'Não podemos obstruir a criatividade de Deus', exorta o papa Francisco

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17 Outubro 2019

"Como nos comportamos com nossos irmãos, especialmente aqueles que não são cristãos? Somos impedimentos ao encontro com Deus, obstruímos seu encontro com o Pai ou o facilitamos?" O Papa Francisco partiu da figura de Pedro, que nos Atos dos Apóstolos é provocado por Deus a sair do particularismo de suas próprias origens judaicas, para que "ele não avalie os eventos e as pessoas de acordo com as categorias do puro e do impuro", para exortar os fiéis presentes na audiência geral na Praça de São Pedro a "não obstruir" a criatividade de Deus.

A reportagem é publicada por La Stampa, 16-10-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Deus "quer que seus filhos superem todo particularismo para se abrir à universalidade da salvação", disse o Papa: "Todos que renascem da água e do Espírito são chamados a sair de si mesmos e abrir-se para os outros, a viver a proximidade, o estilo de viver juntos, que transforma toda relação interpessoal em uma experiência de fraternidade". Em particular, enquanto Pedro está rezando, "ele recebe uma visão que serve como uma ‘provocação’ divina, para despertar nele uma mudança de mentalidade.

Ele vê uma grande toalha de mesa que desce do alto, contendo vários animais: quadrúpedes, répteis e pássaros, e ouve uma voz que o convida a se alimentar de tais carnes. Ele, como um bom judeu, reage afirmando que nunca comeu nada impuro, conforme exigido pela Lei do Senhor. Então a voz responde fortemente: "O que Deus purificou, não chame de profano". O Senhor deseja que Pedro não valorize mais os eventos e as pessoas de acordo com as categorias do puro e impuro, mas aprenda a ir além - explicou o papa - a olhar para a pessoa e as intenções de seu coração. O que torna o homem impuro, de fato, não vem de fora, mas apenas de dentro, do coração, Jesus disse claramente", afirmou Francisco citando o Evangelho de Marcos.

Segundo um acontecimento surpreendente, "Deus envia Pedro para a casa de um estrangeiro incircunciso, Cornélio", disse o papa, "que dá esmola ao povo e sempre ora a Deus: mas ele não era judeu. Naquela casa de pagãos, Pedro prega o Cristo crucificado e ressuscitado e o perdão dos pecados a quem crê Nele. E enquanto Pedro fala, o Espírito Santo é derramado sobre Cornélio e sua família. E Pedro os batizou em nome de Jesus Cristo. Esse fato extraordinário, é a primeira vez que acontece algo similar, torna-se conhecido em Jerusalém, onde os irmãos, escandalizados pelo comportamento de Pedro, o repreendem asperamente. Pedro fez algo que foi além do costume, além da lei, e por isso eles o repreendem. De fato, após o encontro com Cornélio, Pedro está mais livre de si mesmo e mais em comunhão com Deus e os com os outros. Porque ele viu a vontade de Deus na ação do Espírito Santo. Ele pode, portanto, entender - disse o Papa - que a eleição de Israel não é a recompensa pelo mérito, mas o sinal do chamado gratuito para ser a mediação da bênção divina entre os povos pagãos".

Do "príncipe dos apóstolos", concluiu, "aprendemos que um evangelizador não pode ser um impedimento à obra criativa de Deus, que "deseja que todos os homens sejam salvos", mas alguém que favorece o encontro de corações com os Senhor. E como nos comportamos com nossos irmãos, especialmente aqueles que não são cristãos? Somos impedimentos para o encontro com Deus, obstruímos o encontro deles com o Pai ou o facilitamos? Hoje pedimos que a graça se deixe surpreender pelas surpresas de Deus, e não impedir sua criatividade, mas para reconhecer e favorecer os sempre novos caminhos pelos quais o Ressuscitado derrama seu Espírito no mundo e atrai corações fazendo-se conhecido como o ‘Senhor de todos’".

Durante o habitual passeio pela praça para cumprimentar os fiéis a bordo do jipe antes de iniciar a audiência, o Papa estava acompanhado como sempre por um grupo de gendarmes, liderado hoje, pela primeira vez, por Gianluca Gauzzi Broccoletti, que sucedeu a Domenico Giani que apresentou suas demissões na segunda-feira. Ontem à noite, no final do dia de trabalho no Sínodo sobre a Amazônia, Francisco visitou Giani em sua casa dentro dos muros do Vaticano, passando um bom tempo com sua esposa e filha, usando "novamente palavras claras - relata o Vatican News - pelo exemplo dado ao Corpo de Gendarmaria e a outros, nos vinte anos que passou ao serviço de três Pontífices".

No final da audiência, na hora de cumprimentar os peregrinos poloneses presentes na Praça de São Pedro, Francisco lembrou que nesta data cai o aniversário da eleição do cardeal Karol Wojtyla na Sé de Pedro: "Agradecemos ao Senhor por todo bem que foi realizado na Igreja, no mundo e nos corações humanos através das palavras de João Paulo II, de suas obras e de sua santidade. Lembremos que seu chamado para abrir corações a Cristo é sempre atual", afirmou o papa.

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