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07 Abril 2021

CASA DE ARTE - Atelier Anderson Augusto

“A noite estava tão escura, tão sem um ponto de luz, tão noite, que cheguei a me angustiar, apesar do amor profundo que sempre tive pela noite. Foi quando ela me segredou que, quanto mais noite é a noite, mais bela é a manhã que ela carrega em si”.

- Dom Hélder Câmara.

 

 

Tito Julio Pandolfo

 

Bruno Sartori

Para que essa ansiedade, essa angústia, dona Neves?…

 

Patrícia Lélis

Meu querido Brasil, o que fizeram com você?

 

 

Sonia Bone Guajajara

O Projeto de Lei 191/2020, enviada ao Congresso Nacional em fevereiro de 2020, regulamenta as condições específicas para a realização da pesquisa e da lavra de recursos minerais , inclusive a atividade garimpeira, de extração de hidrocarbonetos e aproveitamento de recursos hídricos para geração de energia elétrica em Terras Indígenas e institui a indenização pela restrição do usufruto de Terras Indígenas. No momento, o PL está parado na mesa do Presidente da Câmara, que hoje é Arthur Lira (PP/AL), um agropecuarista que se alinha às políticas de Jair Bolsonaro, e os povos indígenas não terão poder de veto da instalação de empreendimentos em seus territórios.

Vem aí o Emergências Amazônia, novo projeto internacional da Mídia NINJA, voltado para a crise climática e em defesa da Amazônia. Este é um chamado para ação, vamos realizar 10 encontros temáticos, programas de TV online e articular uma comunidade, conectando organizações, pesquisadores, ambientalistas, indígenas e povos tradicionais, ativistas e todos aqueles que buscam a proteção e a valorização da região amazônica. Vamos juntos!

O projeto é uma parceria com o 342 Amazônia (@342amazonia) e a APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - @apiboficial). Será nos dias 9 e 10 de abril, nas redes sociais, Zoom e Club house, se inscreva!

Disponível aqui.

#EmergênciasAmazônia #Amazon #342Amazonia #Apib #Amazônia #CasaNINJAAmazônia  

 

 

 

Milton Temer

NADA FAVORECE NAIS o apetite golpista da direita autoritária do que o desespero, o desalento e a paranóia se espraiando em setores da esquerda. Acertos imediatistas, macabros mesmo, como os propostos por Freixo, com Paes e MiniMaia; de Flavio Dino com os tucanos no Maranhão; de Lula, com sua anunciada insistência de apostar em alianças com o patronato, só servem para desorganizar e impedir a recomposição unitária da esquerda. Só servem para tornar inviável uma necessária pauta revisora de todas as barbaridades anti-sociais que vêm sendo cometidas por contra-reformas neoliberais há anos, com o apoio dessa escumalha ora pousando de "centro". Só servem para dar sensação de força a um governo militar-miliciano em franca desorganização.

ESSAS LIDERANÇAS do campo progressista não podem se propor, sem contradita de seus partidos, a movimentos que beiram a irracionalidade pela insistência numa tática que, na sua primeira versão, durante os mandatos de Lula e Dilma, têm muito a ver com a condução de Bolsonaro ao Planalto.

ALIANÇA POLÍTICA não pode se pautar por táticas que se antagonizam com princípios e objetivos estratégicos previstos nos documentos fundacionais dos Partidos que abrigam essas lideranças.

E RETOMO AQUI algo que afirmei quando Lula iniciou tal prática na sua composição com a legenda de aluguel de Valdemar Costa Neto: "Casamento de burro com vaca não dá leite, nem puxa carroça". O que a História veio a confirmar depois, a despeito do até digno comportamento de José Alencar como vice.

Luta que Segue! no combate contra a pandemia agravada pela perversidade deliberada do governo atual, e contra as medidas reacionária que a mídia conservadora pretende ver agravadas ao invés de interrompidas e removidas 

 

Milton Temer

ENQUANTO boas cabeças da esquerda tentam baixar a pressão na denúncia das concessões programáticas que Lula e o neoPT vêm anunciando em seguidos documentos e manifestações, um reformista mete o pé na porta, apontando o caminho.

DENUNCIA DIDATICAMENTE a falácia neoliberal, pró grande capital, do "ajuste fiscal" que Lula vem prometendo ter como eixo, e coloca a seta apontando a direção certa da prioridade no atendimento do mundo do trabalho, e não da sabujice aos maganos da grande banca privada.

MANDOU BEM, Requião!!

 

 

 

Antonio Barbosa Filho

 

 

Cesar Benjamin

Tomei a primeira dose da coronavac. E me dei conta de que, não fosse a iniciativa do governo de São Paulo, agindo contra o governo federal, praticamente não teríamos vacina nenhuma no Brasil. Reconhecer isso é apenas uma questão de justiça. Abraços.

