Chile. Protestos massivos, que tem outra noite de toque de recolher

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24 Outubro 2019

O ministério da Defesa chamou ao serviço ativos reservistas do Exército. Pacote de medidas anunciado pelo presidente não parece surtir efeito.

A reportagem é publicada por Deutsche Welle, 23-10-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Apear do pacote de medidas anunciado na terça-feira pelo presidente Sebastián Piñera, nesta quarta-feira, 23-10-2019, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em distintas cidades do Chile para expressar seu rechaço ao governo, em uma jornada onde os excessos e os roubos deram lugar a massivas marchas que reivindicam uma mudança em um sistema que reforça as desigualdades sociais.

O limite se expressou massivamente na primeira jornada de greve geral convocada para esta quarta-feira, que começou logo ao se levantar o toque de recolher. Mais de 100 mil pessoas de todas as classes e condições se congregaram na central Plaza Baquedano de Santiago, e dezenas de milhares em cidades como Valparaíso, Concepción, La Serena ou Curicó.

Apesar das condições de segurança melhorarem, e mostra disso é que os horários do toque de recolher se reduziram em várias regiões, as autoridades parecem não estar dispostas a ceder na aplicação dessa exceção constitucional, amparadas nas cenas de vandalismo e destruição que vieram em dias anteriores. Por isso, 12 das 16 regiões do país seguem com as liberdades restringidas, em alguns casos – como Santiago, Valparaíso e Concepción – pela quinta noite consecutiva.

Chamado aos reservistas

As manifestações que se estenderam por todo o território nacional, passaram a exigir mudanças no sistema para concentrar sua raiva nas figuras do presidente Piñera e do ministro do Interior, seu primo Andrés Chadwick. Até a data, as autoridades reconhecem 18 mortos como consequência dos excessos e da repressão policial e militar, ademais de quase 200 feridos por arma de fogo e mais de 5 mil presos. Mesmo assim, o Instituto Nacional de Direitos Humanos verificou numerosas violações aos direitos fundamentais dos cidadãos.

No entanto, o ministério de Defesa do Chile chamou ao “serviço ativo” os reservistas do Exército, os que “não vão sair às ruas para patrulhar”, mas sim que encarregarão de trabalhos de apoio, “um perfil mais de logística e administrativo”. Os massivos protestos começaram há seis dias pelo aumento da passagem do metrô e logo derivaram em um movimento de plataforma mais ampla.

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