Jeffrey Sachs: “Fome, guerra e caos climático: é possível detê-los”

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18 Outubro 2019

"Não é uma ilusão ingênua acabar com as guerras, com o caos climático e a fome", disse com eficaz simplicidade Jeffrey Sachs, economista dos EUA, em seu longo discurso no plenário da FAO para o Dia Mundial da Alimentação.

A reportagem é de Marinella Correggia, publicada por Il Manifesto, 17-10-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

“As guerras são as atividades humanas mais estúpidas e caras; meu país, os Estados Unidos, se envolveu em muitas, violou o direito internacional e a Carta das Nações Unidas; as guerras são um ato voluntário, uma escolha que pode, portanto, ser evitada. Nenhum país deveria entrar em guerra contra outro".

Juntamente com as guerras, a emergência climática, outro desafio que pode ser vencido: “É muito claro que devemos abandonar o uso de petróleo, gás e carvão e passar para fontes solares, de hidrogênio, geotérmicas e outras fontes a zero emissões, completando o percurso até a metade do século. São necessários planos precisos sobre como chegar a isso, porque os cientistas do IPCC são muito explícitos sobre a necessidade de chegar à neutralidade em carbono".

Inclusive a fome - problema especialmente na África subsaariana e em áreas da Ásia - certamente não é invencível e é fruto, entre outras coisas, de grandes injustiças. Para cumprir os dezessete objetivos do desenvolvimento sustentável até 2030, o segundo dos quais é "fome zero", precisamos do empenho dos governos, dos povos e de todas as agências da ONU, mas também do Fundo Monetário Internacional (em cuja nova gestão Sachs parece ter esperança); é importante o Green Climate Fund "que pode melhorar a vida e a produtividade, mesmo nas áreas rurais mais pobres, com energia solar introduzindo, entre outras coisas, as bombas solares".

Mas a indústria global de alimentos tem grandes responsabilidades e culpas: "As grandes empresas não produzem alimentos saudáveis, mas junk food e dizem ‘não é problema meu’ e, portanto, os alimentos processados produzem uma epidemia de obesidade; frequentemente os processos de produção e a cadeia de suprimentos não são sustentáveis social e ecologicamente; e a sonegação de impostos nas várias formas faz com que muitas empresas não sejam responsáveis com a coletividade”. “O dinheiro para sair da fome e da pobreza existe, só que os pobres não o têm. O mundo tem um produto interno bruto de 100.000 bilhões de dólares; e os quinze mais ricos do planeta têm 15.000 bilhões de dólares no banco ... vamos pensar em Bill Gates e Mark Zuckerberg”.

Jeffrey Sachs, comparando a situação social, econômica e educacional na China e na África, destacou algumas das estratégias cruciais para sair da miséria e da fome, aumentando a produtividade agrícola. O papel da educação é crucial, principalmente o das meninas, sem as quais o continente africano poderia exceder 4 bilhões de habitantes em poucas décadas. Com tecnologia e energia limpa, pode aumentar a produtividade agrícola e se podem enfrentar as emergências cruciais de nosso tempo, que não conhecem fronteiras: poluição química, uso da água, ciclo de fósforo e nitrogênio, crise climática, acidificação dos oceanos, perda de biodiversidade, desmatamento com suas causas também nos modelos de consumo (o representante do governo brasileiro, irritado, respondeu que carne e soja não provêm de áreas desmatadas da Amazônia...).

O cenário cidade-campo proposto por Sachs é discutível: “Os serviços são melhor oferecidos nas cidades; portanto, com o aumento da produtividade agrícola, a taxa de urbanização poderá ser muito maior. Na China, na metade do século, poderia ser igual a 80% da população, na Índia e na África 50%. No meu país, os agricultores são apenas 1% e alimentam toda a população". Porém, não é um modelo sustentável.

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