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10 Agosto 2018

Alceu Castilho

De um modo geral eu acho que as pessoas analisam os debates entre presidenciáveis como se estivessem vendo um reality show. Ou torcem ou dão destaque total para os candidatos expansivos e (ou) bizarros, sem tentar entender o que seria o principal: o quanto aquilo vai, de fato, influenciar o voto do eleitor - ou o debate político. As análises são precipitadas, portanto, desprovidas de fôlego.

Eu nunca subestimaria os candidatos mais discretos. Não as "plantas", como Meirelles e Dias, mas Alckmin e Marina. Há uma imensa faixa do eleitorado que preferirá aqueles que não se envolveram em polêmicas aos que fizeram caras e bocas, performances, supostamente lacraram etc. Não são os twitteiros frenéticos que elegem um presidente da República.

Podemos até especular se Daciolo tem algum potencial de se tornar um Cacareco, levando mais votos que Meirelles. Mais do que isso, muito difícil. Pois a média do eleitorado é conservadora, como se verá na eleição dos digníssimos representantes na Câmara e no Senado - com os mesmos de sempre. Recall é importante. E taxa de rejeição também.

A taxa de rejeição pode decidir o segundo turno. Os candidatos agressivos, como Bolsonaro, estão longe de encantar o brasileiro médio, apesar de terem um nicho barulhento de eleitores. E pode não ser muito estratégico polarizar com essas figuras (ou da mesma forma que elas) - sob pena de ser percebido como alguma espécie de equivalente do outro lado da força.

De um modo geral faltam pesquisas qualitativas. E as amostras das nossas bolhas não são qualitativas. São viciadas. São caixas de ressonância de determinados candidatos. Na minha, por exemplo, quem teria vencido o debate? Ciro ou Boulos. Mas isso é muito pouco provável, pois vencer o debate significa conquistar eleitores ou agendar o debate político efetivo.

Esse espírito de reality show é apenas a face mais caricatural dos debates televisivos. Ponta de iceberg. Há uma fatia de tecladores compulsivos que vê tudo como uma espécie de zoológico. Essa pipoca aos políticos é efêmera, porém, e a percepção - quase cômica, quase bullying - sobre vencedores e perdedores aproxima-se da descoberta de pepitas falsas.

Os verdadeiros filões eleitorais são debatidos exaustivamente por marqueteiros, a partir de pesquisas qualitativas junto a eleitorados específicos - que, a rigor, não necessariamente viram o debate e não se movem por sua espetacularização. A caça aos indecisos pode estar na repetição de alguma palavra-chave ou no comportamento não verbal - eventualmente o mais discreto.

 

Gustavo Gindre

Não tenho a menor ideia do que pensam as pessoas fora da minha bolha sobre esse debate.

Tendo a achar que ele muda pouca coisa.

Mas torço para que o Álvaro Dias belisque um pouco de votos do Alckmin. E que o Daciolo tire votos do Bolsonaro.

O certo é que olhando os candidatos, independente da posição política, e excetuando Boulos e Ciro, a sensação é que estamos fudidos em um nível que ainda não percebemos o quanto.

 

Caio Almendra

A forma de preparação de debates contemporânea está acabando com os debates. Tirando o Ciro, que é quadro bem formado, todos os demais candidatos vêm com um discurso pronto e quase não interagem com as perguntas e respostas dos outros. Até os dois reaças falam um discurso pré-pronto.

Impressionante.

 

Adriano Pilatti

Ao contrário do que se supunha, o capitão das trevas não está derretendo. Justaposto ao cabo e ao do botox, até dá pinta de sereno. Diante do conservadorismo do picolé de xuxu e do Mengelles, não destoa. E disse algo que milhares de professores de escolas públicas, sobretudo os evangélicos, adoraram ouvir. Convém não subestima-lo.

 

Idelber Avelar

Está sendo, sobretudo, um debate que retrata o nível deprimente da campanha eleitoral. Em um ou outro momento houve discussão de política pública mas, no geral, o que vi foram palhaçadas e hoaxes de Whatsapp (Daciolo), clichês de DCE (Boulos), generalidades (Marina), um sujeito completamente chapado de alguma droga farmacêutica (Álvaro Dias), um banqueiro recitando o beabá do liberalismo econômico (Meirelles), um protofascista que até parecia sensato no meio da loucura geral (Bolsonaro) e dois candidatos competitivos, Ciro e Alckmin, jogando o feijão-com-arroz da demagogia eleitoral para, pelo menos, não perder votos.

No debate de 1989 a gente pelo menos dava risada. O debate deste ano gerou algumas piadas boas nas redes, mas a discussão em si não teve graça nenhuma. O nível político foi deprimente.

 

Adriano Pilatti

Posso até vir a votar nele, mas com suas tiradas espirituosinhas Boulos mais parece candidato a presidente da turma do Casseta.

 

Eduardo Sterzi

"A democracia é uma maravilha, mas tem certos custos." Impressionante a elegância do Ciro diante do delírio do Daciolo.

 

Adriano Pilatti

Perdoem mesmo, mas considerando presentes e ausentes tô é com saudade do Brizola.

 

Gustavo Gindre

Uma constatação desse debate é que a fase dos grandes oradores morreu na política brasileira.

Exceto por Ciro, Boulos e Daciolo todos os outros falam muito mal e parecem ler um teleprompter.

 

Gustavo Gindre

Alckmin é o Rubinho da política.

Propôs colocar o Brasil na Parceria Transpacifca justamente quando a TPP está falindo depois que os Estados Unidos se retiraram.

 

Gustavo Gindre

Bolsonoro gagueja e demonstra insegurança. Em um debate cara a cara ele não resistiria 5 minutos.

 

Gustavo Gindre

Alckmin está assumindo de peito aberto ser o candidato da direita orgânica.

 

Gustavo Gindre

Boulos é o Roger Rabbit. O coelho quando batem na madeira, ele não resiste. O Boulos quando acendem as câmaras eles precisa dizer "Lula". É mais forte do que ele.

 

Gustavo Gindre

Marina sendo Marina. Para resolver os problemas do SUS ela vai... melhorar o SUS. E tenho dito!

 

Adriano Pilatti

Interessante o assanhamento do Alvaro Dias. Será overdose de botox?

 

Adelaide Klein

É uma palhaçada ver estes candidatos apresentarem propostas totalmente contrárias à tudo que votaram até ontem no congresso!!!

 

Fernando Altemeyer Junior

O STF custará ao BRASIL, ou seja, ao povo trabalhador a exorbitante quantia de R$ 741.428.915,00 no ano 2019.

 

Fernando Altemeyer Junior

 

12/08/1983 – Assassinato de Margarida Maria Alves, líder sindical camponesa de Alagoa Grande, PB. Dia nacional de luta contra violência no campo.

 

 

 

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