O Papa Francisco chama a Igreja brasileira a “ser um instrumento de reconciliação”

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16 Abril 2021

 

Uma mensagem, onde o Papa Francisco começa brincando sobre o "portunhol", enviou esta quinta-feira, 15 de abril, o Santo Padre ao povo brasileiro através dos seus bispos, reunidos na sua 58ª Assembleia Plenária, de 12 a 16 de abril, de uma forma completamente virtual.

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

Nas suas palavras, o Papa reconhece que "este amado país enfrenta uma das provações mais difíceis da sua história". Por esta razão, quer "expressar a minha proximidade às centenas de milhares de famílias que choram a perda de um ente querido". Ele lembra da grande variedade dos que morreram, e "em particular dos Bispos que morreram vítimas de Covid". Para os falecidos ele pede "descanso eterno e que possa dar conforto aos corações tristes dos familiares, que muitas vezes nem sequer foram capazes de dizer adeus aos seus entes queridos", algo que ele vê como "uma das maiores tristezas".

À luz da proclamação da Páscoa, o Papa Francisco faz um apelo à esperança, insistindo que "não podemos desistir!", recordando as palavras da Sequência do Domingo de Páscoa. "A nossa fé em Cristo Ressuscitado mostra-nos que podemos superar este momento trágico", diz o Papa, que chama, da esperança, a “erguer-se’, da caridade, “a chorar com aqueles que choram e a dar uma mão, especialmente aos mais necessitados, para que possam voltar a sorrir", a “despojar-nos”, um convite que ele fazia especialmente aos bispos.

 

Uma vez mais, como tem sido o tom durante toda a pandemia, ele apela à unidade como forma de supera-la. Por esta razão, insiste que "a Conferência Episcopal deve ser uma neste momento, porque o povo sofredor é um só". Referindo-se à imagem de Nossa Senhora Aparecida, que foi encontrada quebrada, recordou o seu discurso ao Episcopado brasileiro a 27 de julho de 2013, e daí fez um apelo para "ser um instrumento de reconciliação, ser um instrumento de unidade" como "a missão da Igreja no Brasil". Para tal, é necessário, segundo o Papa Francisco, "pôr de lado divisões, desacordos" e encontrar-se naquilo que é essencial: Cristo.

Esta unidade é vista pelo Santo Padre como uma forma de "inspirar não só os fiéis católicos, mas também outros cristãos, e outros homens e mulheres de boa vontade, a todos os níveis da sociedade, mesmo a nível institucional e governamental, podem inspirá-los a trabalhar em conjunto para superar não só o coronavírus, mas também outro vírus, que há muito infecta a humanidade: o vírus da indiferença, que nasce do egoísmo e gera injustiça social".

Recordando através de diferentes citações bíblicas que o Senhor acompanha a Igreja e é a fonte da unidade, expressou o seu desejo de que "esta Assembleia Geral possa dar frutos de unidade e reconciliação para todo o povo brasileiro, e na Conferência Episcopal. Unidade não é uniformidade, mas é harmonia, essa unidade harmoniosa que só o Espírito Santo dá”.

 

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