 

Paulo Baía

Foi mal, Ciro!

*Paulo Baía

Os que me acompanham por aqui sabem que já declarei voto em Ciro Gomes para presidente da república em 2022.

Reafirmo que votarei em Ciro Gomes e pedirei votos para ele.

Gosto que Miro Teixeira seja o coordenador de sua campanha.

Por ser um cientista político que estuda eleições e dinâmicas político-eleitorais, sei que Ciro Gomes tem a estratégia, por necessidade, de bater em Lula e no PT.

Ciro Gomes só tem uma chance de sobrevida, ser contra Jair Bolsonaro e Lula a um só tempo e com a mesma intensidade.

Como Lula fez com Brizola e Collor em 1989.

Não sou de seu staff, mas seria isso que diria para Ciro Gomes.

Mas não é razoável, chega a ser ridículo, Ciro Gomes pedir para Lula não ser candidato a presidente da república em 2022 e ceder o lugar para ele, Ciro.

Ciro está lendo a pesquisa da XP/Ipespe com venda nos olhos.

Foi mal, Ciro Gomes!

* Sociólogo e cientista político em 06/04/2021.

 

Idelber Avelar

É bom já ir se acostumando com editoriais demolidores, como este do Guardian, do qual traduzo um trecho:

"A possibilidade de que o extremista de direita Jair Bolsonaro se tornasse o presidente do Brasil sempre foi assustadora. Eis aí um homem com uma história de vilipendiar mulheres, gays e minorias, e elogiar o autoritarismo e a tortura. O pesadelo, feito realidade, tornou-se pior. Não apenas ele já usou uma lei de segurança nacional da era da ditadura para perseguir seus críticos e presidir sobre um surto de desmatamento da Amazônia que é o maior em 12 anos, ele também permitiu que o coronavírus aterrorizasse de forma descontrolada, atacando as restrições de movimento, as máscaras e as vacinas. Só em março, 60.000 brasileiros morreram. 'Bolsonaro conseguiu transformar o Brasil em um gigantesco inferno', tuitou o ex-presidente da Colômbia Ernesto Samper recentemente. A disseminação da variante P1, mais contagiosa, está colocando outros países em perigo."

E isso é só o primeiro parágrafo.

Disponível aqui.

 

Idelber Avelar

Bruno Cava Rodrigues não escreveu simplesmente uma resenha de "Eles em nós".

Ele tomou o livro como trampolim para oferecer uma reflexão própria sobre o Brasil, com aquela exatidão lexical e elegância sintática que só Bruno tem. Isto é muito mais que uma resenha. Como é bom ser lido com essa atenção.

***

Um trecho:

"Outra categoria adotada por Idelber, a mais interessante, é o que ele chama de Partido dos Trolls. O troll é uma figura que descende desde as primícias da internet, descendente do bobo medieval ou do avacalhador rodriguiano, que vem conquistando fortuna crítica em meio ao ambientes neuroticamente polarizados e de pressurização moral provocados pela cultura do cancelamento, os social justice warriors e os linchamentos virtuais de desafetos bem conhecidos ou anônimos desavisados. Diante da seriedade santimoniosa e da grandiloquência cínica dos grupos identitários, os curingas à brasileira se articularam tenuamente na entropia do submundo da internet, para montar uma máquina de guerra militante de fazer inveja aos anos dourados do petismo, com alto engajamento e poder de magnetizar a atenção. Não se explica Bolsonaro sem passar pela Militância Ativa Virtual contratada nas eleições e pelo afunilamento de plataformas e mídias em clusters em regime de hiper-identificação e hiper-polarização: uma arena pública suscetível ao, por assim dizer, ciberpopulismo (ver, por exemplo, as pesquisas de Leticia Cesarino).

Com a recombinação de 2018, se dissolveram as oposições amigo/inimigo que permeavam o oxímoro lulista e a tautologia lavajatista. A reposição incansável de Eles x Nós na superfície da retórica, por lulistas ou lavajatistas, revelou um fundo não-antagonista no qual Eles e Nós se entretecem e se frequentam, não apenas na forma, como material e historicamente. Não se trata apenas de isomorfismo “de discurso”, mas de um processo imbricado de alimentação mútua e revezamento real. E não é que a polarização colocada em marcha por Lula ou Moro seja falsa. As elites são reais, a casta política pemedebista é real. O que é falso é que as elites e a casta sejam Eles."

Disponível aqui.

 

Vito Mancuso

RICORDANDO LA FIGURA DI QUESTO GRANDE TEOLOGO

Hans Küng (1928–2021); svizzero di fama internazionale, professore emerito di teologia ecumenica all'Università di Tubinga. Vito Mancuso lo ha definito come "Il più grande teologo a livello mondiale che si qualifica per teoresi, sistematicità, chiarezza espositiva, onestà intellettuale".

