Bispos italianos temem um Natal com portas fechadas - mas Francisco convida a respeitar as regras

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16 Outubro 2020

A Igreja italiana esperava novas aberturas por parte do governo, especialmente no que diz respeito ao número máximo de fiéis que podem participar das missas nos locais sagrados, atualmente fixado em 200. Mas, ao contrário, não houve avanços nesse sentido, só aberturas que dioceses e paróquias nunca hesitaram em definir como mínimas.

A reportagem é de Francesco Antonio Grana, publicada por Il Fatto Quotidiano, 15-10-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Um Natal como a Páscoa? É o temor da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e com ela das dioceses e paróquias da Península, já economicamente muito provadas pelo lockdown que impediu as celebrações, especialmente aquelas da Semana Santa. Também porque, já em setembro, em paralelo com a reabertura das atividades pastorais bloqueadas pela pandemia, a Igreja italiana esperava novas aberturas por parte do governo, especialmente no que diz respeito ao número máximo de fiéis que podem participar das missas em locais sagrados, atualmente definido em 200. Mas, ao contrário, não houve avanços nesse sentido, só aberturas que dioceses e paróquias nunca hesitaram em definir como mínimas, relativas apenas aos matrimônios e à distribuição da comunhão. E, posteriormente, à reintrodução dos coros nas celebrações.

A tensão entre a CEI e o governo de Giuseppe Conte se agravou, porém, após as novas medidas tomadas pelo Executivo. Por isso, o diretor do Departamento Nacional para as Comunicações Sociais da CEI, Vincenzo Corrado, emitiu uma nota para definir novos parâmetros, também na tentativa de evitar um novo fechamento das igrejas. “O Dpcm de 13 de outubro de 2020 sobre as medidas de combate e contenção da emergência Covid-19 - afirma a CEI - deixa inalteradas as disposições do protocolo de 7 de maio sobre a retomada das celebrações com o povo. Também permanece integrado com as indicações posteriores da Comissão Técnico-Científica (Ctc), já transmitidas durante o verão. Entre estas, a título de exemplo, luvas não são obrigatórias para o ministro da comunhão que, no entanto, deve higienizar cuidadosamente as mãos, celebração das confirmações garantindo o respeito das indicações sanitárias (nesta fase a unção pode ser feita com um tufo de algodão ou uma toalhinha para cada crismando), a mesma atenção se aplica às unções batismais e ao sacramento da unção dos enfermos”.

E ainda: “Reintrodução de coros e cantores, cujos membros devem manter uma distância interpessoal lateral de no mínimo 1 metro e no mínimo 2 metros entre as eventuais fileiras do coro e dos demais sujeitos presentes (essas distâncias só podem ser reduzidas recorrendo a barreiras físicas, também móveis, adequadas a prevenir o contágio por gotículas. A eventual interação entre cantores e fiéis deve garantir o respeito às recomendações higiênico-comportamentais e em particular o distanciamento de pelo menos 2 metros). Durante a celebração do matrimônio os cônjuges podem não usar a máscara, durante a prestação de serviços religiosos não são obrigados ao distanciamento interpessoal os membros da mesma unidade familiar ou pessoas que vivem juntas, parentes que costumam se encontrar, pessoas não ligadas por vínculo de parentesco, afinidade ou casamento que habitualmente compartilham os mesmos lugares onde levam uma vida social em comum. Nas semanas em que as dioceses retomam as atividades pastorais - prossegue a nota - o secretariado geral da Conferência Episcopal Italiana garante um diálogo constante com a presidência do Conselho de Ministros, o Ministério do Interior e o Comitê Técnico-Científico, para monitorar o quadro epidemiológico e a evolução da pandemia”.

A intenção da CEI é evitar que as eventuais novas limitações às comemorações possam ser decididas unilateralmente pelo governo, reproduzindo o confronto ocorrido em abril passado. Confronto que havia levado a cúpula do episcopado da Península à afirmação: “Os bispos italianos não podem aceitar ver comprometido o exercício da liberdade de culto”.

Posição imediatamente rejeitada por Bergoglio que pediu "obediência às disposições". Não por acaso, Francisco voltou recentemente a falar sobre o risco de contágio, explicando a sua decisão de não permitir mais que doentes e fiéis façam o beija-mão. “Gostaria, como costumo fazer - disse o Papa na audiência geral de quarta-feira - descer e aproximar-me de vocês para vos cumprimentar, mas com as novas prescrições é melhor manter as distâncias. Também os doentes irei cumprimentá-los de coração daqui. Vocês estão a uma distância prudente, como deve ser feito. Mas acontece que quando eu desço, todo mundo vem e aí se forma uma aglomeração. E o problema é que existe o perigo de contágio. Assim, cada um com a máscara, mantendo as distâncias, podemos prosseguir com as audiências. Desculpe-me se hoje cumprimento vocês de longe, mas acredito que se todos nós, como bons cidadãos, cumprirmos as prescrições das autoridades, isso ajudará a acabar com esta pandemia”. Palavras dirigidas também à CEI.

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