Um bispo holandês pede ao Papa que “destrua” o Documento Final do Sínodo

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18 Janeiro 2020

Rob Mutsaerts afirmou que o Sínodo foi uma “fachada” para tratar do tema dos viri probati e das mulheres diáconas.

“A caixa de Pandora está aberta e terá implicações para toda a Igreja, começando pelos bispos alemães”, afirmou o bispo-auxiliar da diocese de s’Hertogenbosch.

A reportagem é publicada por Vida Nueva, 17-01-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“Esperamos que o papa Francisco destrua o documento final do sínodo na Amazônia, porém há poucas probabilidades de que faça”. Assim afirmou Rob Mutsaerts, bispo auxiliar de s’Herogenbosch, Países Baixos, em uma entrevista a Il Giornale na qual criticou fortemente o Sínodo da Amazônia. Considera que esse não foi mais que uma “enganação aos fiéis” e que “representou uma piada com a fé”.

Precisamente suas palavras coincidem com o debate que se gerou nos últimos dias pela intervenção do papa emérito Bento XVI em um livro assinado pelo cardeal Robert Sarah sobre a necessidade de manter o celibato sacerdotal. O bispo holandês teme, do seu lado, que Francisco aceite as propostas dos padres sinodais sobre considerar, para a região amazônica, a ordenação sacerdotal de diáconos permanentes.

No entanto, Mutsaerts considera que isso não é necessário, já que, “80% da população amazônica vive em grandes cidades”. Por isso, “o problema da falta de padres não é diferente ao de muitas outras áreas do mundo”. Na verdade, para o bispo holandês, o problema reside em “uma falta de fé” que não se resolve aceitando padres casados.

Chegará à toda Igreja

Porém, ademais, o prelado crê que o Sínodo, celebrado em outubro de 2019, foi uma “fachada” para tratar esses temas. “As palavras-chave do documento final do Sínodo não foram Mãe-Terra e ecossistema, mas sim viri probati, diáconas e rito amazônico”, destaca, apontando o cardeal Cláudio Hummes como precursor para que documento tomasse essa direção.

“É claro, agora os resultados não se limitarão à região amazônica”, diz o bispo. “A caixa de Pandora está aberta e haverá implicações para toda a Igreja”, acrescenta, advertindo que “os bispos alemães” serão os primeiros que solicitarão a adoção dessa opção no seu país.

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