Petição pede votos das mulheres no sínodo, mas bispo holandês discorda

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13 Outubro 2018

Embora as vozes das mulheres sejam bem-vindas e incluídas no atual Sínodo dos Bispos em Roma, as mulheres não devem ter permissão para votar durante suas deliberações, disse um bispo holandês.

A reportagem é de Heidi Schlumpf, publicada por National Catholic Reporter, 12-10-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

“Este é um sínodo dos bispos”, disse o bispo auxiliar holandês Everard de Jong. “Temos que ouvir as mulheres, mas não há mulheres bispos. Não temos mulheres cardeais. Temos que conviver com isso”.

De Jong, auxiliar da diocese de Roermond, na Holanda, falou em uma coletiva de imprensa no dia 12 de outubro, poucas horas depois que 10 organizações lançaram uma petição pedindo que superiores religiosas “trabalhem e votem como iguais ao lado de seus irmãos em Cristo nas reuniões do Sínodo dos Bispos”.

“Como o Papa Francisco pede ‘uma presença feminina mais incisiva’ na Igreja, ao mesmo tempo que chama o Sínodo de ‘instrumento adequado para dar voz a todo o povo de Deus...’ (Episcopalis communio 25), pedimos que tragam as mulheres para as tomadas de decisão significativas em todos os órgãos da Igreja, incluindo no Sínodo”, disse a petição.

Em seu primeiro dia, a petição contou mais de 2.000 assinaturas. Os organizadores planejam entrega-la em mãos aos bispos, cardeais e todos os membros votantes do sínodo, bem como ao cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do sínodo, a partir de 18 de outubro.

A petição observou que o sínodo de 2015 sobre a família e o sínodo deste ano incluem membros votantes não-ordenados que são irmãos religiosos.

“Se os superiores religiosos homens que não foram ordenados podem votar, as superioras religiosas que não foram ordenadas também devem votar. Sem barreira ontológica/doutrinária, a única barreira é o sexo biológico do superior religioso”, disse a petição.

Mas de Jong insistiu que enquanto “a presença das mulheres é tão clara e suas vozes tão ouvidas” no sínodo, elas não precisam ter permissão para votar no encontro. O Sínodo 2018 acontece de 3 a 28 de outubro. Nele, 267 prelados e 72 auditores estão considerando as necessidades dos jovens da atualidade.

Votar “é sobre quem vai estar no comando”, disse de Jong, acrescentando depois que os bispos “são responsáveis na Igreja. Não posso fazer nada; é a escolha de Jesus”, porque ele escolheu os apóstolos do sexo masculino.

Mas os bispos levam as preocupações das mulheres a sério, disse ele, e as vozes das mulheres foram incluídas no pré-sínodo e como auditoras no evento. Ele também disse que recebeu opiniões de mulheres que conhece, incluindo suas três irmãs.

“Creio que nós ouvimos as mulheres”, disse.

“As vozes das mulheres devem ser ouvidas e devem ser levadas em conta no documento final”, acrescentou de Jong. Ele sugeriu que talvez as mulheres pudessem se organizar em um “conselho consultivo” para comunicar o que estão pensando ao Papa.

Entre as organizações que coordenam a petição estão a Catholic Women Speak, o New Ways Ministry, a Voices of Faith, a Women’s Ordination Conference e a FutureChurch. Deborah Rose-Milavec, diretora executiva da FutureChurch, participou da coletiva de imprensa e perguntou sobre as mulheres e a votação.

De Jong dirigiu-se a ela diretamente, pedindo-lhe para “esclarecer suas verdadeiras razões” para a pergunta. “É o castelo masculino que você não pode conquistar?”, disse ele. “Ou é uma preocupação real que os casos das mulheres e os problemas reais das mulheres não sejam abordados?”.

Se houver questões importantes que os bispos não estejam abordando, “por favor, nos avise”, disse ele.

O bispo auxiliar de Los Angeles, Robert Barron, disse na conferência de imprensa de 12 de outubro que concordou que, em um sínodo de bispos, “somente os bispos” deveriam votar. Contudo, disse que as mulheres - especialmente as mulheres jovens - estavam “absolutamente” presentes nos pequenos grupos no sínodo.

O pequeno grupo de Barron inclui a irmã sul-coreana Mina Kwon, uma das oito religiosas autorizadas a participar do sínodo em caráter consultivo.

Kwon, membro da Congregação das Irmãs de São Paulo de Chartres, disse que a impressão dela como religiosa é que “a situação está melhorando”.

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