Solenidade da Santíssima Trindade - Ano C - O abraço amoroso da “família divina” à humanidade

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Por: MpvM | 13 Junho 2019

"A experiência histórica do encontro com a Trindade, nos seduz, nos atrai e estimula-nos a viver em intimidade com esta “família divina” e a sermos a sua imagem no meio em que “vivemos, existimos e somos”. Como imagem do Pai, termos a iniciativa de buscar o protagonismo da nossa própria história, realizar opções de gratuidade, sair ao encontro do outro com ternura, solidariedade, misericórdia. Como imagem do Filho, que é a eterna receptividade, sermos capazes de receber o amor e fazer-nos habitar por este dom maior. Como imagem do Espírito Santo sermos presença inspiradora, capazes de abrir-nos às novidades do momento presente, atuando diante dos desafios com ousadia e criatividade."

A reflexão é de Aparecida Maria de Vasconcelos, teóloga leiga. Ela possui doutorado em teologia sistemática (2015), mestrado em teologia sistemática (2009) e graduação em teologia (2006) pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia - FAJE, Belo Horizonte/MG. É professora na FAJE e Editora Adjunta do periódico Perspectiva Teológica (publicação do Programa de Pós-Graduação em Teologia - FAJE. É pesquisadora do Grupo de Estudos em Cristologia e do Grupo Filosofia, Mística e Estética - FAJE. Tem como áreas de interesse: cristologia, antropologia teológica e mística.

Referências bíblicas
1ª Leitura: Pr 8,22-31
Salmo: Sl 8,4-9 (R/. 2a)
2ª Leitura: Rm 5,1-5
Evangelho: Jo 16,12-15

 

Ouça a Leitura do Evangelho.

 

A escultura da “Trindade Misericordiosa”, que está projetada nesse vídeo, faz-nos entrar na dinâmica trinitária, com sua infinita predileção pelo ser humano. A primeira leitura do Livro dos Provérbios (8,22-31) mostra que antes da origem da terra, a Sabedoria de Deus anuncia o Filho, “Palavra viva de Deus” que manifesta seus desígnios de amor no tempo e no espaço, “encontrando a sua alegria em estar com os filhos dos homens’ (Pr 8, 31). Esta palavra nos faz conhecer o desígnio amoroso e decidido de Deus que sai ao encontro da humanidade.

Explorando um pouco o sentido que essa leitura pode sugerir a uma primeira compreensão sobre o êxodo da Trindade, o pensamento do jesuíta místico francês Teilhard de Chardin (1881-1955), acerca da atividade do Pai e do Filho no universo, é muito fecunda. Ele mostrou em suas reflexões, desenvolvidas no diálogo da fé cristã com a ciência, que mesmo antes da criação do mundo e no gigantesco processo de sua evolução, o Pai e o Filho atuavam juntos no nascimento, no crescimento e no fim de todas as coisas. O papel do Filho é o de atrair a ele tudo o que antes dele se movia ao acaso. E tudo o que compõe o universo desde a sua origem era, de fato, orientado para o Cristo”. Nesse gigantesco processo evolutivo, o ser humano, obra prima do Criador, ganha e tem a nobre tarefa de continuar a obra da criação conduzindo-a a “novos céus e novas terras”.

O evangelho de São João (Jo 16,12-15) nos ajuda a contemplar e a participar vivamente da dinâmica da trinitária. Pela encarnação Deus se “abaixou” e se fez um de nós em Jesus. Toda a prática do Nazareno, suas palavras e gestos salvíficos, movidos pelo sopro divino, estão voltados para a missão que o Pai lhe confiou: dar-nos a vida em plenitude. Jesus pouco antes de sua paixão e prestes a deixar os seus discípulos, num gesto de extremo cuidado, assegura-lhes que essa sua missão será expandida pelo Espírito da Verdade, o Paráclito, o Defensor. A ação do Espírito Santo conduzindo-nos à verdade vai no sentido de: experimentarmos o pleno amor do Pai, “que foi derramado em nossos corações”, como também sua atividade (a do Espírito) em defender-nos nas batalhas terrenas.

"A experiência histórica do encontro com a Trindade, nos seduz, nos atrai e estimula-nos a viver em intimidade com esta “família divina” e a sermos a sua imagem no meio em que “vivemos, existimos e somos”. Como imagem do Pai, termos a iniciativa de buscar o protagonismo da nossa própria história, realizar opções de gratuidade, sair ao encontro do outro com ternura, solidariedade, misericórdiaComo imagem do Filho, que é a eterna receptividade, sermos capazes de receber o amor e fazer-nos habitar por este dom maior. Como imagem do Espírito Santo sermos presença inspiradora, capazes de abrir-nos às novidades do momento presente, atuando diante dos desafios com ousadia e criatividade."

Ser imagem trinitária é potencializar a grandeza inaudita da vocação significada por nosso batismo.

 

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