Sínodo. Papa Francisco. “Falem com coragem: as críticas, quando honestas, ajudam; as ilações, não”

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04 Outubro 2018

O objetivo não é fazer com que saia um documento que “geralmente é lido por poucos e criticado por muitos”, mas “propósitos pastorais específicos”, capazes de “estimular a confiança, curar as feridas, entabular relações” e, acima de tudo, inspirar os jovens, “todos os jovens”, mas também os adultos, para uma visão positiva do futuro. Ajudar, pois, a tentar “frequentar o futuro”. Por esta razão, o Papa Francisco indica os tempos, as maneiras e as atitudes precisas que servirão nos trabalhos do Sínodo sobre os jovens, que começa hoje e termina no dia 28 de outubro. Esta grande assembleia, desta forma, deverá ser realmente uma oportunidade de reflexão e de mudança para uma Igreja que parece “cheia de fadigas, problemas e pesos”, especialmente depois do ressurgimento dos escândalos dos abusos sexuais no último ano.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider, 03-10-2018. A tradução é de André Langer.

O Pontífice explicou, em sua saudação durante a primeira congregação geral na Aula do Sínodo do Vaticano, que é preciso ser franco ao falar e humilde ao escutar. Também é bom criticar; o importante é que a crítica seja “honesta e transparente”, porque assim é “construtiva e útil, ao passo que as conversas inúteis, as murmurações, as ilações ou os preconceitos”, não. Também é preciso deixar de lado os “estereótipos” e os “preconceitos”, como o dos jovens em relação aos adultos (muito chatos e ultrapassados) e dos adultos em relação aos jovens (muito inexperientes e superficiais). Devemos evitar o perigo do clericalismo, “perversão e raiz de tantos males da Igreja”, e expor o “vírus da autossuficiência e das conclusões precipitadas de muitos jovens”.

“A abertura no falar e a abertura na escuta são fundamentais para que o Sínodo seja um processo de discernimento”, disse o Sucessor de Pedro, assegurando que o discernimento “não é um bordão publicitário, não é uma técnica organizativa, nem uma moda deste pontificado, mas uma atitude interior que se enraíza num ato de fé”. Por isso, o Papa dispôs “que durante os trabalhos, na assembleia plenária e nos grupos, a cada cinco intervenções se observe um momento de silêncio (cerca de 3 minutos) para permitir que todos prestem atenção às ressonâncias que as coisas ouvidas suscitam no seu coração, para aprofundar e descobrir o que mais o impressiona”.

Como durante os dois Sínodos anteriores sobre a família, acompanhados pelas turbulências que se seguiram à publicação da exortação Amoris Laetitia, o Papa Bergoglio pede que os 267 participantes sinodais trabalhem com a mais absoluta “parresia”, “aliando liberdade, verdade e caridade”. E também coragem, tanto ao tomar a palavra, como ao tornar-se a voz de “tantos jovens do mundo que não estão presentes”.

O Sínodo deve ser “um exercício de diálogo, especialmente entre aqueles que dele participam”, disse Francisco. “E o primeiro fruto desse diálogo é que cada um se abra à novidade, esteja pronto para modificar a própria opinião graças ao que ouviu dos outros”.

Por isso, embora quase todos os padres sinodais tenham preparado a sua intervenção antes de chegar a Roma, o Papa convidou-os a se sentirem “livres para considerar o que prepararam como um rascunho provisório aberto a quaisquer acréscimos e mudanças que a jornada sinodal possa sugerir a cada um”. “Sintamo-nos livres – afirmou o Papa – para acolher e compreender os outros e, portanto, mudar nossas convicções e posições: é um sinal de grande maturidade humana e espiritual”.

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