. Ele também explicou que se os criminosos fossem expulsos do sacerdócio, a Igreja “não teria mais acesso aos perpetradores e não poderia mais exigir controle ou supervisão”.

Sem prisão, sem jardim de rosas

O psicólogo e teólogo Wunibald Müller foi favorável à proposta de Zollner, já que experiências nos Estados Unidos mostraram que os criminosos podem proteger a si mesmos e a seu meio ambiente dessa forma. Falando ao katholisch.de, ele também ressalta que deixaria claro que “a Igreja realmente se preocupa com o assunto”. Müller explica que não são realmente uma “prisão”, mas também não são um “jardim de rosas”.

Os moradores normalmente não têm permissão para sair do complexo, que fica em uma área isolada, mas não há cercas ou portões. O centro é mais um mosteiro com uma sala de jantar comum, uma biblioteca e uma capela. “A celebração da Eucaristia está no centro, como é para um mosteiro. Esse é o lugar, o evento, onde sua identidade pode se expressar com mais força”, diz Müller. Essa seria uma opção apenas para os infratores que receberam amplo tratamento psicoterapêutico durante a pena e que estão cientes da gravidade de seu crime. “A Igreja também tem uma responsabilidade com os padres que se tornaram agressores”, destacou.

 

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