4º Domingo do Tempo Comum - Ano B - “Um ensinamento novo dado com autoridade”

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Por: MpvM | 29 Janeiro 2021

A reflexão é de Michele da Silva, icm, religiosa da Congregação das Irmãs do Imaculado coração de Maria, ICM. Ela é bacharelada em teologia pela Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - ESTEF, Porto Alegre. Mora em Porto Alegre, onde é apoiadora do Centro de Referência Mulheres Mirabal, que acolhe mulheres em situação de violência doméstica. Colabora em equipes de animação das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs, é Assessora Estadual da Pastoral da Juventude e integra o Coletivo Igreja em saída, que articula as Pastorais Sociais do RS.

Leituras do Dia
1ª Leitura - Dt 18,15-20
Salmo - Sl 94,1-2.6-7.8-9 (R. 8)
2ª Leitura - 1Cor 7,32-35
Evangelho - Mc 1,21-28

Neste 4º domingo do tempo comum a liturgia nos convida a duas atitudes: a profecia e a busca da libertação de tudo o que impede as pessoas de terem mais vida!

Na primeira leitura (Dt 18,15-20), Moisés fala ao povo que Deus concederá a graça, de surgir um profeta do seu meio, que será o porta voz da sua palavra! Que não fará a sua vontade, mas a vontade de Deus e que deverá garantir a aliança entre Deus e o povo. Como sentimos hoje, a necessidade de profetas e profetizas que exerçam o anúncio e a denúncia entre nós, pessoas que representem os anseios da humanidade e que compreendam os sinais do tempo! Estamos sedentas de vozes que não se calem diante das injustiças e que tragam a esperança da Palavra de Deus, para iluminar nossa realidade!

O refrão do salmo (Sl 94) nos convoca a não fecharmos o coração, ouvir hoje a voz de Deus! Continuar esperançando no Deus que sempre se manifestou na história e continua presente, atuante, nos indicando o caminho da libertação!

A segunda leitura (1Cor 7,32-35), nos convida a não termos preocupações com o que não é essencial,  além de discutir se é melhor casar ou ficar solteira, precisamos assumir bem as escolhas que fazemos! Cada um@ tem sua vocação e deve vivê-la de forma plena! Servir a Deus com amor, comprometimento e responsabilidade!

O evangelho (Mc 1,21-28) relata o início da vida pública de Jesus. Conforme este evangelho, Jesus vai a sinagoga em dia sábado e expulsa um espírito mau de um homem, que chega gritando. Jesus desce até a realidade concreta da vida das pessoas – o espírito imundo é o próprio sistema que oprime, prende e exclui as pessoas - Jesus foi revolucionário: “transgride” as leis e faz cura em dia de sábado! Coloca a vida acima da lei. Para Jesus o corpo do ser humano é mais sagrado que o templo feito de pedra! O espírito mau reconhece que Jesus é o santo de Deus, as autoridades religiosas só reconhecem a Lei, o povo simples reconhece a ação de Jesus, “Ele ensina com autoridade, não como os doutores da lei! Ele cala o espírito e liberta a pessoa, resgata sua dignidade, reinsere na sociedade, traz a vida na sua integralidade! Com essa ação Jesus dá testemunho do que fala na prática, mostra assim que toda pessoa deve ser livre, respeitada, jamais escravizada por qualquer sistema religioso, social ou político!

Muitas pessoas hoje fundamentam intolerâncias, extremismos e outras formas de violências na sua religião, e desprezam o seu próximo

Que demônios precisamos expulsar hoje? O machismo, o clericalismo, a divisão de classes, entre outros. Será que deixamos de ser profetas e profetizas por medo ou acomodação diante das Leis? Sabemos que os ritos vazios de sentido matam, mas o que fazemos na prática para libertar as pessoas e transformar a tradição com “t” minúsculo? São questões que devem nos provocar e transformar o nosso pensar e agir como cristãs e cristãos que se dizem libertadoras e revolucionárias!

Jesus realiza o que anunciou em (Lc 4, 18-19): “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu, para evangelizar os pobres, enviou-me para proclamar a remissão dos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor!”. Mostrando desta forma, que veio para cumprir a vontade de Deus, ser uma presença profética e assumir a sua vocação de construir uma nova Igreja e sociedade!

Parafraseando Lc 4, 18-19 poderíamos dizer:  A Divina Ruah está sobre mim, porque me consagrou (ungiu), para anunciar a boa nova aos pobres, para libertar as minorias: mulheres, LGBTQi+, migrantes, os invisíveis da sociedade e para anunciar que um outro mundo é possível se quebrarmos as estruturas opressoras de poder na Igreja e na Sociedade! Quando decidirmos assumir juntas essa revolução profética que a Divina Ruah nos inspira, conseguiremos libertar a Igreja e a sociedade de todos os espíritos maus que continuam dominando e oprimindo os pequenos!

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