LEMBRANDO A FIGURA DESTE GRANDE TEÓLOGO

Hans Köng (1928-2021); suíço internacional, professor emérito de teologia ecumênica na Universidade de Tubinga. Vito Mancuso chamou-o de "O maior teólogo mundial que se qualifica para teoreses, sistematicidade, clareza expositiva, honestidade intelectual". 

La foto che vedete fu scattata a Torino nel 2011, dieci anni fa. Hans Küng ride sereno, io no perché ero emozionato e un po’ teso, dato che subito dopo avrei dovuto prendere la parola accanto a lui. Era stato l’incontro con un libro di Küng che mi aveva spinto a studiare teologia. Ricordo ancora infatti l’entusiasmo con cui (persino a scuola nelle ore che non mi interessavano) procedevo nella lettura di “Dio esiste?”, il saggio sul rapporto tra fede cristiana e filosofia moderna pubblicato nel 1978 in Germania e l’anno dopo da noi presso Mondadori. Leggevo, e come un adolescente sempre necessariamente alla ricerca di sé, sentivo che stavo trovando la mia strada e che avrei voluto anch’io dedicare la mia vita a quelle ricerche. Incontrare Hans Küng in quella giornata di dieci anni fa a Torino era quindi per me incontrare il mio mito. Me lo aspettavo rigoroso, severo, puntuale, in una parola “svizzero”, come diciamo noi; e invece mi si presentò amabile, gioioso, sereno, semplice. Ricordo che anche mia figlia che allora era una bambina lo trovò tanto simpatico, e infatti ogni tanto, anche senza ricordare il nome, tirava fuori l’incontro con quel professore importante.

Küng ha rappresentato per me la bellezza della teologia. E l’onestà intellettuale. E la lotta per la libertà. Ma ancora di più, dico persino di più della libertà e più dell’indipendenza a lui tanto cara (come a ogni svizzero), Küng ha rappresentato per me la consacrazione alla verità e alla sua ricerca. Solo così, infatti, si può essere teologi: amando la verità più della stessa libertà. Nutrendo la convinzione e il sentimento che la libertà si vuole dedicare alla verità, la vuole servire e riverire.

Ma attenzione: qui non si tratta della verità come dogma, ma della verità come energia che unisce. La verità, per noi uomini, non è una formula, ma è un’energia della mente e del cuore che tende all’unione, all’abbraccio. Per questo, come dice il Gesù del Quarto vangelo, la verità “si fa”: “Chi fa la verità viene alla luce” (Giovanni 3,21). Se fosse una formula o un dogma, la verità si confesserebbe e basterebbe recitare il Credo per essere nella verità. Ma tutto il senso dell’insegnamento di Gesù consiste nel far capire che la verità non è una formula dogmatica o scientifica (che semmai costituiscono esattezze), neppure è un rito o un tempo o una appartenenza, perché “il sabato è per l’uomo e non l’uomo per il sabato” come si legge nel Vangelo di Marco. La verità è l’energia che unisce, cioè l’amore.

Hans Küng ha voluto unire gli esseri umani. Per questo studiò la teologia del protestante Barth per il suo dottorato, poi insegnò teologia ecumenica per oltre vent’anni, poi studiò le grandi religioni su cui scrisse saggi ponderosi e leggibilissimi, poi il rapporto fede-scienza, poi fede-economia, e prima ancora il rapporto fede-ateismo. Studi consacrati in libri tradotti in numerose lingue e letti in tutto il mondo. Ma la sua impresa più grande fu il progetto per l’etica mondiale. Egli sentiva che c’era bisogno di superare i particolarismi confessionali e trovare ciò che unisce tutti gli esseri umani. E che bisognava farlo a partire dall’etica. Solo chi ama l’umanità pensa in questa prospettiva, ed egli amava l’umanità.

Hans Küng vivrà per sempre nella storia della teologia, ma è importante sottolineare che egli ben prima di essere un teologo del dissenso fu un teologo del consenso. Il suo dissenso ecclesiastico infatti (che portò Giovanni Paolo II nel 1979 a togliergli la qualifica di teologo cattolico) fu in funzione di un consenso molto più ampio: quello al mondo e alla vita. Secondo la concezione della verità come energia che unisce e che spinge all’abbraccio, cioè come amore. 

Ogni tanto gli scrivevo, lui amabilmente rispondeva sempre. Ora continuerò a scrivergli e spero che anche lui continuerà a rispondermi.

