Igreja Católica: Pressão das religiosas alemãs pelo sacerdócio das mulheres

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12 Abril 2019

A superiora de uma das mais importantes comunidades religiosas femininas da Alemanha colocou em discussão a exclusão das mulheres do sacerdócio na Igreja Católica. "É natural que as mulheres sejam padres e eu não entendo as razões que motivaram a decisão de excluí-las", disse a irmã Ruth Schönberger, responsável pelo Priorado Beneditino de Tutzing, a matriz bávara de uma ordem missionária mundial. “Causa-me surpresa que a presença de Cristo seja reduzida ao sexo masculino", disse em uma recente entrevista ao katholisch.de, o site oficial da Igreja Católica Alemã. "Aqui em Tutzing também temos teólogas extremamente qualificadas. A única coisa que falta a elas é a ordenação - nada mais", declarou Schönberger, 68, prioresa de Tutzing desde 2015.

A informação é publicada por www.comitedelajupe.fr, 04-04-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

O priorado é um dos mais importantes do mundo beneditino. Daquele priorado, em 1885, foram fundadas as Beneditinas missionárias de Tutzing, uma congregação que hoje conta com cerca de 1300 irmãs em 19 países do mundo. Schönberger, responsável pelos 70 membros dos conventos de Tutzing e pelos de outros dois conventos beneditinos, declarou que os critérios de admissibilidade para o sacerdócio não deveriam ser baseados no sexo.

"A nossa imagem, o conceito atual do sacerdócio deve ser revisto com urgência, e estou sinceramente surpresa que os próprios padres não protestem mais contra os desenvolvimentos atuais, porque estão envolvidos", disse a prioresa, enfatizando que homens e mulheres deveriam ser tratados de maneira igual. "A medida em que esse desequilíbrio de poderes existe no mundo é verdadeiramente alarmante, como é o fato de que nós não aprendemos a combatê-lo de forma mais eficaz. É um problema que devemos enfrentar com rigor", acrescentou Schönberger.

A irmã Ruth fez um apelo por uma discussão mais ampla e aberta sobre o problema, para buscar medidas concretas que poderiam ser tomadas para remediar o desequilíbrio "e não simplesmente consolar as mulheres, como, por exemplo, prometer de abordar a questão das mulheres diácono".

Ela também afirma que muitas vezes já discutiu o tema com suas irmãs: "Afinal, vivemos dia a dia experiências concretas de subordinação. Se nós, como grupo de religiosas, quisermos celebrar a Eucaristia juntos, devemos procurar que um homem venha celebrá-la todos os dias. Ele fica no altar e dirige as celebrações. Nós não somos autorizadas a fazer isso”. "Pretendemos procurar formas (para celebrar a Eucaristia) que sirvam para nós e desenvolver outras novas": e acrescentou que sua comunidade apoia plenamente a iniciativa em favor da igualdade dos sexos na Igreja, iniciada em fevereiro pela Irmã Irene Gassman, prioresa do mosteiro beneditino de Fahr (Suíça).

A irmã Ruth acredita que a oração em si não é suficiente, mas em todo caso "por que não deveríamos rezar pela igualdade dos sexos na Igreja? É de suma importância que todas as discussões sobre a reforma sejam apresentadas a Deus".

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