22º Domingo do tempo comum - Ano C - A virtude evangélica da humildade

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Por: MpvM | 30 Agosto 2019

"Em uma mesa redonda, todos os comensais ocupam a mesma posição. Penso o “Banquete do Reino”, com uma mesa redonda, onde todos são iguais, não existe maior e nem menor, nem o menos ou o mais importante por causa de títulos, conta bancária, procedência, status ou ministério que exerce na Igreja. Para entrar neste “Banquete do Reino”, uma regra de ingresso é a humildade, o que conta não é aquilo do que nós nos orgulhamos, mas o fato de sermos todos irmãos e irmãs no amor de Cristo."

A reflexão é de Rosa Maria Ramalho, religiosa da Congregação das Irmãs Paulinas. Ela é Bacharela em Teologia pelo Instituto São Paulo de Estudos Superiores – ITESP e licenciada em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC/PR e  Mestre em Teologia pela Faculdades EST, São Leopoldo/RS.

Referências bíblicas
1ª Leitura: Eclo 3, 19-21.30-31
Salmo: Sl 67 (68)
2ª Leitura: Hb 12, 18-19.22-24a
Evangelho: Lc 14, 1.7-14

Não quero tudo.
Basta-me esse pouco,
Dado na cor, no olhar,
No agir, no sabor e na companhia.
É como se o vento e as mãos
Carregassem o excesso
E ficasse o pouco.
Na cor, no olhar,
No agir, no sabor e na companhia.
Quero um lugar comum,
Emoldurado de ouro.
Mesa redonda, farta,
Com lugar para todos.

Com esta pequena poesia, tento resumir em poucas palavras o sentimento que brotou em meu coração ao refletir as leituras da liturgia deste 22º Domingo do Tempo Comum.

Em uma mesa redonda, todos os comensais ocupam a mesma posição. Penso o “Banquete do Reino”, com uma mesa redonda, onde todos são iguais, não existe maior e nem menor, nem o menos ou o mais importante por causa de títulos, conta bancária, procedência, status ou ministério que exerce na Igreja. Para entrar neste “Banquete do Reino”, uma regra de ingresso é a humildade, o que conta não é aquilo do que nós nos orgulhamos, mas o fato de sermos todos irmãos e irmãs no amor de Cristo.

A primeira leitura, Eclesiástico 3, 19-21.30-31, e o Evangelho de Lucas 14, 1.7-14, emolduram em ouro o belíssimo quadro da Liturgia da Palavra que tem como centro o Salmo 67. Este nos apresenta a imagem de uma mesa preparada com carinho para o pobre e a visão da Jerusalém celeste trazida pelos versículos do capítulo 12 da carta aos Hebreus, e, nesta imagem, Jesus é o mediador da nova aliança.

A moldura em ouro de que falamos é a virtude da humildade, tão bem descrita pelas leituras. Em Eclesiástico, o sábio escritor do século II a.C., dá conselhos como um pai para o filho que precisa ser instruído. Praticando a humildade se encontra graça diante do Senhor. A pessoa humilde tem os seus pés no chão, sabe da realidade da sua fraqueza e por isso não se coloca acima de ninguém, enquanto que, a pessoa orgulhosa, apoia sua vida em coisas que são vulneráveis e passageiras. Por isso, recordamos que a palavra “humildade” tem a mesma raiz da palavra latina húmus, terra boa para cultivo. Desse modo, humilhar-se não significa rebaixar-se, mas reconhecer o seu lugar, para produzir bons frutos.

Jesus, o “manso e humilde de coração”, é um bom observador de pessoas. Não é a primeira vez nos Evangelhos que vemos Jesus comentar sobre algum episódio em que ele observa o comportamento das pessoas. Só para citar algum exemplo, recordamos a história da viúva humilde que deposita duas pequenas moedas no Tesouro do templo e dos ricos que depositavam grandes quantidades (cf. Lc 21,1-4). Jesus observa os fatos e os transforma em um ensinamento para os seus discípulos, e no caso do Evangelho de hoje, para todos os convidados de um dos chefes dos fariseus.

No Evangelho (Lc 14, 1.7-14), Jesus observa que os convidados escolhiam os primeiros lugares, isto é, os lugares mais importantes à mesa; é por isso que ele lhes conta uma pequena parábola para ajudá-los a refletir sobre a humildade. Por fim, diz que na dinâmica do Reino é assim: “quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”. Aqui, humilhar-se não significa rebaixar-se, mas reconhecer o seu lugar e saber que a humildade e a simplicidade cabem em qualquer lugar.

Por fim, Jesus se dirige também a quem o convidou dizendo que a verdadeira felicidade não está em convidar para um almoço ou jantar pessoas que possam lhe retribuir, mas sim “os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos”; para o nosso hoje, poderíamos continuar essa lista acrescentando imigrantes, moradores de rua, desempregados etc.

No caso do Evangelho deste domingo, percebemos que Jesus observa, mas também é observado. Nós também podemos observar mais Jesus, todavia, não com o mesmo olhar dos chefes dos fariseus, mas contemplá-lo com amor, repousar nosso olhar nele, para aprender dele. Quando o observamos, logo percebemos em que direção estão as suas escolhas, quem está ao seu redor e quais exigências as suas palavras comportam.

A vida de Jesus e a vida de tantos de seus seguidores que já estão recebendo a sua recompensa junto dele (recordo Ir. Dulce dos pobres, Nhá Chica, Madre Paulina, Dom Helder, Dom Luciano), foi uma vida emoldurada com a humildade e cercada de pessoas que nada tinham para lhes retribuir, uma vida sem excessos,

Na cor, no olhar,
No agir, no sabor e na companhia.
Lugar comum,
Emoldurado de ouro.
Mesa redonda, farta,
Com lugar para todos.

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