Cartas ao Beato John Henry Newman mostram o seu papel de pastor, evangelizador

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24 Setembro 2019

O Beato John Henry Newman é visto em um retrato fornecido pela Igreja Católica na Inglaterra e País de Gales. Ainda que 32 volumes anotados das cartas e diários do cardeal tenham sido publicados nas últimas décadas, o material agora lançado inclui cartas e correspondência para o futuro santo. 

O comentário é de Jonathan Luxmoore, publicada por Crux, 21-09-2019. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Milhares de documentos relacionados ao cardeal inglês do século XIX, o Beato John Henry Newman, estão sendo lançados na dianteira de sua canonização em 13 de outubro, destacando o seu papel de pastor e evangelista, dizem os especialistas em Igreja.

Ainda que 32 volumes anotados das cartas e diários do cardeal tenham sido publicados ao longo das últimas cinco décadas, o novo material inclui cartas e correspondência para o futuro santo.

“Até agora, tínhamos somente a metade de sua correspondência, com simples fragmentos das cartas recebidas, então [estas novas publicações] vão melhorar grandemente (...) a compreensão das complexas questões com as quais ele lidava”, diz Paul Shrimpton, especialista da Oxford sobre as teorias educacionais de Newman.

O Pe. Ignatius Harrison, diretor do Oratório de São Filipe Neri, de Birmingham, afirma que Newman “não foi só um nobre filósofo; ele foi principalmente um padre e um profeta, que previu as dificuldades que o cristianismo enfrentaria em um mundo secular”.

“Em sua vida ele foi amado não porque todos liam as suas obras-primas acadêmicas, mas por causa de sua bondade pastoral aos pobres e enfermos, como ilustram claramente estas coleções”, diz Harrison.

Os primeiros dos 250 mil fólios de cartas e fotografias preservadas no oratório foram publicados pela primeira vez, sob um programa de digitalização coorganizado pelo Instituto Nacional de Estudos sobre Newman (National Institute for Newman Studies), em Pittsburgh, EUA.

Em nota postada em seu site, esse instituto diz que a sua nova e interativa plataforma on-line, lançada em agosto, incluirá documentos manuscritos e inéditos de Newman, bem como esboços de cartas, listas de orações, cadernos e álbuns fotográficos, totalizando mais de 40 terabytes.

O texto acrescenta que o banco de dados, incluindo um material do oratório “oculto por mais de um século”, destacará as cartas para o futuro santo enviadas por pessoas comuns bem como por figuras do século XIX como os primeiros-ministros britânicos Benjamin Disraeli e William Gladstone, além dos cardeais Nicholas Wiseman e Henry Edward Manning.

Além de “revolucionar o modo como os estudiosos poderão acessar e estudar Newman”, lê-se na nota do instituto, a coleção “permitirá que um público maior entenda e aprecie Newman e suas obras em um nível mais íntimo”.

Shrimpton diz que o programa de digitalização do Cardeal Newman incentivará os cristãos a rezar para o novo santo ilustrando o seu trabalho pastoral entre “trabalhadores e pessoas humildes”.

Harrison diz também da a esperança de que a abertura do arquivo destaque a longa “busca por santidade” realizada por Newman e que promova os pedidos para que o religioso seja declarado Doutor da Igreja após canonizado.

“Durante sua vida, Newman foi às vezes incompreendido, mas acho que a sua hora chegou e ele irá surgir nos próximos anos como um importante santo”, afirmou Harrison ao Catholic News Service.

O entrevistado disse que a iminente canonização gerou uma “enorme onda de interesse”, acompanhada de pedidos de relíquias e lembranças por parte de devotos do mundo todo.

Ele acrescentou que o santuário a Newman, beatificado pelo Papa Bento XVI em setembro de 2010, está sendo restaurado no oratório, onde um museu com os seus objetos pessoais também será inaugurado nos próximos meses.

John Henry Newman cresceu na Igreja da Inglaterra, formou-se e lecionou na Universidade de Oxford e trabalhou como vigário da Igreja de St. Mary, pertencente à Igreja Anglicana, no período de 1828 e 1843.

Tendo sido um dos coordenadores do Movimento Oxford da década de 1830, que buscava reviver as crenças e os rituais pré-Reforma da Igreja da Inglaterra, uniu-se à Igreja Católica em 1845 e foi nomeado cardeal pelo Papa Leão XIII em 1879.

Além do oratório, Newman ajudou a fundar uma universidade católica na Irlanda, a então Universidade Católica da Irlanda, hoje College Dublin, e teve influência no reavivamento do catolicismo na Inglaterra após uma repressão e restrição que durou três séculos.

Newman escreveu poemas, hinos e romances, embora acredita-se que as suas principais obras sobre a história da igreja, eclesiologia, os direitos da consciência e o papel dos leigos tenham antecipado o Concílio Vaticano II, ocorrido nos anos de 1962 a 1965.

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