Lideranças católicas celebram Mês do Orgulho LGBTQ através de videoconferência

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24 Junho 2020

Proeminentes lideranças católicas enviaram mensagens de vídeo apoiando a comunidade LGBTQ pelo Mês do Orgulho LGBTQ, depois que o Outreach 2020, um congresso LGBTQ católico organizado pela Fordham University, foi cancelado devido à pandemia do coronavírus.

A reportagem é de Sarah Salvadore, publicada por National Catholic Reporter, 23-06-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O vídeo do dia 18 de junho começa com o padre jesuíta James Martin lembrando a todos os católicos LGBTQ que Deus os criou e que eles fazem parte da Igreja Católica tanto quanto o papa, os bispos ou os párocos locais.

Em suas mensagens, os oradores oferecem palavras de esperança e encorajamento, e exortam a Igreja e seus membros a serem mais inclusivos.

A irmã dominicana Luisa Derouen, que é ministra da comunidade transexual desde 1999, disse sentir falta de se encontrar com os participantes transgêneros. “Foi uma honra e um privilégio da minha vida caminhar com você na sua jornada sagrada”, disse ela.

O arcebispo John Wester, de Santa Fe, Novo México, mostra seu apoio àqueles que ministram à comunidade LGBTQ. Ele chamou o trabalho deles de “valioso” e “apreciado”. Wester diz que os ministros desempenham o papel de “bom pastor”, aproximando os membros LGBTQ de Deus. “O ministério de vocês serve a todos nós ao proclamar o amor incondicional e a misericórdia de Deus em um mundo dilacerado pelo preconceito e pela exclusão”, afirma.

O padre jesuíta John Cecero, superior da Província Nordeste dos Jesuítas dos EUA, chama os membros LGBTQ para “partilharem a missão reconciliadora de Jesus”. Ele diz que se trata de um convite para dialogar, de maneira aberta e respeitosa, não apenas na Igreja, mas também na sociedade e na cultura. Ele encoraja os membros LGBTQ a enfrentarem o ódio e a homofobia na Igreja e no país, sendo “faróis de luz”.

Os oradores também usam a plataforma para pedir introspecção sobre questões de justiça racial.

O Pe. Bryan Massingale, professor de Ética Teológica e Social na Fordham, pede inclusão, dizendo que muitas vezes na comunidade LGBTQ as pessoas não aceitam aqueles “que não se parecem comigo”. Ele lembra a todos que o movimento pelos direitos LGBTQ é inseparável da luta contra a opressão, porque o movimento foi originalmente iniciado por pessoas LGBTQ negras.

“Eu quero falar com você como um homem negro gay durante este Mês do Orgulho. (...) Eu imploro que você diga algumas vezes durante este mês: ‘Vidas Negras Importam’. Enquanto as vidas negras não importarem, todas as vidas gays, todas as vidas lésbicas, todas as vidas bissexuais, todas as vidas trans, todas as vidas queer não importam, porque a minha vida não importa”, disse Massingale.

Os oradores reconhecem os vários dons e contribuições da comunidade para a Igreja. Dom John Stowe, bispo de Lexington, Kentucky, diz admirar os membros LGBTQ por serem fiéis à sua identidade católica. A Ir. Edith Prendergast, das Irmãs da Caridade, afirma que a comunidade LGBTQ é um dom para a Igreja Católica, e que eles merecem respeito, aceitação e amor.

O Pe. Greg Greiten, da Arquidiocese de Milwaukee, diz que entendeu os desafios de “crescer como gay na Igreja Católica”.

“Eu compartilho com você as palavras que eu tanto queria ouvir na minha vida, enquanto eu estava fazendo as contas com a minha sexualidade. Você é amado. Você é um filho amado de Deus. (...) Você está bem do jeito que Deus lhe criou. Seja quem você é, leve seus dons ao mundo e deixe a sua luz brilhar para que todos vejam”, diz.

Embora a Igreja não tenha sido muito acolhedora no passado, J. R. Zerkowski, diretor executivo da Fortunate Families, uma organização que apoia os pais de filhos LGBTQ, pede aos membros que não desistam. Shelly Fitzgerald, uma ativista católica LGBTQ que foi demitida do seu emprego por ser lésbica, pede que eles tenham esperança e não duvidem do seu lugar na Igreja. “Rezo para que você sempre acredite que você tem um lugar nesta Igreja”, afirma ela.

Outros se mostram mais esperançosos com um ambiente inclusivo nos próximos anos.

“Há 50 anos, as lideranças da Igreja nunca falavam sobre as questões LGBT. Mas agora, graças a Deus, vários bispos celebram missas para católicos LGBT e para suas famílias e amigos”, disse a Ir. Jeannine Gramick, das Irmãs de Loretto, cofundadora do New Ways Ministry.

O congresso deverá ser realizado no ano que vem, em Nova York.

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