Bergoglianos pela UE e a integração. A direita clerical se alia a Salvini

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28 Maio 2019

Nunca antes uma campanha eleitoral para as eleições europeias, que culminou com a abertura das urnas do último domingo, traçou uma clara linha de demarcação entre os católicos italianos, de acordo com os apelos lidos nas últimas horas. O mais clamoroso, e até divertido, é o que circulou em muitas redes sociais e vê o querido e velho Dom Camillo-Fernandel fazendo uma recomendação, nos moldes de 1948: "No segredo da cabine eleitoral Deus te vê, a CEI não". Desta vez, foi colocada a Conferência episcopal italiana no lugar da figura do famoso comunista sanguinário Stalin.

O comentário é de Fabrizio D'Esposito, publicado por il Fatto Quotidiano, 27-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

O antigo slogan reciclado pela direita clerical filosalviniana exprime toda a intolerância pela linha europeísta e antissoberanista expressa pela liderança dos bispos. Ainda no domingo, as últimas linhas do diretor de Avvenire, Marco Tarquinio, em sua habitual coluna dominical diziam: “Hoje irei votar para a Europa. Escolhendo a Europa e - com a arma da preferência - pessoas claramente comprometidas com a causa da integração europeia e da afirmação do humanismo europeu com as suas sólidas raízes cristãs e de solidariedade".

Uma passagem que sintetiza de maneira exemplar o espírito da Igreja franciscana, que se contrapõe à linha fariseia e tradicionalista dos fiéis a favor da Lega. O rosário ostentado por Salvini em Milão interpreta precisamente o movimento populista deste grupo para derrubar, se possível, este Papa, e também para colocar em evidência o descontentamento por uma linha que vai na direção europeísta.

Riccardo Cascioli escreveu no Giornale no domingo, explicando o que ele considera uma contradição: "A Igreja está em sintonia com aquelas forças laicistas que mais se opõem aos valores da família e da vida que eram, ao contrário, discriminantes nos pontificados anteriores, São João Paulo II e Bento XVI”. Mas estão certos que colocar juntos o antiliberal Salvini com Ratzinger não seria outro paradoxo?

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