Mais de duas centenas de teólogos alemães respondem ao “Responsum” sobre uniões homossexuais

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23 Março 2021

 

Em resposta ao “Responsum” da Congregação para a Doutrina da Fé, que negou a possibilidade de abençoar as uniões entre pessoas do mesmo sexo, 212 teólogos e teólogas alemães reagiram com uma declaração em que afirmam que o documento vaticano carece de profundidade teológica, de compreensão hermenêutica e de rigor argumentativo.

Entre os signatários, estão Hermann Häring, da Universidade de Nijmegen; Peter Hünermann, da Universidade de Tübingen; Martin M. Lintner, do Estúdio Teológico Acadêmico de Bressanone; Antonio Autiero, da Universidade de Münster; Margit Eckholt, da Universidade de Osnabrück.

A lista completa dos signatários está disponível aqui.

O texto foi publicado pelo teólogo italiano Andrea Grillo, em sua página no Facebook, 22-03-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis o texto.

Na segunda-feira, 15 de março de 2021, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou um responsum, no qual nega a possibilidade de bênção por parte da Igreja das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Como professores de teologia católica, tomamos uma posição quanto a isso.

A “Nota Explicativa sobre o responsum e o “Comentário” publicado com ela carecem de profundidade teológica, de compreensão hermenêutica e de rigor argumentativo. Se conhecimentos científicos relevantes são ignorados e não recebidos, como ocorre no documento, o Magistério mina a sua própria autoridade.

O texto é caracterizado por um gesto paternalista de superioridade e discrimina as pessoas homossexuais e o seu estilo de vida. Decisivamente, distanciamo-nos dessa posição. Pelo contrário, assumimos que a vida e o amor dos casais do mesmo sexo, diante de Deus, não valem menos do que a vida e o amor de todos os outros casais.

Em muitas comunidades, sacerdotes, diáconos e outros agentes de pastoral reconhecem as pessoas homossexuais, até celebrando ritos de bênção para casais do mesmo sexo e refletindo sobre as formas litúrgicas apropriadas para tais celebrações. Nós as reconhecemos expressamente como práticas a serem valorizadas.

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