“Uma Vida Oculta”, de Terrence Malick: uma ode à liberdade interior

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04 Março 2020

“Se as coisas não vão tão mal, para você e para mim, quanto podiam, devemos isso em grande parte àqueles que viveram fielmente uma vida oculta e que descansam em sepulturas que ninguém mais visita”. Esta frase, tirada do romance Middlemarch. Um estudo da vida provinciana (Record, 1998), de George Eliot, dá seu título e significado ao novo filme de Terrence Malick. Franz Jägerstätter – declarado mártir e beatificado por Bento XVI em 2007 –, era, de fato, pouco conhecido antes que o diretor ampliasse sua trajetória. O longa-metragem, comovente, nos marcou profundamente na La Vie.

A reportagem é de Aymeric Christensen, publicada por La Vie, 04-12-2019. A tradução é de André Langer.

Nome: Uma vida oculta
Nome Original: A hidden life
Cor filmagem: Colorida
Origem: Inglaterra
Ano de produção: 2019
Gênero: Drama
Duração: 174 min
Classificação: 14 anos
Direção: Terrence Malick
Elenco: August Diehl, Valerie Pachner

Não apenas porque presta uma homenagem a um objetor de consciência que prefere perder sua vida, e não sua alma, submetendo-se a Hitler, mas mais ainda porque o cineasta revela nele todo o itinerário interior, singular, de um homem, e mesmo de um casal unido por um amor que nunca encerra o outro, mas o eleva.

Longe da imagem romântica do indivíduo que se levanta para dizer não ao mal, o que Uma Vida Oculta traz à luz é que a escolha da liberdade interior supõe uma luta implacável a todo o instante. Isso, o estilo lírico e alusivo de Malick, à flor da consciência, e essas 3 horas de exibição, que colocam o espectador em uma situação de clamar por graça para o homem atormentado, revelam-no perfeitamente.

Não é uma vez, mas cem vezes, sem cessar, que o indivíduo deve tomar novamente sua decisão, contra todas as intimidações ou tentativas de fazê-lo desistir, incluindo aquelas que invocam boas intenções ou aquelas que parecem descansar em princípios justos. Essa liberdade é vivida à custa de uma lenta agonia, mas esse caminho de remoção gradual pode se tornar um crescimento íntimo. No cristianismo, também chamamos isso de combate espiritual.

 

 

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