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17 Outubro 2019

"Vinte anos atrás, em 31 de outubro de 1999, a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação era assinada em AugustaAlemanha entre católicos e luteranos. Um documento ecumênico cuja intenção era superar a maior controvérsia teológica que separou protestantes dos católicos por séculos", escreve o pastor italiano Luca Maria Negro, presidente da Federação das Igrejas Evangélicas na Itália (FCEI), em artigo publicado por Riforma, publicação das Igrejas evangélicas batistas, metodistas e valdenses italianas, 18-10-2019. A tradução é de Luisa Rabolini

Eis o artigo.

Vinte anos atrás, em 31 de outubro de 1999, a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação era assinada em Augusta, Alemanha entre católicos e luteranos. Um documento ecumênico cuja intenção era superar a maior controvérsia teológica que separou protestantes dos católicos por séculos: somos salvos por nossas boas obras ou somos justificados (declarados justos, portanto) pela graça de Deus mediante a fé, como o apóstolo Paulo declara em suas cartas e como afirmou a Reforma Protestante, em polêmica com o catolicismo, especialmente com o Concílio de Trento? Após anos de diálogo, há vinte anos católicos e luteranos concluíram que essa controvérsia não faz mais sentido, que - pelo menos nesse ponto - houve um grande equívoco. "Juntos confessamos: – consta na Declaração conjunta - somente por graça, na fé na obra salvífica de Cristo, e não por causa de nosso mérito, somos aceitos por Deus e recebemos o Espírito Santo, que nos renova os corações e nos capacita e chama para as boas obras " (DCJ n.15). Como resultado dessa afirmação comum, luteranos e católicos retiraram as condenações recíprocas que haviam trocado no século XVI.

Trata-se, portanto, de um marco no caminho ecumênico, embora nem todos fossem dessa opinião há vinte anos: a Declaração foi fortemente criticada tanto no âmbito protestante quanto católico. Especialmente porque não estava claro o que poderia ser o resultado de um documento que abordava uma questão teológica fundamental, sim, mas difícil de entender para os cristãos de hoje. Naquela época, o teólogo valdense Paolo Ricca escreveu: "Somente o futuro das relações entre católicos e luteranos (e sua inevitável recaída nas relações com os anglicanos, os reformados e as outras confissões e denominações protestantes) será capaz de revelar o que realmente aconteceu em 31 de outubro de 1999 em Augusta "(em O consenso católico-luterano sobre a Doutrina da justificação, Claudiana 1999).

Vinte anos após essa Declaração sobre um tema apenas aparentemente obscuro, acredito que se possa concordar com Martin Junge, secretário geral da Federação Luterana mundial que, em recente entrevista à agência Nev – Notizie evangeliche - afirmou que "nenhuma daqueles pessoas que o assinaram há vinte anos teria imaginado a incrível força motriz deste documento". Antes de tudo, porque, de documento bilateral entre católicos e luteranos, tornou-se um texto multilateral, também subscrito por metodistas, reformados e anglicanos. E porque sem ele - disse o Secretário Mundial dos Luteranos - "nunca teríamos chegado à Comemoração Conjunta do 500º aniversário da Reforma Protestante" em Lund (Suécia) em 2016. "Tenho esperança - concluiu Martin Junge - que os frutos que a Declaração conjunta sobre justificação nos permitirá colher ainda serão muito”.

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