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01 Outubro 2019

O testemunho cristão no contexto pós-moderno é o tema central da nova edição da revista Studia patavina. A análise aprofundada, dividida em quatro contribuições assinadas por professores da Faculdade Teológica de Triveneto, se propõe dialogar com o pensamento de Christoph Theobald. A ocasião que deu início à reflexão foi a presença em Pádua, em novembro de 2018, do teólogo jesuíta franco-alemão, que apresentou a palestra inaugural do ano acadêmico na Faculdade e um seminário para professores.

O comentário é de Paola Zampieri, publicada por Settimana News, 24-09-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

A condição de minoridade social em que o cristianismo se encontra nas sociedades ocidentais e a percepção de viver em uma mudança de época - como o Papa Francisco sintetizou com grande eficácia - exigem uma reflexão complementar sobre a maneira como o testemunho cristão é entendido - observa Stefano Didonè, coordenador do tema - e convidam os fiéis a pensarem em termos radicalmente novos dentro de um contexto sociocultural que muda a uma velocidade crescente.

O aprofundamento aqui proposto parte de três trilhas abertas por Theobald:

- A proposta de interpretar a identidade cristã à insígnia do estilo hospitaleiro de que os Evangelhos oferecem testemunho, apresentando o evento da fé e da experiência cristã em termos relacionais e não de manifestação identitária;

- A maneira de interpretar as Escrituras do Novo Testamento, que seguem a originária inspiração iniciática para a fé e testemunham o caminho das primeiras comunidades cristãs, onde o testemunho é uma expressão da prática da fé, isto é, da "prática de Jesus";

- A figura "rabdomante" da Igreja, em busca de uma nova linguagem e uma nova "carne" para testemunhar o evangelho.

"Essa figura da Igreja ainda status nascenti - explica Didonè no editorial - já pode ser vislumbrada através de alguns sinais, como a redescoberta da dimensão de fraternidade e de um exercício de não autoritário do serviço da autoridade, na prática da escuta da Palavra partilhada entre os crentes e não crentes e no discernimento comunitário”.

Em relação a esses três vetores, combinados com o impulso missionário dado pelo Papa Francisco à Igreja, as quatro contribuições se seguem.

Dois artigos, de viés teológico, fundamentais abrem o caminho para a reflexão: Alessio Dal Pozzolo se concentra na figura dos vínculos sociais na perspectiva escatológica do Reino, enquanto Stefano Didonè se concentra na figura relacional da experiência da fé cristã, que nutre o testemunho em suas diversas formas históricas. Augusto Barbi intervém em uma perspectiva bíblica, verificando a plausibilidade do modelo lucano de Igreja-comunhão colocado à prova pelo início das tensões e os conflitos. Por fim, Giovanni Giuffrida explora as implicações da proposta teológica de Theobald do ponto de vista da reflexão teológico-pastoral, em particular a chamada "pastoral da geração" (engendrement).

O diálogo, respeitoso, mas também criativo, com o pensamento de Theobald “parece convergir para uma sugestão: a de interpretar a categoria do testemunho como expressão da prática da fé. As diferentes práticas do testemunho - conclui Didonè - surgem naquele particular, humus que é o "ethos da fraternidade", de acordo com a já clássica definição forjada por Joseph Ratzinger".

Além do tema central, o fascículo contém outros artigos sobre diferentes temas: Enrico Riparelli apresenta uma pesquisa intitulada Diálogo Inter e Transdisciplinar no Proemio da “Veritatis gaudium”; Ugo Sartorio intervém na questão Sinodalidade. Para uma igreja em reforma; Renzo Beghini propõe uma reflexão sobre Repensando o bem comum: a contribuição do Papa Francisco; Alberto Sartori escreve sobre A Questão da Verdade em Nietzsche, partindo de "Sobre a verdade e a mentira em um sentido extra-moral"; Davide Girardi oferece uma contribuição sobre o tema O futuro do Nordeste: uma pergunta a fazer.

O fascículo é completado com uma rica seleção de resenhas e indicações bibliográficas.

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