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01 Outubro 2018

Idelber Avelar

 

Estou mesmo encantado com o cartaz “sou coxinha mas não sou fascista #Elenão”. Se alguém souber quem é a fotógrafa ou a moça retratada na foto, por favor me avise e eu terei o prazer de mandar uma caixa de Guinness ou de Heineken. Ou de vinho Chardonnay, que deve ser a bebida de coxinha. Não sei, eu me criei na quebrada, na quebrada é cerveja.

Sou coxinha mas não sou fascista. #Elenão” desmonta todos os mecanismos de identificação cultivados na política brasileira de esquerda dos últimos quatro anos. Na esquerda, a religião do golpe te ensina que apoiadores do impeachment são coxinhas que são golpistas que são fascistas (e aí você pode ir emendando: que são racistas que são misóginos etc: a candidatura da Tiburi no Rio é uma expressão dessa cadeia de equivalências).

O cartaz interrompe essa cadeia de equivalências e se apropria do insulto “coxinha”, mais ou menos como a torcida do Palmeiras fez com “porco”. Se não me engano, é a primeira vez que vejo o termo “coxinha” acompanhado de um verbo conjugado na primeira pessoa (“sou”). Até hoje, eu só tinha visto esse termo usado como insulto ou, pelo menos, como descrição de um outro, não de si próprio.

Sou coxinha mas não sou fascista. #Elenão” desarma não apenas Bolsonaro, mas também o dogmatismo petista e a religião do golpe. O enunciado quebra a cadeia de equivalências com a qual a religião do golpe chapa todo mundo sob o mesmo rótulo.

Sou coxinha mas não sou fascista #EleNão” (obviamente a tag que acompanha a frase é importante) não apenas diz à direita: “eu ajudei a derrubar Dilma, mas não vou coadunar com fascismo, homofobia e ódio às mulheres”. A frase e a tag também dizem à esquerda: “estou aqui com vocês contra o fascista, mas nem me venham com a chantagem baseada nos rótulos unidos pela cadeia de equivalências, porque esse joguinho de vocês eu já saquei”.

Foi o grande ato de fala deste fim de semana, com efeitos reais sobre a língua portuguesa que se usa no Brasil.

 

Gustavo Gindre

A vida não está fácil para ninguém.

Lula buscou se aliar à Igreja Universal.

Colocou Crivella em um esdrúxulo Ministério da Pesca (anteriormente criado para abrigar a tendência Articulação de Esquerda) e depois apoiou-o para o Senado.

Lula foi na inauguração dos estúdios da Record News e o governo fingiu que não via que a Record desrespeita a lei ao ter duas TVs abertas (Record e Record News) em uma mesma cidade (São Paulo).

Em troca, a Record virou porto seguro para jornalistas que estão na tropa de choque do PT.

Pois, no seu perfil no Facebook, Edir Macedo acaba de declarar apoio à Bolsonaro.

Que traição!!!!!

 

Gustavo Gindre

Pra mim o Ciro já é carta fora do baralho nessa eleição. Mas ele cumpriu um papel meritório, tanto no debate aprofundado de programa como no agrupamento das forças neo-desenvolvimentistas.

Duvido muito que isso vá ocorrer, porque Ciro sempre optou pela via do eu sozinho, mas seria muito bom que ele trabalhasse com o seu cacife eleitoral para agrupar as forças de centro-esquerda e/ou neo-desevolvimentistas em um partido forte e orgânico.

Esse não seria meu partido, mas vejo com muito bons olhos a sua criação. Acho que o Brasil precisa de alguém que ocupe esse espaço, que agrupe esses setores que hoje estão espalhados por vários partidos.

Mas isso vai demandar uma disciplina que o Ciro jamais demonstrou.

PS: esse poderia ter sido o mesmo papel para a Marina cumprir em torno do social-liberalismo. Infelizmente, a Rede virou um veículo para o ego de duas mulheres, apenas.

 

Vera Rodrigues

Quem vencer as eleições, não se iluda: #EleNão está bem longe de ser apoio a qualquer outro. #ELENÃO é contra TUDO o que ele representa, inclusive expedientes usados também pela esquerda no poder, para empurrar goela abaixo da população o que quis: de megaeventos a Belo Monte.

#OQueEleRepresentaNUNCA.

 

Bruno Cava Rodrigues

Alguém pergunta ao Haddad: você critica Bolsonaro pela sua simpatia explícita à ditadura brasileira, ok, estamos juntos nisso, mas o seu partido simpatiza com a ditadura de fome e perseguição na Venezuela, a sua vice tem por referência Stálin, e o governo do seu partido financiou bilhões a ditadores na África. Como você convive com essa hipocrisia?

 

Cid Benjamin

Filho de Bolsonaro diz que as mulheres de direita são mais higiênicas do que as de esquerda.

Sei não, acho que essa gente tem nojo de mulher.

