A crise climática tornou a onda de calor no Canadá 150 vezes mais provável

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09 Julho 2021

 

Era evidente que as mudanças climáticas estavam por trás dos 49,6 graus registrados no Canadá, no último dia 29 de junho. Agora, um grupo de cientistas vinculados à iniciativa World Weather Attribution (WWA) traz a confirmação em um relatório que estima que a crise climática aumentou em 150 vezes as possibilidades de que essa região do planeta, acostumada a 25 graus durante o verão, sofresse uma onda de calor tão intensa e prolongada.

A reportagem é publicada por Público, 08-07-2021. A tradução é do Cepat.

Durante três dias seguidos, a costa noroeste dos Estados Unidos e grande parte do Canadá registraram recordes de temperaturas, em uma semana que ficará na história climática da região. Em seu estudo, os 27 cientistas especialistas que compõem a iniciativa WWA destacam que os incêndios desencadeados, assim como as centenas de mortes associadas às altas temperaturas, foram consequência direta da situação de emergência climática vivida no planeta.

A marca dos 49,6 graus registrada no povoado de Lytton – lugar que foi engolido pelas chamas em consequência do calor – não significou apenas o recorde da região da Colúmbia Britânica, mas também a temperatura mais alta registrada em uma região situada tão ao norte do planeta, localizada a uma latitude semelhante à de Londres.

Segundo a explicação do estudo, as temperaturas extremas registradas durante praticamente uma semana estavam “fora do perfil das temperaturas observadas no passado”. Sem as mudanças climáticas, dizem os especialistas, teria sido “quase impossível” a ocorrência de um fenômeno com estas características.

O evento multiplicou o número de mortos pelo calor, nesses dias. Segundo os cálculos das autoridades da Colúmbia Britânica – a região canadense mais atingida pelo calor –, ocorreram cerca de 500 mortes súbitas durante a semana, um número que excede em muito as três únicas mortes relacionadas às ondas de calor registradas nos últimos cincos anos, na região.

O acontecimento “levanta sérias dúvidas sobre se realmente a sociedade está entendendo como as mudanças climáticas estão fazendo com que as ondas de calor sejam mais quentes e mortais”, destacou Geert Jan van Oldenborgh, um dos autores do relatório.

A conclusão final da publicação destaca que, sem a incidência da crise climática e o aquecimento global, as temperaturas máximas que teriam sido registradas em todo o noroeste norte-americano teriam sido 2 graus mais baixas. Se as emissões de gases do efeito estufa não forem freadas, destacam os especialistas, as possibilidades de sofrer ondas de calor desta dimensão aumentarão, com registros a cada 5 ou 10 anos.

 

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