Ao reconhecer abuso de fundados, ordem francesa esclarece observações do Papa

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12 Fevereiro 2019

Os líderes de três ramos da comunidade religiosa francesa de São João insistem que a ordem colocou em vigor fortes proteções contra casos de abuso sexual clerical, inclusive o abuso de freiras por padres e irmãos.

A reportagem é de Cindy Wooden, publicada por Catholic News Service, 11-02-2019. A tradução é de Luísa Flores Somavilla

Líderes da comunidade masculina e dos grupos ativos e contemplativos femininos divulgaram um comunicado no dia 7 de fevereiro, depois da entrevista do Papa Francisco sobre uma nova ordem religiosa dissolvida pelo Papa Bento XVI "por causa da escravidão de mulheres, bem como escravidão sexual”.

O Papa falou a repórteres no dia 5 de fevereiro num voo de volta a Roma dos Emirados Árabes.

Alessandro Gisotti, diretor interino do serviço de imprensa do Vaticano, identificou que se tratava da comunidade francesa de São João. Depois, também emitiu um comunicado esclarecendo que o Papa não estava falando de "escravidão sexual" real, mas de "'manipulação', uma forma de abuso de poder que se reflete também no abuso sexual".

Segundo a ordem, o grupo, que foi dissolvido pelo  Papa Bento XVI em janeiro de 2013, tinha abandonado a comunidade principal e formado o Instituto das Irmãs de São João e São Dominique em 2012. Em 2014, o Vaticano permitiu que as mulheres fundassem uma nova comunidade na Espanha — as Irmãs de Maria, Estrela da Manhã —, embora tenha proibido o ex-diretor das Irmãs Contemplativas de São João e três outros membros de se envolverem com o grupo.

A declaração da comunidade francesa reconheceu, assim como a ordem em 2013, que o padre dominicano Marie-Dominique Philippe, fundador da comunidade, "havia cometido atos contrários à castidade com várias mulheres adultas que acompanhava", bem como irmãs consagradas.

Marie-Dominique Philippe morreu em 2006.

"Algumas irmãs ou ex-irmãs também testemunharam que irmãos e sacerdotes da comunidade cometeram abusos", acrescentou a declaração. "Muitos deles já foram punidos, e outros devem receber sanções em breve.”

"A liderança dos Irmãos de São João se compromete a processar todos os casos de abuso, em conformidade com as diretivas da Igreja Católica e da lei civil do país onde o ato foi cometido", declarou.

Os irmãos "tiveram uma postura proativa para prevenir casos de abuso e responderam de forma rápida e eficaz aos que já aconteceram”, dizia o comunicado. As medidas "incluem, mas não se restringem a: melhor discernimento vocacional, formação de maturidade emocional e procedimentos validados pelo Vaticano para lidar com  casos de pedofilia e abuso sexual".

Segundo eles, todos os casos são denunciados à polícia e são avaliados por "uma comissão composta por profissionais leigos, a fim de examinar cuidadosamente cada testemunho, queixa ou comportamento abusivo".

Em uma mensagem publicada no site da ordem em francês, inglês e alemão, os líderes dos três ramos disseram a "qualquer pessoa abusada por um membro da nossa família religiosa" que "estamos prontos para ouvir e agir de acordo com as normas estabelecidas. Os interessados podem entrar em contato com a comissão criada pelos Irmãos de São João pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou com a comissão criada pela Conferência dos Bispos da França pelo Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.".

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