Francisco denuncia os ideólogos que “querem a pureza da Igreja” e acabam por “golpear o próprio Cristo”

Revista ihu on-line

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Mais Lidos

  • Vaticano, roubadas da igreja estátuas indígenas consideradas “pagãs” e jogadas no Tibre

    LER MAIS
  • A peleja religiosa. Artigo de José de Souza Martins

    LER MAIS
  • Começa a hora da decisão para os bispos da Amazônia na semana final do Sínodo. Artigo de Thomas Reese

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

09 Outubro 2019

Francisco fez uma pausa nos árduos trabalhos do Sínodo da Amazônia para presidir a audiência pública de quarta-feira. Frente a dezena de milhares de pessoas (especialmente os barulhentos de língua espanhola), o Papa falou da figura de Saulo, depois Paulo. “Um homem que quer destruir a Igreja, e que depois será o instrumento de Deus para anunciar o Evangelho”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 09-10-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Saulo sai à caça dos cristãos”, apontou o Papa, olhando a muitos dos assistentes à audiência, vindo de todos os cantos do mundo. “Vocês, que vêm de povos perseguidos pelas ditaduras, compreendem bem o que significa ser povo caçado. Assim fazia Saulo, o fazia pensando que servia à lei do Senhor”.

Sopros de morte, não de vida

Um Saulo que “ameaçava sempre os discípulos. Nele há um sopro de morte, não de vida”. O jovem Saulo, acrescentou Francisco, “é um intransigente, um intolerante para quem pensa diferente dele. Absolutiza a própria identidade política ou religiosa, e leva ao outro a ser um inimigo a combater. Para ele, a religião era uma ideologia: ideologia religiosa, social e política”. Algo muito comum, também na Igreja de hoje.

Assim atuava o jovem Saulo, crendo que era o que Deus queria. “Somente depois de ser transformado por Cristo, ensinou que a verdadeira batalha é contra o espírito do Mal, e ensinou que não se deve combater às pessoas, mas sim ao Mal que inspira suas ações”, explicou.

Porque “Saulo era raivoso, conflitivo, nos convida a nos interrogar. Como vivo minha vida de fé? Vou ao encontro dos demais ou somente contra os demais? Pertenço à Igreja universal, ou tenho uma ideologia seletiva? Adoro a Deus, ou adoro às fórmulas dogmáticas? A fé em Deus, me faz amigo ou hostil para quem é diferente de mim?”. Muitas perguntas, muito atuais também hoje.

“Golpear um membro da Igreja é golpear ao próprio Cristo”

Tudo muda quando Jesus aparece a ele: “Saulo, porque me persegues?”. E o recorda que “golpear a um membro da Igreja é golpear ao próprio Cristo”. Também hoje: “são ideólogos que querem a ‘pureza’ da Igreja”.

Depois do encontro com Cristo, tudo muda, e se dá “a ressurreição de Saulo a Paulo. Paulo recebe o batismo” e começa “uma nova vida, com um olhar novo sobre Deus, sobre si mesmo e sobre os demais, que de inimigo se convertem em irmãos em Cristo”.

“Pedimos ao Padre que nos faça experimente o impacto de seu amor que somente pode fazer de um coração de pedra um coração de carne, capaz de acolher em si os mesmos sentimentos de Cristo”, concluiu.

 

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Francisco denuncia os ideólogos que “querem a pureza da Igreja” e acabam por “golpear o próprio Cristo” - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV