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09 Outubro 2019

No início do pontificado, quase ninguém notou a audiência privada que Francisco concedeu a Dom Erwin Kräutler, missionário austríaco e bispo na floresta amazônica. Agora que ao redor do sínodo sobre a Amazônia - obviamente Dom Kraeutler é membro dele – agitam-se cardeais, blogs e jornais, se alinham presidentes, indústrias e ONGs é quase engraçado voltar a reler as entrevistas que ele concedeu pouco depois para dois jornais austríacos, calmamente relatando que ele havia conversado com o papa sobre a ideia de ordenar homens casados. Acima de tudo, é interessante reler uma passagem:

"Francisco - disse Erwin Kräutler - explicou que o papa não podia tomar tudo nas mãos pessoalmente de Roma. Nós, bispos locais, que conhecemos melhor as necessidades de nossas comunidades, devemos apresentar propostas muito concretas. Deveríamos ser ‘corajudos’, disse ele em espanhol, o que significa corajosos, ousados. Um bispo não deveria se mover sozinho, disse o papa. As conferências episcopais regionais e nacionais devem entrar em acordo sobre propostas de reforma. E depois levar essas propostas para Roma”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Jesus, outubro-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Aqui está todo o método Bergoglio: a reforma é o objetivo, a iniciativa vinda da base a gasolina, o consenso sinodal o perímetro. O esquema é o do "grande sínodo" passado à história como Concílio Vaticano II e é sempre o mesmo, seja o sínodo da Amazônia ou a dupla assembleia sobre a família, o sínodo iniciado pela Igreja alemã ou aquele projetado para aquela italiana. A Igreja, para o Papa Francisco, deve mudar, mas deve fazer isso junta; não pode renunciar à unidade, mas pode brigar e se diferenciar; o bispo de Roma pode criar o espaço, os outros bispos, porém, devem ser corajudos.

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