Tradução

A foto que você vê foi tirada em Turim em 2011, há dez anos. Hans Köng ri sereno, eu não porque estava animado e um pouco tenso, já que logo em seguida eu deveria usar a palavra ao lado dele. Foi o encontro com um livro de Köng que me fez estudar teologia. Ainda me lembro do entusiasmo com que (mesmo na escola nas horas que não me interessavam) lia ′′ Deus existe?", o sábio sobre a relação entre a fé cristã e a filosofia moderna publicada em 1978 na Alemanha e no ano seguinte por nós em Mondadori. Eu lia, e como um adolescente sempre necessariamente procurando por si, sentia que estava encontrando meu caminho e que eu também queria dedicar minha vida àquelas pesquisas. Conhecer Hans Küng naquele dia de dez anos atrás em Turim foi então para mim conhecer meu mito. Eu esperava isso rigoroso, rigoroso, pontual, numa palavra ′′ suíço ", como nós dizemos; mas em vez disso, ele me apresentou amável, alegre, sereno, simples. Lembro-me que a minha filha que era uma criança também achou tão legal, e de vez em quando, mesmo sem lembrar do nome, ela tirava o encontro com aquele professor importante.

Küng representou para mim a beleza da teologia. E a honestidade intelectual. E a luta pela liberdade. Mas mais ainda, digo ainda mais sobre a liberdade e a independência a ele tão querida (como a todos os suíços), Küng representou para mim a consagração à verdade e à sua busca. Só assim, de fato, você pode ser teólogo: amando mais a verdade do que a mesma liberdade. Alimentando a convicção e o sentimento de que a liberdade se quer dedicar à verdade, quer servir e reverter.

Mas atenção: aqui não se trata da verdade como dogma, mas da verdade como energia que une. A verdade, para nós homens, não é uma fórmula, mas é uma energia da mente e do coração que tende à união, ao abraço. Por isso, como diz o Jesus do 3,21 o evangelho, a verdade ′′ se faz ": ′′ Quem faz a verdade vem à luz ′′ (João 3,21). Se fosse uma fórmula ou um dogma, a verdade confessaria e bastaria recitar o Eu acredito que estou na verdade. Mas todo o sentido do ensino de Jesus consiste em fazer entender que a verdade não é uma fórmula dogmática ou científica (que, se sim, constituem exatidão), nem sequer é um ritual ou um tempo ou pertencimento, porque ′′ o sábado é para o homem e não o homem para o sábado ′′ como se lê no Evangelho de Marco. A verdade é a energia que une, ou seja, o amor.

Hans Küng quis unir humanos. Foi por isso que estudou a teologia do protestante Barth para o seu doutoramento, depois ensinou teologia ecumênica por mais de vinte anos, depois estudou as grandes religiões sobre as quais escreveu sábios ponderosos e legíveis, depois a relação fé-ciência, depois fé-economia, e primeiro A relação fé-ateísmo. Estudos consagrados em livros traduzidos em inúmeras línguas e camas em todo o mundo. Mas a maior empresa dele foi o projeto de ética mundial. Ele sentiu que precisava superar os particulares confessionais e encontrar o que une todos os seres humanos. E que era preciso fazê-lo a partir da ética. Só quem ama a humanidade pensa nessa perspectiva, e ele ama a humanidade.

Hans Küng viverá para sempre na história da teologia, mas é importante sublinhar que ele bem antes de ser um teólogo da discordância foi um teólogo do consenso. Com efeito, a sua discordância eclesiástica (que levou João Paulo II em 1979 para lhe tirar a qualificação de teólogo católico) foi em função de um consenso muito mais amplo: o do mundo e a vida. Segundo a concepção da verdade como energia que une e que impulsiona ao abraço, ou seja, como amor.

De vez em quando eu escrevia para ele, ele amavelmente sempre respondia. Agora vou continuar escrevendo para ele e espero que ele também continue me respondendo.

 

SP invisível

"Estou na rua desde os 13 anos. Acho que eu dava trabalho, e minha mãe me deu doação... Fui adotado 3 vezes já, mas infelizmente nenhuma deu certo.

Eu estava há 19 anos sem ver a minha filha, ela tem 22 anos já, até que um dia ela passou por aqui e me reconheceu! Perguntou qual era o meu nome e disse:

- Eu sou a Patrícia, sua filha...

Foi um choque para mim! Ela mora em Santos e as vezes vem aqui me visitar... Ela dorme naquele carro abandonado ali, porque eu durmo na calçada e não tenho condições de pagar um hotel.

Infelizmente eu uso o crack, essa maldição! Mas hoje estou muito melhor, uso menos e consigo ter uma vida "normal". Eu gostaria mesmo é largar de uma vez por todas!

Quem quiser vir me ajudar já sabe onde me encontrar! Tô precisando de um calçado, só tenho um par e eu calço 40"

Max, em situação de rua, 45 anos.

(Embaixo do viaduto do estadão)

 

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