O que sei. Daniel Faria na oração inter-religiosa desta semana

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24 Janeiro 2020

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG.

 

O que sei

E desço à verdura das tuas mãos
Como as manadas que buscam as minas

Faltam-me apenas os pés feridos dos que peregrinam
Faltam-me no chão duro das promessas
Os joelhos

Queria tanto andar em redor, rodear-te, se soubesses como
Queria amar-te tanto

O que sei da unidade é a túnica
Tirada à sorte. O que sei da morte e da vida
É o livro escrito por dentro e por fora
Silêncio escrito por dentro
Palavra escrita a toda a volta da história

O que sei do céu
É a mão com que sossegas os ventos

Desço à escritura como os veados aos salmos

 

Fonte: Daniel Faria. Poesia. Porto: Assírio & Alvim, 2019, p. 252

 

Daniel Faria | Foto: Sabrina Silva - Wikimedia Commons

Daniel Faria (1971 - 1999): Poeta português que ocupou um lugar de destaque na poesia contemporânea portuguesa. Faria tomou gosto pelos versos enquanto frequentava a Faculdade de Teologia de Porto e na mesma época percebeu sua vocação para vida monástica. Faleceu, em 09 de junho de 1999, em um acidente doméstico, quando estava próximo de encerrar o noviciado no Mosteiro Beneditino de Singeverga.

Publicou, ainda em vida, Uma Cidade com Muralha (1991), Oxálida (1992), A Casa dos Ceifeiros (1993), Explicação das Árvores e de Outros Animais (1998) e Homens Que São Como Lugares Mal Situados (1998), que foram seguidas de obras póstumas, entre elas, Legenda para uma casa habitada (2000).

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