Bispo permite que médicos deem Comunhão a pacientes de coronavírus

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17 Abril 2020

Procurando uma forma de dar assistência física e espiritual na Páscoa, um grupo de médicos italianos recebeu a permissão do bispo local para distribuir a Comunhão às pessoas infectadas pelo coronavírus.

A reportagem é de Junno Arocho Esteves, publicada por Catholic News Service, 15-04-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Segundo um artigo publicado em 15-04-2020 pelo jornal Avvenire, publicação diária da Conferência dos Bispos Italianos, seis médicos que cuidam de pacientes do coronavírus em um hospital de Prato, município localizado na Toscana, apresentaram a ideia ao capelão e, posteriormente, tiveram o apoio de dom Giovanni Nerbini, da Diocese de Prato.

Nerbini tornou ministros eucarísticos extraordinários os seis médicos, permitindo-lhes distribuir a Comunhão a mais de 100 pacientes na Páscoa.

“Eu chorei com os pacientes. Hospitais são lugares de cuidado, mas não podemos pensar em separar o corpo do espírito”, contou ao Avvenire o dr. Filippo Risaliti, um dos que distribuiu a Eucaristia. “Percebi que, na luta contra o coronavírus, os nossos esforços focam mais no combate ao mal físico causado pela doença”.

Risaliti disse que a ideia teve a inspiração no chamado, feito pelo Papa Francisco, aos médicos e profissionais de saúde para que “desempenhem o papel de intermediários da Igreja aos que sofrem”.

“Éramos os únicos que poderiam fazer isso, viso que só nós podemos entrar naquelas salas”, disse ele.

Vestindo equipamentos de proteção, o capelão do hospital, padre Carlo Bergamaschi, acompanhou os médicos na distribuição da Comunhão. O religioso carregou um cibório com hóstias consagradas, as quais estavam separadas individualmente por gazes a fim de evitar a contaminação.

Para os pacientes que usavam respiradores e não tinham condições físicas de receber a Eucaristia, os médicos leram uma oração ao lado da cama.

Risaliti contou ao Avvenire que ele e outros médicos entendiam o sofrimento pelos quais os pacientes passavam devido “ao isolamento, à falta de afeto e à ausência de parentes”.

“São pessoas que estão solitárias e que sofrem, não apenas no corpo, mas também na alma”, disse.

Um outro médico, Lorenzo Guarducci, falou que, para eles, a distribuição da Comunhão ajudou a curar “uma dupla separação” porque “uma das consequências trágicas desta pandemia é o isolamento, tanto dos enfermos quanto dos agentes de saúde, de todo mundo”.

Muitos médicos que cuidam dos infectados pelo vírus não estão podendo voltar para casa no intuito de evitar a infecção de seus entes queridos. Guarducci disse que há mais de um mês não vê sua esposa e filhos.

Para mim, dar a Comunhão aos doentes foi uma forma de preencher esse vazio; este gesto me permitiu reunir-me, através do Senhor, com aqueles que amo”, contou ao Avvenire. “Foi uma das experiências mais bonitas que já tive em minha vida enquanto homem, enquanto cristão e enquanto médico”.

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