Chile. “Jamais soube algo das barbaridades denunciadas” contra Renato Poblete, afirma o jesuíta Jorge Costodoat

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23 Maio 2019

“Digo a vocês: jamais soube algo sobre as barbaridades denunciadas sobre Renato”. Foram com estas palavras que o sacerdote jesuíta Jorge Costadoat se referiu às denúncias contra Renato Poblete, que vieram à luz, em janeiro passado, depois que a teóloga Marcela Aranda confessou os danos, humilhações e abusos que teria sofrido por parte do falecido padre jesuíta.

A reportagem é de C. Portilla, publicada por La Tercera, 21-05-2019. A tradução é do Cepat.

“As notícias que pouco a pouco vou recebendo sobre Renato Poblete, desde que o provincial dos jesuítas ficou sabendo da denúncia, em janeiro deste ano, são chocantes”, escreveu Costodoat, em uma carta dirigida a seus achegados, acrescentando: “Se vocês estão estupefatos porque jamais imaginaram algo assim, digo que eu não estou menos”.

Há algumas semanas, Marcela Aranda deu uma entrevista ao “Ahora Noticias”, na qual detalhou alguns dos abusos aos quais era submetida pelo falecido sacerdote e que ocorreram durante os anos 1980 e terminaram nos anos 1990.

“Ele começou a abusar sexualmente de mim com muita violência. Levava-me até outros homens, com os rostos cobertos, para que me violassem e golpeassem alternadamente, enquanto ele olhava”, destacou, na ocasião, a denunciante.

Em sua carta, Jorge Costodoat detalhou que “jamais soube algo das barbaridades denunciadas sobre Renato. Refiro-me aos abusos que parece ter cometido contra Marcela Aranda, minha colega na Faculdade de Teologia, em quem certamente acredito. Disse isso a ela mesma. Mas, além disso, refiro-me a numerosos outros abusos, faltas de respeito e ações descaradas que Renato cometeu contra muitas mulheres, que tornam indiscutíveis algumas das acusações contra ele”.

Segundo explicou, nunca ouviu nada sobre os graves comportamentos de Renato, apesar de ter vivido quatro anos com ele na mesma casa. “Nesta casa, outras pessoas viveram com ele por muitos mais anos. Destas também não ouvi nem sequer um rumor. Nada. Pessoas muito próximas a ele deram testemunho de que nunca ficaram sabendo de seus abusos”.

“Dos abusos contra Marcela, praticamente nenhum jesuíta nunca soube nada”, menciona, acrescentando que “ela disse que contou a dois jesuítas: a Juan Ochagavía e a outro já falecido”. Contudo, não podem descartar que “outros jesuítas, em algum momento, tenham ficado sabendo de algum tipo de abuso ou passos errados de Renato contra outras pessoas. Renato Hevia, em entrevista recente, disse isso. Mas, ele não disse nada a ninguém, nem sequer chamou a atenção de seu companheiro de comunidade”.

Especifica, além disso, que é provável que se alguém ficou sabendo disto, “não teve o panorama completo”, e que esperam esclarecer o razão pela qual não ficaram conhecidos estes comportamentos “gravemente desonestos de Renato Poblete”.

Sobre a investigação que está sendo realizada pelo advogado W. Bown, diz que foram entrevistadas mais de 60 pessoas e que, além do caso de Marcela, “há outras 10 a 15 denúncias a mais”. “Meu desejo é que tudo venha à luz, o máximo que for possível, mesmo que seja pura sujeira”, detalha.

Seguindo na mesma linha, destaca: “Sei que esta é uma investigação modesta. Não cumpre os padrões de uma investigação penal pública (que neste caso não seria possível porque o acusado está morto). Mas, ao menos, é uma investigação independente. Seus resultados podem ajudar a saber o que realmente aconteceu e a fazer um mínimo de justiça. A ignorância sobre o ocorrido me causa uma enorme insegurança. Sinto-me como sem saber o que fazer”.

Por fim, menciona: “Não posso aceitar que vocês e outras pessoas acreditem que nós, jesuítas, fomos cúmplices ou acobertadores das atrocidades que parece que foram cometidas”, enfatizando que “a credibilidade dos jesuítas está em jogo”, dado que, “em casos anteriores, cometemos muitos erros. Falhamos. Às vezes, falhamos em nossos votos. Outras vezes, não soubemos conferir as denúncias. Fazer justiça. Foi o que disse Felipe Berríos. Cristián del Campo, nosso provincial, também reconheceu isso. Mas, se é o caso de nos retificar, é indispensável alcançarmos a maior verdade possível”.

“De momento, sinto horror pelo dano que Renato pôde causar a pessoas que como sacerdotes devemos cuidar e ajudar. Me causa náuseas pensar nisto”, aponta a carta.

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