Vaticano, Barbagallo (Aif): “Assim vigiaremos as finanças da Santa Sé”

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06 Julho 2020

Riscos de lavagem de dinheiro no Vaticano? "Os anticorpos já estão presentes e estão crescendo." O ex-supervisor do Bankitalia Carmelo Barbagallo, que assumiu o cargo em novembro como presidente da Autoridade de Informação Financeira que monitora o fluxo de caixa, traça o novo curso da Aif após o escândalo do prédio da Sloane Avenue em Londres, que levou à investigação do então diretor, Tommaso Di Ruzza, e à saída do presidente René Brülhart e de dois conselheiros. E depois disso - alguns dias atrás - a Fábrica de São Pedro sofreu uma intervenção para uma investigação sobre a adjudicação e gestão dos contratos relacionados à restauração do Cupolone. Um novo curso que começa pelo novo nome: Asif, com um "S" da supervisão a mais, dada a supervisão sobre o IOR, e contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo também em todas as entidades sem fins lucrativos da Igreja. As 64 sinalizações de transações suspeitas recebidas em 2019, de acordo com o relatório anual apresentado ontem, levaram a 15 relatórios enviados ao Promotor de Justiça, os promotores do Papa Francisco.

Imóvel adquirido pelo Vaticano em Londres, que está no centro de um escândalo financeiro. (Foto: Settimana News)

A entrevista é de Fabrizio Massaro, publicada por Corriere della Sera, 03-07-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

Um novo curso, Presidente Barbagallo?

As substituições dos vértices criaram uma situação de governo difícil, mas eu aproveitei a grande qualidade dos colegas restantes para dobrar o pessoal de 6 para 12 pessoas, graças à colaboração das outras Autoridades da Santa Sé. Chegou um novo diretor, Giuseppe Schlitzer, que já atuou no FMI, na Confindustria e Ania, e o vice-diretor Federico Antellini Russo, que também participou do CDP. Nomeamos duas mulheres, a chefe de informações financeiras, a advogada Diana Rocco, uma ítalo-americana com experiência em estudos legais internacionais e da supervisão, Alessandra Coni, que já estava na Aif. O conselho de administração hoje é de 4 pessoas com a chegada de Antonella Sciarrone Alibrandi, pró-reitora da Cattolica e especialista em direito econômico. Eu espero que o quinto membro seja nomeado em breve.

Vocês consideram que podem ser aprovados em setembro pelo Moneyval, órgão do Conselho da Europa sobre a luta contra a lavagem de dinheiro?

É um percurso que será decidido em Estrasburgo em abril de 2021. Estou certo de que a jurisdição do Vaticano estará em condições de representar os numerosos progressos e estou confiante em um feedback positivo dos avaliadores do Moneyal.

O quanto está exposto à lavagem de dinheiro o Vaticano?

A Igreja tem uma dimensão universal, com numerosas entidades. Algumas podem ser ameaçadas, sem saber, por tentativas de lavagem de dinheiro, mas o que importa é possuir anticorpos para detectar e repelir os ataques. Estamos todos trabalhando juntos para fortalecê-las ainda mais. Nesse sentido, o novo código de licitações está em primeiro plano, atestando a disposição do Vaticano de operar com a máxima correção e transparência, inclusive nesse setor delicado.

O Vaticano algum dia poderá ser similar a um estado contemporâneo?

Com muitas das reformas dos últimos dez anos, a criação da Secretaria de Economia, do Conselho de Economia e do Auditor Geral em 2014, e com a Aif em 2010, importantes passos foram dados em direção a uma organização estatal contemporânea, alinhada às melhores práticas internacionais, sem renunciar aos traços inerentes de sua natureza ‘única’. Parece-me que estamos indo na direção correta.

Qual a sua opinião sobre o IOR?

O IOR fez um grande progresso em um caminho de total correção, os 38 milhões de lucros no final de 2019 são significativos, dado o contexto difícil. Agora está em curso uma inspeção geral para melhorar sua eficiência também no âmbito tecnológico.

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