Doenças crônicas ocupam 30% dos leitos na Região Metropolitana de Porto Alegre

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Por: João Conceição e Marilene Maia | 24 Abril 2020

Diabetes, doenças por aparelho respiratório e circulatório representaram 30% das internações nos meses de janeiro e fevereiro de 2020 na Região Metropolitana de Porto Alegre. E são as pessoas portadoras de doenças crônicas que têm maior risco de vida quando infectadas pelo novo coronavírus.

Esta realidade exige uma série de procedimentos dos municípios em relação à política de saúde e seus equipamentos, assim como de cuidados da população nos diferentes municípios. Diante disso, o ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, reuniu dados para contribuir nas análises, debates e procedimentos.

Eis os números.

Embora os dados da Saúde da Família mais atuais sejam de 2015, foi possível identificar que em apenas 10 dos 34 municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre havia 10.706 pessoas com diabetes e 34.776 com hipertensão.

No ano de 2017, 13.163 pessoas morreram por três tipos de doenças crônicas. Foram 7.977 mortes por doenças do aparelho circulatório e 3.689 por doenças do aparelho respiratório. Os diabéticos, que são parte do grupo de risco da Covid-19, registraram 1.497 mortes na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Entre janeiro e fevereiro de 2020, informações mais recentes do Ministério da Saúde, houve 509 internações para tratamento referente a problemas no aparelho respiratório e outras 3.015 por problemas no aparelho circulatório, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Além desses, foram 354 internações para o tratamento de diabetes.

Outros dados a serem relacionados são as internações por gripe e dengue. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2020, houve 1.432 internações por gripe e 1.441 por dengue. No ano de 2019, nos meses de maio e junho, que é caracterizado pelo frio na região, foram 2.372 internações por gripe e 2.391 por dengue, conforme dados do Ministério da Saúde.

Levando em conta o número de leitos hospitalares na Região Metropolitana de Porto Alegre, que é 10.873 - sendo 7.002 do Sistema Único de Saúde - SUS e 36% do total da rede privada -, através do número de internações relacionadas a doenças crônicas, gripe e dengue, identifica-se que 30% dos leitos foram ocupados somente com estas doenças nos meses de janeiro e fevereiro de 2020.

Se forem mantidos os dados de internação de doenças crônicas iguais a janeiro e fevereiro, e as internações de dengue e gripe de maio e junho do ano passado, serão alcançados 40% dos leitos.

A média de permanência das pessoas que procuraram atendimento para o tratamento da diabetes e das internações por problemas respiratórios chega a uma semana e as internações por aparelho circulatório pode chegar a duas semanas. Os casos de dengue são de menos de 5 dias e os de gripe chegam a 9 dias de internação para tratamento.

Há uma semana, 63% dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo - UTI do município de Porto Alegre estavam ocupados. Até ontem, segundo a Prefeitura de Porto Alegre, a ocupação dos leitos de UTI estavam em 70% da capacidade. Havia 13 casos suspeitos de Covid-19 em leito adulto e 5 em leito pediátrico. 

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