Fórum de Davos: “A crise da saúde revela que o sistema é insustentável e leva à polarização e distúrbios”

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05 Junho 2020

O Fórum Econômico Mundial, célebre por suas reuniões anuais na cidade suíça de Davos, publicou, nesta quinta-feira, um manifesto que declara “insustentável” o atual sistema econômico internacional, após o coronavírus, porque conduz a mais “polarização social e distúrbios”.

A reportagem é de Carlos Segovia, publicada por El Mundo, 04-06-2020. A tradução é do Cepat.

Essa organização, considerada a mais alta representação do capitalismo mundial, mostra crescente preocupação com a manutenção do sistema de economia de mercado vigente, diante do mal-estar social em diferentes pontos do planeta, e alerta que “serão necessários empregos abundantes e decentes”, em uma quarta revolução industrial que se acelera com grandes mudanças tecnológicas.

“A crise da saúde revela que o sistema é insustentável em termos de coesão social, falta de igualdade de oportunidades e inclusão. Tampouco podemos dar as costas aos males do racismo e da discriminação. Precisamos incorporar neste novo contrato social nossa responsabilidade intergeracional para nos assegurar que cumprimos as expectativas dos jovens”, afirma o Fórum de Davos.

Consequentemente, seu presidente e fundador, Klaus Schwab, anunciou que a próxima reunião na cidade alpina de 2021 terá como lema “O Grande Reinício”. “A crise da saúde nos oferece uma incomum e estreita oportunidade para refletir, reimaginar e reiniciar o sistema”, afirmou o veterano fundador do Fórum.

“O Grande Reinício é um reconhecimento de que essa tragédia humana deve ser uma chamada de atenção. Devemos construir economias e sociedades mais equitativas, inclusivas e sustentáveis, que sejam mais resistentes às pandemias, mudança climática e muitas outras mudanças globais que enfrentamos”, sustentou António Guterres, Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, que se uniu a Schwab no anúncio. Também participou o Príncipe de Gales.

“Essa pandemia global também demonstrou, mais uma vez, como estamos interconectados. Precisamos restabelecer um sistema inteligente de cooperação global que funcione e seja estruturado para enfrentar os desafios dos próximos 50 anos. A Grande Reinicialização exigirá a integração de todas as partes interessadas da sociedade mundial em uma comunidade de interesse, propósito e ação em comum”, afirmou Schwab. “Precisamos de uma mudança de mentalidade, passando de um pensamento de curto prazo para um de longo prazo”, enfatizou.

Pela primeira vez, em paralelo aos debates habituais em Davos, será realizada uma cúpula gêmea, com interconexão em 400 cidades ao redor do mundo e especial participação das gerações mais jovens, para que possam interagir com os chefes de Estado e de governo e presidentes de multinacionais.

“Temos apenas um planeta e sabemos que a mudança climática pode ser o próximo desastre mundial, com consequências ainda mais dramáticas para a humanidade. Temos que descarbonizar a economia no curto espaço de tempo que nos resta e colocar nosso pensamento e comportamento novamente em harmonia com a natureza”, afirmou o fundador do Fórum Econômico Mundial.

Na opinião de Schwab, “o coronavírus acelerou nossa transição para a era da Quarta Revolução Industrial. Temos que garantir que as novas tecnologias do mundo digital, biológico e físico continuem centradas no ser humano e atendam à sociedade como um todo, proporcionando a todos acesso justo”. Para a diretora administrativa do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, “a maior homenagem que podemos prestar aos que morreram na pandemia é um mundo mais ecológico, inteligente e justo”.

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