Peixes no Mar Morto como na Bíblia. "É a profecia de Ezequiel que se cumpre"

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11 Outubro 2018

Imaginar a vida no Mar Morto não é fácil, especialmente para quem visitou o lago na depressão mais profunda da Terra, 400 metros abaixo do nível do mar. Já em 2011, no entanto, alguns pesquisadores descobriram que as dolinas - espécies de bacia - de água doce em seu fundo produziam numerosas formas de vida, principalmente bactérias. Mas agora a descoberta do repórter fotográfico israelense Noam Bedin foi mais longe. O fotógrafo do projeto Dead Sea Revival Projec, teria imortalizado alguns peixes nadando no Mar Morto.

A reportagem é de Nicolo Delvecchio, publicado por La Repubblica, 08-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Uma circunstância que seria um obscuro presságio de uma profecia bíblica, relatada por Ezequiel, segundo a qual o retorno da vida nessa área corresponderia ao fim do mundo. "O Mar Morto é tudo menos morto, é a oitava maravilha do mundo", disse ele.

O próprio Bedin explicou o fenômeno como a realização da profecia de Ezequiel. "Venham para o Mar Morto e observem a profecia se cumprir!" ele disse.

Na Bíblia, de fato, a área ao redor do lago já foi no passado uma das mais férteis na região, até a destruição de Sodoma e Gomorra que mudou para sempre as características tornando-a árida e sem vida. "E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.” (Gn 13:10).

Para a profecia, um dia a água vinda do leste iria cobrir toda a região, trazendo a vida ao mar e ao deserto circundante, "Então disse-me: Estas águas saem para a região oriental, e descem ao deserto, e entram no mar; e, sendo levadas ao mar, as águas tornar-se-ão saudáveis. E será que toda a criatura vivente que passar por onde quer que entrarem estes rios viverá; e haverá muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio." (Ezequiel 47: 8-9), e mais ainda: “E junto ao rio, à sua margem, de um e de outro lado, nascerá toda a sorte de árvore que dá fruto para se comer; não cairá a sua folha, nem acabará o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida e a sua folha de remédio." (Ez. 47:12).

Apesar do viés místico dado ao fenômeno, é justamente o rebaixamento do nível de água um dos pontos sobre os quais Bedin pretende sensibilizar a opinião pública. "O Mar Morto oferece um cenário espetaculares com suas construções de sal, mas a cada dia perde o equivalente a 600 piscinas olímpicas de água, uma verdadeira catástrofe ambiental", disse ele. "A próxima geração não poderá desfrutar do Mar Morto como o conhecemos hoje." Nos últimos dois anos, o repórter documentou as mudanças e fenômenos geológicos do lago com passeios de barco para educar os visitantes sobre o estado das mudanças da bacia. No passado os rios e os riachos, em especial o Jordão, despejavam as águas doces no Mar Morto, que ficou tão salgado porque a água, evaporando, liberava os sais minerais dissolvidos no solo que se acumulavam. Isso impediu que formas de vida maiores, como peixes, sobrevivessem. Na década de 1950, no entanto, as autoridades de Amã desviaram o curso do rio Jordão para coletar água potável, o que causou a redução drástica do nível de água do lago, que continuou a diminuir em mais de um metro por ano.

Um projeto para resolver o problema poderia ser a instalação de uma usina de dessalinização no Golfo de Aqaba, que permitiria à Jordânia obter água potável do Mar Vermelho e reabrir a represa do Jordão ao norte. Problemas políticos, no entanto, travaram o projeto e a usina está paralisada.

Enquanto isso, o gotejamento do Mar Morto continua. E não será nenhum peixe que irá pará-lo.

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