As CEBs e os modos de fazer teologia e comunicação

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12 Março 2020

Numa sociedade em que o imediato foi imposto como determinante, os processos e trajetórias devem ser vistos como aquilo que ajuda a avançar. As comunidades eclesiais de base, que se encontram em Guayaquil em seu XI Encontro Continental, são chamadas a ser fermento na massa, que não deve ser medido por sua quantidade, mas por sua qualidade.

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

As palavras de José Marins, que há décadas acompanha e assessora a vida das CEBs na América Latina, nos ajudam a entender que as comunidades de base têm seu fundamento na realidade em que vivemos, caminhando entre as pessoas. Conforme definido pela Igreja do continente, as CEBs são o primeiro nível da Igreja, tornando o Povo de Deus sujeito, pessoas comuns, batizados que se unem em sua meta, diz Marins. O teólogo brasileiro destaca a importância do sensus fidei, de entender que não existe uma única pessoa no mundo que não seja visitada e trabalhada pelo Espírito, que sempre chega antes do missionário, que deve se fazer presente para tentar interpretar o trabalho anterior do Espírito.

Na América Latina, a narrativa foi assumida como um método teológico, na tentativa de "ressoar a desafiadora beleza da fé de nossas comunidades", segundo Francisco Bosch, um jovem teólogo argentino leigo. Esse modo de fazer teologia tem como elemento fundamental a fé do povo, que é uma experiência profunda e transformadora, que nos leva a entender que o clamor não é a última palavra, que é preciso ouvi-los e confrontá-los. Por esse motivo, a teologia narrativa visa entender o que alimenta a comunidade.

Esse método busca novas linguagens, baseadas em diferentes narrativas em cada local, que refletem a vida dos povos. São as linguagens do corpo, a música, a câmera e a história, que se tornam formas de narrar diferentes sensibilidades, as histórias de fé que nos constituem. Isso se traduz em experiências, como a de Cristobal, que faz parte de uma cooperativa na Nicarágua, nascida no contexto da ditadura de Somoza e que se perpetuou como uma experiência das comunidades eclesiais de base, como instrumentos que ajudavam o povo ressurgir e se organizar. Uma realidade também presente na vida de Gilberto, um guatemalteco que foi preso e com a ajuda de um missionário italiano, aprendeu com a Bíblia a conhecer Jesus, a se envolver com sua comunidade e na luta sindical, baseada na Eucaristia, a Palavra de Deus e confiar nEle. São exemplos de tantas experiências vividas no continente, algumas das quais foram compartilhadas pelos participantes do encontro.

O XI Encontro Continental de CEBs também foi um momento para refletir sobre estratégias de comunicação social em um mundo que nos isola e nos coloca em dinâmicas que nos tornam passivos, segundo Margot Aguilar Rivero. Hoje em dia toda linguagem se torna universal, o que deve levar o pequeno e local ao universal, sabendo que somos responsáveis pelo impacto que geramos. Nas comunidades eclesiais de base, a transformação da realidade é sempre um desafio, que deve levar ao conhecimento do que está acontecendo e à capacidade de responder. Ao mesmo tempo, no campo da informação, é necessário que o mundo saiba o que são as CEBs.

Foto: Luis Miguel Modino

Em qualquer nível de comunicação, seja no nível local de uma comunidade ou em todo o continente, é necessário considerar qual é o objetivo, a finalidade e o propósito. É necessário transmitir mensagens claras que conseguem informar, influenciar, inspirar, impactar e influenciar. As CEBs são chamados a agir, estabelecer alianças, captar atenção, motivar, identificar e ganhar confiança.

Margot Aguilar afirmou que hoje a mídia mudou, existem muitos canais de comunicação para que o que foi trabalhado em um encontro alcance muitas pessoas. Mas, ao mesmo tempo, é necessário discernir criticamente o uso de redes sociais, dos canais e da mídia. Temos canais diferentes, pessoais e massivos, off-line e on-line, que devem levar nos perguntarmos o que a gente deseja alcançar com as estratégias de comunicação, o que queremos comunicar, por que, para quê e com quem queremos nos comunicar. Tudo em vista da melhoria de estratégias que ajudem a comunicar a vida que nasce nas comunidades.

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