O preceito dominical e o imperativo ecumênico. Artigo de Andrea Grillo

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27 Outubro 2018

“O caminho da Igreja, se for lido com uma lente unilateral demais, se for reduzido apenas às normas, interpretadas sem sabedoria e sem equilíbrio, se transforma em absurdo ou em uma farsa.”

A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Justina, em Pádua.

O artigo foi publicado por Come Se Non, 26-10-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Nos blogs tradicionalistas, muitas vezes podem ser lidas reconstruções totalmente caricaturais da tradição eclesial (aqui, em italiano). Nas quais o “preceito festivo” se torna o centro de toda a vida eclesial, segundo um uso do código que parece realmente impróprio e quase ridículo.

E pensar que são pelo menos 20 anos em que os papas, desde Dies Domini, dizem abertamente que a relação com a eucaristia e com a Igreja nunca pode começar pelo preceito: a missa dominical, “antes ainda de ser sentida como preceito, deve ser vista como uma exigência inscrita profundamente na existência cristã” (DD 81). A eucaristia não é, acima de tudo, “um dever do domingo”, mas um ato de amor, uma exigência vital, um desejo a se realizar. Então, fazer julgamentos sobre belas iniciativas que, nas dioceses italianas, dão início ou se confirmam como caminhos de comunhão não só interna à Igreja Católica, mas também em relação às Igrejas não católicas, com a preocupação de “cumprir o preceito”, parece realmente uma perspectiva mesquinha e sem fôlego.

Recapitulemos os fatos:

a) Na Catedral de Pinerolo, um domingo, será realizada uma celebração da Palavra junto com os cristãos valdenses, presidida pelo bispo e pelo pastor valdense, e, nela, também estará prevista, no fim, a distribuição da comunhão. O bispo, que tem a faculdade para isso, considerou que essa celebração “cumpre o preceito dominical”.

b) Ninguém é impedido da liberdade de cumprir o preceito em outro lugar.

c) Deve-se lembrar que a tradição oriental considera que se cumpre o preceito mesmo que simplesmente participando das Vésperas do domingo.

Mas o que chama a atenção na reconstrução fantasiosa do artigo no site Nuova Bussola Quotidiana, é que não se dedica espaço algum ao motivo de tal iniciativa da Diocese de Pinerolo, ou seja, o caminho ecumênico de diálogo, de conhecimento, de reconhecimento e de comunhão entre diversas confissões. É evidente que, na percepção da articulista do Nuova Bussola Quotidiana, dotada de uma ótica exclusivamente catequética e jurídica, tudo se resolve no círculo das evidências católicas. Mas, há 50 anos, na Igreja, ao lado dos preceitos clássicos, existem também os “imperativos ecumênicos”.

Uma boa experiência, amadurecida em Pinerolo há décadas, permite que os bispos locais compreendam bem como a experiência de comunhão católica pode conhecer um preceito, honrado em Cristo, com uma Liturgia da Palavra, que se segue com a distribuição da comunhão.

O caminho da Igreja, se for lido com uma lente unilateral demais, se for reduzido apenas às normas, interpretadas sem sabedoria e sem equilíbrio, se transforma em absurdo ou em uma farsa. Mas esse é o produto de perspectivas distorcidas e insinceras.

Os bravos pastores, felizmente, oferecem ao caminho da Igreja estradas muito mais ricas e promissoras. Que podem colocar também aos domingos momentos de comunhão com outras tradições cristãs. E, justamente, podem considerar esses momentos como “imperativos ecumênicos” do caminho eclesial.

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