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07 Junho 2019

Era o primeiro dia da semana. Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: “A paz esteja com vocês”.

Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor.
Jesus disse de novo para eles: “A paz esteja com vocês. Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês». Tendo falado isso, Jesus soprou sobre eles, dizendo: «Recebam o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados”.

Leitura do Evangelho de João 20, 19-23. (Correspondente ao Domingo de Pentecostes, do ciclo C do Ano Litúrgico).

O Comentário é de Ana Maria Casarotti, Missionária de Cristo Ressuscitado.

Ouça a leitura do Evangelho

“A paz esteja com vocês”

O texto do evangelho que é lido neste domingo inicia com uma frase muito significativa: “o primeiro dia da semana”. Lembre-se de que no primeiro dia da semana Jesus ressuscitou. Apresenta-se a comunidade de discípulos e discípulas de Jesus reunida à espera do Senhor. Mas qual é a realidade desse grupo de pessoas? Quais são os sentimentos que há nesse grupo?

“Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos por medo das autoridades dos judeus”.

Estão ao “anoitecer” com as portas fechadas” por “medo” dos judeus. É um grupo de pessoas que tem medo, não sabe muito o que fazer e por isso fica com as portas fechadas. Muitos dentre eles foram aprisionados e julgados. A atmosfera é desfavorável e agressiva, provoca insegurança, inquietação e possivelmente dúvida sobre o futuro. Este clima acrescenta o desejo do retorno do Senhor. Eles estão entrando na “noite” que simboliza sua realidade como grupo e como comunidade. A partir da vinda do Espírito será uma comunidade nova!

“Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: ‘A paz esteja com vocês’”.

Nessa realidade entra Jesus. Não se descreve nada mais. Ele entra e fica no meio deles. Jesus Ressuscitado aparece assim e reconstrói ao seu redor uma nova comunidade. Nele a comunidade encontra novamente seu centro e o sentido pelo qual deve existir, mas de portas abertas! Um grupo de pessoas que não tem seu fundamento em Jesus Ressuscitado ficará sempre desorientado e sem consistência.

A seguir as palavras de Jesus são muito simples, mas carregadas de sentido: “A paz esteja com vocês”.Quita os medos, mas fundamentalmente entrega-lhes uma paz nova, diferente, sua própria paz. No evangelho de João, Jesus tinha-lhes falado sobre esta paz quando lhes disse: “Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz. A paz que eu dou para vocês não é a paz que o mundo dá. Não fiquem perturbados, nem tenham medo” (14,27).

Esta paz lhes dará a força para superar o medo e as limitações e ser testemunhas no mundo da presença Viva de Jesus. Jesus já tinha prometido sua paz que ele comunica neste momento. E esclarece que é uma paz diferente daquela que dá o mundo. Sua paz gera serenidade e tranquilidade que lhes permitirá superar as adversidades que se lhes apresentem no futuro.

Como disse Raymond Gravel, “O sentido bíblico da palavra paz não é a ausência de guerra ou de conflitos; é a plenitude de vida que lembra a presença do Ressuscitado. É, portanto, a sua Vida de Ressuscitado que Cristo dá aos seus discípulos. É uma promessa de Ressurreição também para eles”. (Texto completo: Pentecostes. O perdão para recriar o mundo)

Depois Jesus mostra-lhes “as mãos e o lado”. O texto evangélico nos diz, assim, que Jesus que aparece no meio deles é o mesmo homem que foi crucificado. Como escreve Paulo na carta aos Filipenses: “Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! (Fl 2,6-8). É aquele que na sua cruz testemunhou o grande amor de Deus para cada um e cada uma de nós. Ele continua marcado por sua humanidade! A presença de Jesus gera um ambiente de alegria que é uma característica fundamental da comunidade cristã viva onde Jesus é o centro do seu obrar: “Então os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor”.

“A paz esteja com vocês. Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.”

Jesus não somente entrega-lhes sua paz senão também os envia e, para esta nova missão, sopra sobre eles o Espírito Santo. Com o sopro fazemos memória da criação e neste momento simboliza a nova criação que Jesus está realizando em cada uma e cada um dos cristãos que desejam construir um mundo novo com a força do Espírito. É o novo nascimento que o Espírito realiza nas comunidades e no mundo, que não fecham suas portas à possibilidade de viver e construir uma paz que gera vida e alegria profunda.

Esta realidade leva-nos a questionar-nos quantas vezes acreditamos realmente no Crucificado-Ressuscitado, no Deus que caminha a nosso lado oferecendo-nos sua paz. Como disse o Papa Francisco: “Receber a paz compromete a cooperar com quem é diferente de nós, conscientes de que a comunidade cristã se edifica mediante riquezas diferentes e complementares. O Espírito é criativo e não repetitivo. Seus dons suscitam sinfonia e não monotonia! Sua obra envolve todos os que levam em si seu selo.” “Sair da Missa fazendo fofoca destrói a paz”, adverte Francisco

Neste Pentecostes recebemos o convite de abrir nosso coração e nossas famílias e comunidades à paz do Ressuscitado, que nos chama a perdoar e viver profundamente arraigados nele. Desta forma seremos uma comunidade animada pelo espírito que será verdadeiramente mediadora da salvação de Deus e dos caminhos que ele preparou para cada um e cada uma.

Oração

Peçamos a Jesus que nos conceda como Ele ser sensíveis à presença e ação do Espírito em nossas vidas, comunidades, na mesma história, para poder colaborar com sua obra de salvação.

Ó, vinde, Espírito Criador,
as nossas almas visitai
e enchei os nossos corações
com vossos dons celestiais.

Vós sois chamado o Intercessor
do Deus excelso o dom sem par,
A fonte viva, o fogo, o amor,
A unção divina e salutar.

Sois doador dos sete dons,
e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós,
por nós seus feitos proclamai.

A nossa mente iluminai,
os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai,
qual força eterna e protetor.

Nosso inimigo repeli,
e concedei-nos vossa paz;
se pela graça nos guiais,
o mal deixamos para trás.

Ao Pai e ao Filho Salvador
por vós possamos conhecer.
Que procedeis do seu amor
fazei-nos sempre firmes crer.
(Hino da Liturgia das Horas).

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