 

Cid Benjamin

Haddad andou fumando algo estragado. De onde saiu essa história de constituinte agora? Só se for da cabeça da direita.

Ou de quem quer aprovar a reforma da previdência e outras coisas do tipo, mas não consegue porque, sem constituinte, precisa de maioria qualificada.

A proposta de Haddad é um tremendo gol contra.

 

Gustavo Gindre

Estava aqui fazendo umas pesquisas sobre os governos estaduais e descobri que a Rede e o Randolfe estão apoiando, para o governo do Amapá, o atual senador do DEM, Davi Alcolumbre, um entusiasta defensor dos maiores atrasos aprovados no Código Florestal.

Que raio de ambientalismo é esse?

 

Cid Benjamin

Serviço de utilidade pública

Entrou em cartaz no Rio esta semana o filme "Uma noite de 12 anos".

É imperdível para qualquer pessoa que tenha um mínimo com sensibilidade humana.

Em meus quase 70 anos, talvez nenhum filme tenha mexido tanto comigo.

Uma co-produção uruguaia, argentina, espanhola e francesa, dirigida pelo hispano-uruguaio Álvaro Brechner, o filme foi indicado pelo Uruguai ao Oscar. No festival de Veneza, depois de exibido, recebeu uma ovação de quase meia hora.

Ele é baseado no livro "Memorias del calabozo", não editado em português, mas que pode ser encontrado em sebos e no Estante Virtual.

Conta a saga de três dirigentes tupamaros, dentre os nove classificados como "reféns" pela ditadura militar uruguaia e que, no mundo moderno, receberam um tratamento só comparável ao existente nos campos de concentração nazistas.

Dois dos três dos dirigentes cuja história é retratada no livro - Maurício Rosencoff, hoje escritor; e Eleutério Fernandez Huidobro, falecido em 2016; depois de ter sido ministro da Defesa do governo Pepe Mujica - são seus autores. O terceiro preso retratado é o próprio Mujica, ex-presidente do Uruguai, que não teve condições de se dedicar à redação do livro.

Aos presos considerados reféns os gorilas dedicaram um tratamento especialmente cruel. Não se tratava apenas de tentar extrair deles informações para o combate aos Tupamaros, mas de tentar destruí-los física e moralmente.

De fazer deles trapos humanos.

Espancados e torturados, foram mantidos durante 12 anos em calabouços em que não havia sequer vasos sanitários ou acesso a água, tendo que dormir no chão. Ficaram todo esse tempo sem banho e isolados de todo contato, seja com outros presos e seja com qualquer ser humano (inclusive os militares carcereiros).

Alguns dos locais em que foram mantidos eram poços secos, nos quais alimentos eram baixados por cordas, para serem comidos com as mãos. Os dejetos (fezes e urina) também eram içados por cordas.

É algo só visto na Idade Média.

O que torna o filme mais impactante é que ele não é só, nem principalmente, uma impactante denúncia. Claro que não poderia deixar de ser isso também, mas a impressão que tive é que esta não é a principal preocupação de seus autores. Ele é centrado na luta dos três presos para não enlouquecer e manter sua humanidade, apesar de tudo.

Assim, separados por paredes e sem se ver, dois deles inventam um código que permite comunicar-se com pancadas nas paredes e, até, disputar partidas de xadrez imaginando tabuleiros.

"Nós nos agarramos à vida como uma planta trepadeira se agarra à parede. Se era necessário comer moscas, que para nós eram como passas com asas, comíamos moscas" - disse Rosencoff na apresentação do filme em Buenos Aires.

Um dos momentos mais impactantes do filme é quando saem do isolamento absoluto e um deles é deixado sozinho por alguns instantes no pátio interno de um presídio, podendo ser visto por centenas de presos políticos que se amontoam nas grades de janelas das celas e o ovacionam. O preso, "Ñato" (Fernandez Huidobro), entra em transe, se imagina num campo de futebol e, sob aplausos gerais, dança, corre, gesticula e comemora, como se estivesse driblando adversários e fazendo gols imaginários.

É impossível não se emocionar.

A belíssima figura humana que é Mujica, hoje o mais conhecido dos três, depois de ter passado por isso tudo, mostra a força da espécie humana. Se ela é capaz dos comportamentos mais abjetos, é também capaz dos comportamentos mais nobres.

A capacidade de expressar de forma radical a luta pela vida em seu sentido mais pleno (a mesma que, em proporções menores, é a de um torturado quando, para manter a Humanidade, se recusa a dar informações aos carrascos) é o mais impactante no filme. Mais, até - penso - do que as cenas de violência explícita.

Por isso tudo, "Uma noite de 12 anos" é, antes de mais nada, uma ode à vida.

Não à toa quem o assiste chora.

O filme mostra que a Humanidade pode vencer.

E que, naquele episódio, apesar de tudo, venceu.

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