Papa e lideranças da Igreja pressionam por ação contra incêndios na Amazônia

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31 Agosto 2019

As lideranças da Igreja da América Latina de vários países, junto com o Papa Francisco, uniram suas vozes à preocupação mundial expressada sobre os atuais incêndios na Floresta Amazônica.

A reportagem é de Francis McDonagh e Christopher Lamb, publicada em The Tablet, 31-08-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os bispos brasileiros e bolivianos, cujos países são os mais afetados, usaram uma linguagem mais forte. Em uma declaração do dia 23 de agosto, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil começou dizendo que “o povo brasileiro, seus representantes e servidores” têm a maior responsabilidade, porque a maior parte da Amazônia fica dentro das fronteiras do Brasil.

Eles declararam que “os absurdos incêndios e outras criminosas depredações requerem, agora, posicionamentos adequados e providências urgentes”. “Levante a voz pela Amazônia”, que é o título da sua declaração, é também, segundo eles, “um movimento, agora, indispensável, em contraposição aos entendimentos e escolhas equivocados. A gravidade da tragédia das queimadas, e outras situações irracionais e gananciosas, com impactos de grandes proporções, local e planetária, requerem que, construtivamente, sensibilizando e corrigindo rumos, se levante a voz. É hora de falar, escolher e agir com equilíbrio e responsabilidade, para que todos assumam a nobre missão de proteger a Amazônia, respeitando o meio ambiente, os povos tradicionais, os indígenas, de quem somos irmãos. Sem assumir esse compromisso, todos sofrerão com perdas irreparáveis”.

Os bispos bolivianos anunciaram uma coleta nacional pelas vítimas e um dia de oração no domingo, 25 de agosto. Eles também pediram que o governo “faça todos os esforços para deter esse sério problema, com respostas efetivas (...) Até agora, consideramos que as ações realizadas e o tempo gasto não são proporcionais nem adequados à escala da tragédia que estamos enfrentando”. Eles pediram a declaração de um estado de emergência na região afetada e uma “investigação imparcial e transparente” sobre as causas dos incêndios, com punição, se necessário.

Ambas as conferências manifestaram a esperança de que o próximo Sínodo da Amazônia, a ser realizado em Roma, de 6 a 27 de outubro, forneça respostas mais amplas, assim como os bispos do Paraguai. A rede de coordenação dos preparativos para o Sínodo, a Repam, afirmou que “a mudança climática e o aumento da intervenção humana (desmatamento, incêndios e alteração no uso do solo) estão levando a Amazônia rumo a um ponto de não retorno”.

Os copresidentes do Sínodo, os cardeais Cláudio Hummes, do Brasil, e Pedro Barreto, do Peru, e Mauricio López, o secretário-geral, saudaram a preocupação internacional e expressaram a esperança de que Sínodo gere um esforço para “cuidar da casa comum, levantando as suas vozes e encontrando caminhos concretos para uma ação pacífica mas firme, exigindo que ponha fim a esta situação”.

Depois de rezar o Ângelus na Praça de São Pedro, no domingo, o Papa Francisco pediu um esforço conjunto da comunidade internacional para deter os incêndios e proteger uma região que ele descreveu como um “pulmão vital” do mundo.

O papa latino-americano apontou para a preocupação global com os “vastos incêndios” na Amazônia, rezando para que, por meio de um compromisso transnacional, “eles possam ser contidos o mais rápido possível”.

Líderes das principais democracias do mundo discutiram sobre como conter os incêndios, durante a reunião do G7, em Biarritz. Irlanda e França ameaçaram bloquear um acordo de livre comércio entre os países da União Europeia e da América Latina se o presidente brasileiro Jair Bolsonaro não mudar a sua política sobre a Amazônia.

Especialistas acreditam que a remoção das proteções da floresta tropical por parte do líder populista, permitindo o desmatamento, alimentou os incêndios. Os líderes do G7 descreveram os incêndios como uma “imensa tragédia natural” e instaram as Nações Unidas e os governos regionais a “tomarem medidas sérias para salvar o pulmão do mundo”. Eles prometeram um fundo de 20 milhões de dólares [cerca de 82 milhões de reais] para combater os incêndios. Bolsonaro disse que o G7 estava tratando o seu país como uma “colônia” e rejeitou o dinheiro.

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